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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Autonomia política e econômica latino-americana


Os projetos de integração da América Latina possibilitam parcerias econômicas, políticas sociais, que contribuíram para que a região resistisse melhor à crise mundial, como apontam especialistas.

O peso político e econômico da Venezuela no cenário internacional é fator a ser analisado com a entrada de Hugo Chávez na presidência. Principalmente pelo fato da nação venezuelana ter dado a largada em um processo de transformações políticas na América Latina, com eleições de governos progressistas em outros países.

Entre eles, considera-se o Brasil com Luiz Inácio Lula da Silva – seguido por Dilma Rousseff – e a Argentina com Néstor e Cristina Kirchner, a partir de 2003. Há também Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, os mandatos de Tabaré Vázquez e Pepe Mujica no Uruguai, Daniel Ortega na Nicarágua e Fernando Lugo no Paraguai.

O sociólogo e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Emir Sader, acredita que essas mudanças indicam uma virada de período político na América Latina. Ele afirma que a região deixou de ser uma zona de consenso neoliberal, passando a ter uma integração autônoma em relação aos Estados Unidos.

“Representou, em primeiro lugar, impedir a possibilidade de um tratado da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), que era o que os Estados Unidos pretendiam impor no conjunto do continente. Em segundo lugar, a possibilidade de, alternativamente a isso, ter um projeto de integração regional, quer dizer, fortalecer o Mercosul, criar a Unasul, criar o Banco do Sul, criar o Conselho Sul-Americano de Defesa.”

Uma análise similar é compartilhada pelo especialista em relações internacionais e professor da Faculdade Cásper Líbero, Igor Fuser.

“Até então, todos os governos da região seguiam uniformemente uma linha conhecida como Consenso de Washington, com as políticas neoliberais impostas pelos Estados Unidos e por organismos internacionais. Aquelas políticas como privatizações, redução dos gastos do Estado. Prejudicando, sobretudo, setores básicos como saúde, educação, infraestrutura urbana, moradia.”

Tendo como pano de fundo o conceito de “Bolivarianismo” em seu governo, Chávez assume os ideais do libertador Simón Bolívar, um dos líderes da independência das colônias espanholas no continente. Essa ideia possui dois significados principais: um sentido interno de emancipação real do povo venezuelano; e outro sentido internacional, de forte integração latino-americana.

Segundo Igor Fuser, o governo Chávez implementa na República Bolivariana da Venezuela uma política externa coerente com sua política interna.

“A política interna da Venezuela é uma política que inverte as prioridades do Estado. Em vez de priorizar os interesses das elites, dos setores mais ricos da sociedade, privilegia o povo; os setores mais pobres, os setores mais carentes, as comunidades de bairro, os camponeses. No plano da política externa, ocorre uma inversão semelhante.”

Cenário favorável

A perda de poder dos Estados Unidos sobre a economia mundial, com a ascensão da China no sistema internacional, proporcionou um cenário favorável para os países latino-americanos. Assim, essas nações passam a não depender de um único parceiro comercial, como explica Fuser.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Relação com o Brasil e integração regional.


A Venezuela tem no Brasil um de seus principais parceiros nos campos econômico e social. No país venezuelano, o Brasil contribui com projetos como o de construção de moradias e de uma siderúrgica.

No ano de 2003, as trocas comerciais entre Brasil e Venezuela movimentaram 880 milhões de dólares. Já em 2011, atingiram a marca de 5,9 bilhões de dólares, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No último período, o Brasil obteve um superávit positivo, já que vendeu aos venezuelanos 4,7 bilhões de dólares e importou 1,2 bilhão de dólares. O salto foi impulsionado pela construção de uma relação bilateral entre os dois países, iniciada desde os primeiros momentos do governo de Hugo Chávez.

O embaixador da República Bolivariana da Venezuela no Brasil, Maximilien Arvelaiz, destaca que a parceria não se limitou ao campo da economia e está centrada em um ambicioso projeto de integração regional.

“É impossível imaginar qualquer processo de mudança e de integração regional sem o Brasil como parceiro. E, por isso, a primeira visita do Chávez como presidente eleito foi para o Brasil, no final de 1998, quando ele saiu de Caracas para se reunir, em Brasília, com o então presidente Fernando Henrique Cardoso.”

Na interpretação de Maximilien, mais do que aproximar as duas nações, a cooperação mútua se transformou em uma referência para os demais países da América Latina. Ele acredita que a “tendência progressista” e a amizade entre Hugo Chávez e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva colaboraram para que o processo fosse mais amistoso.

“A partir de 2003, com a eleição do presidente Lula, deu-se um salto qualitativo extraordinário. E, a partir daí, se estabeleceram várias áreas de cooperação, de parceria entre o Brasil e a Venezuela, onde o elemento político foi um componente fundamental, uma alavanca, de tal modo que a relação Caracas-Brasília é um eixo dinamizador fundamental de todo esse processo de integração e de união que estamos vivendo na América Latina desde o princípio dos anos 2000.”

Alto potencial e baixo IDH

A Venezuela acaba de ser certificada como detentora da maior reserva de petróleo do mundo, com aproximadamente 297 bilhões de barris. Possui 1,5 mil quilômetros de fronteira com o Brasil, sendo a saída prioritária para o Caribe, a partir da região amazônica brasileira. Essas características são consideradas estratégicas e reúnem um potencial jamais explorado, como explica o chefe da Missão do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na Venezuela, Pedro Silva Barros.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sistema democrático e participação popular


Na opinião de pesquisadores, o que acontece na Venezuela é uma democracia participativa e não uma ditadura. Nas próximas eleições, em outubro, estarão em disputa dois modelos vigentes na América Latina.



 “Ditador”, “caudilho” e “populista” são alguns dos adjetivos utilizados por parte da mídia venezuelana para desqualificar o presidente venezuelano Hugo Chávez. Mas, após vencer três eleições presidenciais e enfrentar 12 pleitos - entre referendos e eleições municipais - é correto afirmar que existe algum tipo de ditadura comandada por Chávez?

No poder há mais de 13 anos e candidato à reeleição para o pleito do próximo dia 7 de outubro, Chávez é fruto da crise e da contradição em que vivia a sociedade venezuelana nos anos 80 e 90.  A riqueza proveniente do petróleo estava concentrada nas mãos de poucos, enquanto a maioria da população vivia em extrema pobreza.

Ao fortalecer o Estado e destinar os recursos do petróleo para programas sociais e melhoria de vida da população, Chávez diminuiu a pobreza extrema em 50% e transformou a Venezuela no país com o menor índice de desigualdade social da América Latina, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Ano eleitoral

Neste ano, durante as eleições presidenciais de outubro, a população venezuelana terá que decidir entre o atual presidente e o candidato oposicionista Capriles Radonski, acusado de ter participado da tentativa de golpe de Estado contra Chávez em 2002. Diante desse quadro, o jornalista e historiador, Gilberto Maringoni, descreve os modelos que representam os dois candidatos.

“O que o Chávez conseguiu fazer foi fortalecer o Estado e o desenvolvimento petroleiro para que ele gere superávit para programas sociais, para reforma agrária e o bem estar da população. Do lado do Capriles, está em voga o modelo neoliberal clássico, que é o de abrir o país, abrir a exploração petroleira, tirar peso do Estado e criar uma situação semelhante a que havia antes de 1990. São modelos que estão em disputa na América Latina, em cada país com características próprias.”

Maringoni chama atenção para o fato de que a campanha de Capriles cresceu em cima de debilidades do governo de Chávez, principalmente as que se referem à administração pública. No entanto, lembra que, apesar das críticas à reeleição indefinida de Chávez, todas as pesquisas apontam para um favoritismo do presidente.

“Sobre a reeleição continuada do Chávez, ele se submeteu a um referendo e a população aprovou isso. Eu não tenho que julgar se a população quer ou não. O Chávez continua desfrutando de uma altíssima popularidade e todos os institutos de pesquisas, inclusive os independentes do governo, atestam que ele deve ganhar as eleições de outubro agora.”

Construção da democracia

O jornalista compara a situação da Venezuela com a de outros países, principalmente europeus, que também reelegem seus representantes indefinidamente.

“A Inglaterra, inclusive, é um país extremamente atrasado em termos institucionais que as pessoas não falam. É um país que tem o rei e a rainha. E o primeiro-ministro é uma solução de compromisso para manter aquele gasto inútil com a nobreza. O Chávez não é uma rainha, ele pode ser derrotado nas eleições.”    

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Conflitos com a mídia e pluralidade da informação


No campo da comunicação, mudanças no marco regulatório com a finalidade de deixar a mídia mais plural, se chocam com a “guerra midiática” promovida contra o presidente Hugo Chávez.


A história parece familiar: grandes grupos de comunicação que possuem jornais, canais de televisão e rádio, exercem um domínio sobre toda a informação que circula no país. Esse é o cenário do Brasil, Colômbia, Peru  e, até bem pouco tempo atrás, era também o da Venezuela. O país vem, nos últimos anos, deixando mais plural a sua mídia.

Até 1998, ano da eleição que tornou Hugo Chávez presidente, existiam na Venezuela 331 concessões privadas de rádio e televisão, 11 canais de radiodifusão públicos e nenhum comunitário. Ao longo de mais de uma década de governo, todos os setores tiveram aumento. No final de 2011, o país possuía 473 televisões e rádios privadas, 83 meios públicos e 244 canais comunitários. Os dados são da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel).

A democratização da mídia e a pluralidade da informação foram propostas assumidas por Chávez, como observa o professor de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Dênis de Moraes.

“Com o processo de profundas transformações que estão acontecendo desde então na Venezuela, o Estado voltou a ter um papel protagônico. O governo Chávez tem desenvolvido uma série de ações e mudanças regulatórias para tentar progressivamente democratizar o sistema de comunicação. E se esse objetivo é muito ambicioso, pelo menos aumentar significativamente as margens de diversidade informativa e cultural.”

Mídia e golpe

Um momento de ruptura de projeto de comunicação ocorre em abril de 2002, quando a Rede Caracas de Televisão (RCTV) participa da tentativa de golpe de Estado. Nesse momento, uma relação que era estável, entre governo e grande mídia, passou para um conflito declarado, como relata o jornalista e historiador, Gilberto Maringoni, que esteve no país e acompanhou o pós-golpe.

“Os meios de comunicação não só comemoraram o golpe, mas logo depois da queda e da volta do Chávez continuaram uma campanha de desgaste, de desqualificação em toda a grade de programação. Eu vi naquela situação um clima extremamente hostil e beligerante por parte da mídia.”

O descolamento entre a realidade vivida pela população e o que a mídia exibia foi o que mais surpreendeu Maringoni.

“A vida das pessoas começou paulatinamente a melhorar, ao mesmo tempo em que a mídia acentuava os seus ataques. A pessoa  vê que sua vida está mudando e percebe que tem algum problema em quem ataca tanto o presidente. Esse descolamento é que ficou evidente no golpe, porque a população três dias depois da queda do Chávez foi às ruas, embora os meios continuassem a fazer uma campanha contra o governo.”

Concessões públicas

Outro momento de ruptura ocorreu quando o governo não renovou a concessão da RCTV, em maio de 2007. O ato foi alardeado como antidemocrático pelos grandes grupos de mídia de todo o mundo. Porém, para Dênis de Moraes, a decisão foi conduzida dentro da lei.

“O governo Chávez cumpriu a legislação em vigor com o poder concedente das outorgas de rádio e televisão, o poder de renovar ou não, terminados os contratos, as devidas concessões. O governo optou, democraticamente, por respeitar o contrato de concessão e avisou seis meses antes a RCTV que o contrato não seria renovado.”

O espaço radioelétrico do ar é um bem público e seu uso para transmissões depende de uma concessão do Estado, como explica o professor.

“Concessionárias de rádio e televisão não são proprietárias das licenças e outorgas, são meramente concessionárias temporárias, cuja exploração dos canais pode ou não continuar. Isso depende do poder público, já que as licenças e outorgas pertencem a cada sociedade, e não a grupos mercantis de comunicação.”

terça-feira, 19 de junho de 2012

Políticas econômicas e nacionalizações.


A renda do petróleo venezuelano passa a ser aplicada em projetos sociais e no fortalecimento de outros setores econômicos. Com essa política, o governo Chávez avança nas nacionalizações.

  A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) ressaltou que a Venezuela é o país com menos desigualdade na região, com um coeficiente Gini de 0,394. A escala – que mede a distribuição de renda – tem variações de zero a um. Quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade.

Outro indicador social que se destaca é a redução da pobreza e da indigência, que despencaram pela metade desde 1998, segundo dados oficiais do governo. O professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e ex-assessor do Ministério das Indústrias Básicas da Venezuela, Luciano Wexell Severo, destaca que o país só pode obter esses índices porque elegeu as demandas sociais como prioritárias.

“O gasto público da Venezuela em temas sociais, como educação e saúde, é absurdamente superior, em torno de 60% maior do que a média dos anos 1990. Esses são dados do Instituto Nacional de Estatísticas. O governo sempre trata de comparar com a década de 90, que seria o período de mínimo investimento público em saúde e educação. É o que eles chamam de um período neoliberal, de Estado mínimo, em que a iniciativa privada estava assumindo a maior parte dessas funções.”

As chamadas “Missões Sociais” foram reconhecidas por organismos da Organização das Nações Unidas (ONU) e pela CEPAL como políticas públicas exemplares de combate ao analfabetismo e promoção da saúde. Elas são financiadas por um fundo criado para impedir o acúmulo de reservas internacionais.

Nacionalizações, crise e prosperidade

O professor explica que as nacionalizações ocorridas em diversos setores tinham metas bem definidas: aplicar a riqueza gerada pelo petróleo em outros ramos da economia e resolver problemas conjunturais e históricos.

“Todo o potencial que se liberou a partir de 2003, com o Estado assumindo o controle da estatal PDVSA, possibilitou colocar em prática a política que eles chamam de ‘semear o petróleo’, que seria aplicar os recursos oriundos das exportações de petróleo em outros setores da economia.”

A partir de então, a economia venezuelana cresceu de forma permanente por um período de cinco anos, tendo atingido a marca de 8,4%, em 2007, o maior índice de crescimento entre os países da América Latina naquele período. O atual Produto Interno Bruto (PIB) corresponde a 389 bilhões de dólares, o que faz do país a 23ª economia do planeta, no ranking do Banco Mundial (BIRD).

O desemprego atinge menos de 10% da população economicamente ativa. Severo lembra esse período de prosperidade foi antecedido por uma grande crise, resultante da tentativa de golpe contra Chávez e da greve dos gerentes da PDVSA, em 2002.

“O PIB da Venezuela, no momento do paro (greve) petroleiro, caiu 27% no último trimestre de 2002. Nem o PIB do Haiti deve ter caído tanto depois da guerra civil e do terremoto juntos. A crise foi tão séria que, talvez, nem os caras que mediam o desemprego foram trabalhar. Há um buraco no gráfico. Em fevereiro de 2003, por exemplo, não há estatística de desemprego, mas o dado do mês anterior aponta em torno de 21%.”

domingo, 17 de junho de 2012

Políticas sociais e redução da pobreza.


Com programas sociais chamados de “Misiones Sociales”, o governo Chávez vem melhorando o acesso e qualidade à moradia, saúde e educação no país.


 A Venezuela foi uma das economias que mais se desenvolveram na América Latina na última década. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) indicam que a Venezuela tem o menor índice de desigualdade do continente, com um coeficiente Gini de 0,394 – quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade. No entanto, os brasileiros têm poucas informações sobre o país vizinho.

A Venezuela é a 4ª maior economia da América Latina, superada somente por Brasil, México e Argentina. A média de crescimento anual na última década foi de 3%. Em 2011, o crescimento foi de 4,2%. A inflação ainda é alta, ficou em aproximadamente 22% na última década, sob influência da flutuação do preço internacional do petróleo. Porém, em relação aos governos anteriores, caiu substancialmente. Durante o governo Andrés Pérez, a média foi de 45%. Já no comando de Rafael Caldeira, chegou a 60%.

A queda no índice de desemprego tem inflado a popularidade do governo Hugo Chávez. Em 1998, antes de assumir, a média de desemprego era de 22%. Hoje, está abaixo de 10%. A informalidade é alta, mas caiu de 51% para 44%. Houve uma redução da pobreza, que ainda é grande, mas foi de 48% para 29%. A pobreza extrema despencou de 20% para 7%.

Especialistas apontam que a melhora de vida da população da Venezuela é consequência dos programas sociais do governo, as chamadas Misiones Sociales (Missões Sociais). Essas políticas têm uma particularidade, porque o governo Chávez busca a participação da sociedade.

Habitação

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, morou por nove meses na Venezuela e acompanhou de perto a construção das políticas de habitação. A Venezuela tem 28 milhões de habitantes. Um total de 3 milhões de famílias precisam de moradia, moram em habitações que precisam de reformas ou regularização fundiária. O governo Chávez lançou em 2011 o programa de moradia “Gran Misión Vivienda”, com a meta de beneficiar 10,8 milhões de pessoas e zerar o déficit habitacional.

“Lá, como aqui, a moradia é um sonho das famílias, lugar que dá segurança para as pessoas. Eles estão passando por um processo de recuperação da autoestima das pessoas. Eles crêem que realmente está acontecendo uma grande mudança no âmbito das políticas públicas da Venezuela. Eles perceberam que o governo todo se mobiliza para dar uma resposta nessa questão grave do déficit habitacional. Esse problema historicamente não foi visto com prioridade por outros governos.”

Maria Fernanda conta que o governo fez um mapeamento e disponibilizou para a população todas as áreas que receberão as futuras construções.

“Eles fizeram um trabalho de mapeamento de terrenos que poderiam ser utilizados para as ‘vivendas’. Por decreto, o governo utiliza esses terrenos para equacionar a questão do déficit habitacional. Os terrenos de propriedade da União que estão sem uso e também foram mapeados. Ao todo, foram identificados mais de 10 mil hectares de área para atender essa demanda de moradia.”

Maria Fernanda também comenta que a partir da criação de mecanismos de organização social, chamados de “Conselhos das Comunidades”, a população participa da construção desses projetos e das próprias residências.

“47% da meta do setor público ficou na responsabilidade do Ministério do Poder Popular. Ou seja, são as brigadas que existem nas organizações sociais de base que constroem essas moradias. É um sistema de autogestão, as pessoas que constroem as casas são remuneradas, têm capacitação para construir essas moradias.”

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O povo venezuelano mostrará hoje sua força em respaldo a Chávez


A direita e seus lacaios, internos e externos,  não admitem o avanço do modelo bolivariano liderado por Chávez.    As modificações que vêm ocorrendo na Venezuela não conseguem mais  serem proteladas, atenuadas e  escondidas pelos meios de comunicação da América Latina.  No Brasil o PIG tem tentado, porém  os blogs progressistas  têm conseguido levar o recado  aos setores que, de costume, são formadores de opinião.  Ainda que a definição de opinião, parafraseando Marx, seja ignorância dos fatos, ela tem e desenvolve um papel fatal nos dias atuais.

A vitória de Hugo  Chávez  desenha-se a cada dia que passa.  Sua expectativa de votos aumenta a olhos vistos.  Somente por meio de um golpe de Estado, com a participação e o patrocínio histórico dos EUA e da elite  entreguista latino- americana algo poderá sair dessa direção.

O petróleo da bacia do Orinoco está nos planos dos criminosos estadunidenses e de seus  colaboradores.  Não faltará argumentações,  visualizadas por esse grupo hostil ao desenvolvimento  do planeta, para reiterar seus pactos e conluios em defesa de tudo o que for privado e que trás, em seu íntimo, as facetas  da discriminação , da  hipocrisia e a guerra.  O perverso mecanismo que dinamiza e fomenta o Capitalismo não  pode viver sem essa tríade.

Viva Chávez!   Que aprendamos com o modelo bolivariano chavista.

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Caracas- O povo venezuelano mostrará hoje sua fortaleza quando sair às ruas para acompanhar o presidente, Hugo Chávez, a inscrever sua candidatura para a reeleição, disse Aristóbulo Istúriz, primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tudo isso acontecendo e eu aqui....


As pesquisas de intenção de voto dão ao presidente venezuelano Hugo Chavéz uma vitória  espetacular.   Cada   nova amostragem anuncia,  nitidamente , que Chávez amplia a margem sobre seu concorrente  que é o candidato das elites.


 Lá, como aqui, os complexos máfio-midiáticos tentam enganar a opinião pública com suas mentiras e distorções.  Sabemos bem  que tipo de efeito isso causa em populações que  ficam horas e horas diante de um  televisor.                                  Na Venezuela  entretanto a população está  bem informada e não cai mais em armadilhas do tipo “Global”.

A vitória de Chávez  representará um avanço da esquerda e, por conseguinte, mais  expectativas de melhorias para a sociedade, leia-se classe trabalhadora, que vem ganhando  espaços importantes  na distribuição de  rendimentos  promovidos pelo governo bolivariano.  A velha elite  americanófila  se debate  na tentativa de voltar ao poder e retomar o controle das riquezas entregando-as, como de costume , para os seus lacaios  internacionais.  O Petróleo da Venezuela nunca esteve tão perto dos venezuelanos como agora.  Para os históricos  enganadores do povo isso é muito grave.

domingo, 29 de maio de 2011

Grande manifestação popular en Venezuela em defesa da soberania nacional e da empresa estatal PDVSA!



Com a convocação de gigante manifestação em defesa da empresa de Petróleo da Venezuela e frases como: “ Respeito a Venezuela”, milhares de trabalhadores afirmam e sustentam que não permitirão que atentem contra o patrimônio do povo Recentemente os EUA emitiram sanções contra a PDVSA, a grande empresa estatal de Petróleo do país.

Trata-se de mais uma agressão do imperialismo estadunidense contra o regime democrático instalado na Venezuela. Os trabalhadores se organizam sobretudo para rechaçarem posições conservadores de setores internos que aproveitam-se do momento para se voltarem contra a grande empresa de Petróleo do país. Há uma tentativa, orquestrada pelos EUA, de criar um clima de descontentamento interno na Venezuela visando as eleições do próximo ano. Outras armações de Washington virão ao encontro desse ardil plano. Este filme já vimos aqui no Brasil. O enredo é o mesmo. Os finalmente, todavia parecem não serem bons para os ianques da paz.

“ Não podemos aceitar aposição apátrida da oposição venezuelana. Aqui estamos nos trabalhadores para defender nossa indústria. Não vamos permitir novamente que atentem contra nosso patrimônio”, disparou um operário fazendo uma referência a sabotagem petroleira perpetrada por setores da direita venezuelana em 2002 que gerou perdas milionárias para o país.

No outro estremo da cidade, na Plaza O’ Leary, local onde se concentrará a marcha, trabalhadores da indústria oriundos de diferentes parte do país, manifestarão seu apoio as ações e práticas do governo venezuelano para romper a hegemonia imperial e construir, assim um mundo pluripolar.

A revolução Bolivariana incomoda o governo de Washington. A Venezuela tem comercializado seu petróleo com países que, historicamente, sempre foram excluídos,pela política criminosa e terrorista dos EUA perpetrada em várias partes do globo.

A teoria da Interpretação Econômica da História de Marx e as concepções então contidas nas ações políticas de Chavez, que tem norteado a direção da sociedade, possuem ingredientes diversos que, a partir da perspectiva dos EUA, são avassaladoras e inaceitáveis.

A finalidade de uma teoria é dar-nos uma visão de conjunto, no verdadeiro sentido do termo. Esta nova complexidade é porém,tamanha que confunde a mente do homem comum. É sabido que os avanços que a esquerda filosófica demonstrou e lega a a humanidade não são de fácil e rápida compreensão como imaginamos. Todavia, aqueles que se acham nas galerias e que só tocam nestes temas com maior cautela, deviam exultar com o cartel de idéias novas e não protestar contra elas. “ Os homens não são animais em pé”,afirmava Francis Bacon, “ mas sim deuses imortais!” Consideremos o fato como o teorista se aproxima dos fatos, Marx o fez com os requintes que as circunstâncias exigiam. Não o faz do plano pré concebido, nem tenta metê-los a força no “leito de Precusto” de uma ordem arbitrária. Ele não as deforma nem as rejeita, desgostado por achá-los intragáveis.

Pelo contrário deve alegrar-se a sua complexidade; e a despeito de seu vulto que parece indigerível, das minúcias infinitas, tem de ter satisfação em atacar os problemas do mundo com a notável capacidade humana de penetração.

Como afirmou certa ocasião aquele notável ... “O homem primitivo”, disse com agudeza o professor Frederic Soddy, “ morria regelado em cima de veios de carvão e fanava-se de fome ouvindo o escachoar de cascatas que trabalham hoje para nos alimentar”. Viva o povo venezuelano! Viva a teoria do Socialismo Científico! Vivamos a revolução bolivariana e que o petróleo da grande bacia do Orenoco sirva para reforçar essa concepção de mundo, mesmo que do outro lado estejam o mais terrível dos algozes vociferando o oposto!

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