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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Os EUA e a Operação Condor: “o maldito jogo de xadrez da morte”

Stella Calloni desvenda esquema da CIA

Livro “Os anos do lobo”, da premiada escritora e jornalista argentina Stella Calloni, revela “a conspiração assassina” contra a democracia na região.

“É imperativo que estas ações se implementem clandestinamente e com segurança, de maneira que a mão norte-americana e seu governo permaneçam bem ocultas”
Richard Helms, diretor da CIA, sobre as ações encobertas no Chile contra Allende, em 1970

“Os cadáveres dos assassinados passavam flutuando pelo rio e as salas de tortura não descansavam”
Descrição sobre o resultado do golpe, três anos depois.

Por Leonardo Severo

Stella Calloni desvenda esquema da CIA
“A Operação Condor foi uma conspiração assassina entre serviços de segurança da Argentina, Chile, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, destinada a rastrear e eliminar adversários políticos sem preocupar-se com as fronteiras ou os limites. Operação Condor  era o código para aquela multinacional do crime, cuja origem estava nas imensas oficinas da Agência Central de Inteligência (CIA) e do Burô Federal de Investigação (FBI, nos Estados Unidos”.


A descrição do “maldito jogo de xadrez da morte” como descreveu a premiada escritora e jornalista argentina Stella Calloni em seu livro Os anos do Lobo – Operação Condor (Peña Lillo – Ediciones Continente, Buenos Aires, 1999), expõe “a política exterior de Washington em carne viva”.

Prefaciada por Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz de 1980, a obra descreve com riqueza de detalhes o envolvimento dos Estados Unidos na sequência de golpes, particularmente no Cone Sul. No ano em que se completa 50 anos da derrubada do governo de João Goulart, a publicação é mais do que um estímulo à reflexão sobre os interesses geopolíticos do imperialismo e das suas transnacionais.

“Os EUA proporcionou inspiração, financiamento e assistência técnica à repressão e pode haver plantado as sementes da Operação Condor. A CIA promoveu uma maior coordenação entre os serviços de Inteligência da região. Um historiador estadunidense atribui a uma operação da CIA a organização das primeiras reuniões entre funcionários de segurança uruguaios e argentinos para vigiar os exilados políticos. A CIA também atuou como intermediária nas reuniões entre os dirigentes dos esquadrões da morte brasileiros, argentinos e uruguaios”, relata Stella. Porém, assegura a autora, “os Estados Unidos fez mais do que organizar os encontros: a equipe de serviços técnicos da CIA subministrou equipamentos de tortura elétrica a brasileiros e argentinos, e ofereceu assessoramento sobre o grau de choques que o corpo humano poderia resistir”. Afinal, conforme advertiam os professores dos torturadores: “o ser vivo pode dar informação e um cadáver não”. “Os agentes de segurança latino-americanos também receberam treinamento da CIA quanto à fabricação de bombas, na sede da Oficina de Segurança Pública do Departamento de Estado do Texas”, informa Stella.

O ALERTA DE PERÓN

“As mãos dos Estados Unidos estão manchadas com o sangue de milhares de latino-americanos caídos na luta pela liberdade e independência”, alertava o líder argentino Juan Domingo Perón, ressaltando que “se equivocam os que afirmam a respeito dos EUA que estamos vivendo um período de calma”. “Que calma é esta quando estão realizando todo tipo de atividades secretas, suborno de políticos e funcionários governamentais, assassinatos políticos, atos de sabotagem, fomento do mercado negro e penetração em todas as esferas da vida política econômica e social? Sobre nossos países voam aviões militares norte-americanos enquanto nosso solo permanece em poder de seus monopólios, com bases militares”.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Líderes do regime militar argentino serão julgados pelo Plano Condor


O ex-ditador argentino Jorge Videla e outros líderes do regime militar (1976-1983) serão julgados, a partir da próxima terça-feira, por sua participação no ‘Plano Condor’, que coordenou a repressão das ditaduras sul-americanas nos anos 70 e 80.

“Entre os 25 imputados pelo Plano Condor estão Jorge Videla, Reynaldo Bignone e Luciano Benjamín Menéndez. O julgamento oral começará no dia 5 de março”, confirmou o site do Centro de Informação Judicial (CIJ).

A acusação tem por objetivo estabelecer responsabilidades pela colaboração com as ditaduras de Brasil, Chile, Bolívia, Uruguai, Peru e Paraguai que levou a centenas de prisões, torturas e desaparecimentos.

Videla, 87 anos, já foi condenado a duas penas de prisão perpétua e a uma de 50 anos, ao passo que Bignone, 85, último ditador antes da transição democrática, tem uma condenação perpétua, outra de 25 anos e uma terceira de 15 anos, por graves violações aos direitos humanos.

No banco dos réus se sentará também o ex-general Luciano Benjamín Menéndez, 85 anos, que acumula sete sentenças de prisão perpétua por torturas,homicídios e desaparecimentos.

No caso do Plano Condor, há um ano a Argentina pediu, sem sucesso, aextradição do ex-ditador peruano Francisco Morales Bermúdez (1975-1980).

Morales Bermúdez é acusado da privação ilegal de liberdade e tortura de 13 cidadãos peruanos detidos no Peru em 1978, e que foram levados à Argentina e colocados em um centro de detenção, até sua deportação, segundo resolução do juiz federal Norberto Oyarbide.

Em março de 2011, um tribunal argentino condenou à prisão perpétua o ex-general Eduardo Cabanillas por comandar a Automotores Orletti, um centro clandestino de detenção e tortura no contexto do Plano Condor.

De acordo com organismos humanitários, pelos corredores do Orletti passaram mais de uma centena de opositores sul-americanos, a maioria uruguaios, mas também chilenos, bolivianos, peruanos e dois funcionários da embaixada de Cuba.

Fonte: Anistia Política
 Foto: http://www.rosarinoticias.com e Desacato.info

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Começa em Córdoba, Argentina, julgamento pela megacausa A Perla.


Buenos Aires- Prensa Latina O julgamento oral por crimes cometidos durante a última ditadura militar argentina no centro de detenção clandestina "A Perla", em Córdoba, começará hoje nessa cidade distante a uns 710 quilômetros do noroeste desta capital.
 A megacausa figuram 44 imputados -entre eles o genocida Luciano Benjamín Menéndez, que em processos anteriores recebeu três condenações a cadeia perpétua-, acusados de ser os autores dos sequestros, tormentos e homicídios em prejuízo de 417 vítimas.

 Tais fatos ocorreram entre 1975 e 1978, informou o Centro de Informação Judicial, segundo o qual durante o desenvolvimento das audiências se prevê que apresentarão sua declaração testemunhal cerca de 900 testemunhas.

 Menéndez, José Andrés Tofalo, Héctor Pedro Vergez e Ernesto Barreiro seguirão o processo desde o penal de Buenos Aires de Ezeiza, mediante o sistema de videoconferência, detalhou a própria fonte.

sábado, 14 de abril de 2012

Ex-ditador argentino Videla admite genocídio e denuncia empresários.


Buenos Aires- ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla admitiu pela primeira vez que a ditadura militar que teve início em março de 1976 matou sete ou oito mil pessoas, um número que - disse - não conformava os empresários nacionais.

  As declarações de Videla, contidas no livro Disposição final, do jornalista Ceferino Reato, figuram hoje nas capas de todos os jornais e geraram a imediata repulsa de organizações de direitos humanos.

 De seu calabouço no presídio de Campo de Mayo, o ex-tenente general, de 86 anos, argumentou sobre o genocídio que "tinha que eliminar um conjunto grande de pessoas que não podiam ser levadas à Justiça nem também ser fuziladas".

 Cada desaparecimento pode ser entendido como o mascaramento, a dissimulação de uma morte, assinalou com frieza o repressor, quem reconheceu que não tinha outra solução e era esse o preço para ganhar a guerra contra a subversão sem que fosse evidente para a sociedade.

 Videla denunciou igualmente, ainda que sem mencionar nomes, empresários nacionais, a quem atribuiu recriminações com respeito a que o número de desaparecidos era insuficiente.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mães da Praça de Maio farão julgamento ético e político do Grupo Clarín.


Qualquer semelhança com o nosso PIG é mera coincidência, alguém diria!   Sim,  e  não.  É, está mais para   dolo mesmo. 

 A máfia midiática  possui tentáculos em  várias partes do  globo e ela age sempre da mesma forma.  A atuação dela é em  uníssono e possui um poder devastador. Como a sociedade possui   grandes  vulnerabilidades ,em decorrência  da deterioração da Educação Formal, este tipo de caluniadores  proliferam-se  e tornam-se  celebridades.

Ainda há muito por acontecer por aqui para que consigamos nos  aproximar um pouco das manifestações que, felizmente e maravilhosamente, acontecem na Argentina e noutros países que  não aceitam aquilo que Pulitzer,  tão eloqüentemente  legou sobre  a natureza da imprensa.

O  “poderoso”  grupo Clarin  foi conivente com os nazifascistas  argentinos quando estes estiveram no poder .   Para que não esqueçamos , não custa mencionar novamente que  entre  1976 e 1983  os militares assassinaram, segundo levantamentos realizados por entidades ligadas aos Direitos Humanos, ao redor de 30 mil civis, entre eles, crianças e idosos. Essas estimativas, inclusive,  podem ser revistas dado ao período  obscuro  e que foi apoiado, sustentado e defendido pela “grande  máfiamidiatica” daquele país.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Argentina: “anjo da morte” condenado a prisão perpétua


Astiz em 1985, quando ainda não tinha sido expulso da Marinha. Foto wikimedia commons fonte: esquerda.net
Torcionários da ditadura argentina, entre eles o sinistro Alfredo Astiz – que se infiltrava nos movimentos de direitos humanos para organizar os raptos e assassinatos – sequestraram, torturaram e mataram, atirando as pessoas de aviões para o mar.


Um tribunal federal argentino condenou 12 ex-militares da Marinha à prisão perpétua por crimes contra a Humanidade cometidos durante a ditadura que governou o país entre 1976 e 1983. Os 12 actuavam no mais sinistro centro de repressão e tortura da história argentina, a Escola de Mecânica da Armada, a ESMA, responsável pelo assassinato e desaparecimento de pelo menos cinco mil pessoas. O próprio chefe da Marinha, em 2004, reconheceu que a ESMA era um centro de barbárie.

O mais sinistro torcionário deste centro, Alfredo Astiz, hoje com 60 anos, foi um dos condenados.

Rosto quase infantil

Conhecido como o “anjo da morte”, Astiz aproveitava-se do seu rosto quase infantil para infiltrar-se nos primeiros movimentos de direitos humanos para organizar o sequestro dos seus dirigentes. Foi o que fez em 1977 com a recém-fundada associação das Mães da Praça de Maio. Adoptou o nome de Gustavo Niño e apresentou-se como familiar de um dos desaparecidos. Estava sempre disponível para conduzir as senhoras para onde fosse necessário; estas chamavam-lhe carinhosamente “o loirinho”.

Com esta posição privilegiada, organizou o sequestro das três fundadoras das Mães da Praça de Maio, em Dezembro de 1977. Para assinalar ao Grupo de Tarefa 332 da ESMA quem deveria ser raptado, abraçou os marcados para a morte, um a um, no átrio da igreja de Santa Cruz, onde o grupo se reunia. Como também desapareceu depois dos raptos, durante algum tempo pensou-se que também ele era uma das vítimas e houve pedidos de que fosse libertado.

Os 12 sequestrados foram torturados e assassinados num dos muitos “voos da morte”, em que os presos eram atirados de aviões para o mar, amarrados, morrendo com o impacto. Entre estes 12 estavam as três mães, duas freiras francesas e activistas dos direitos humanos.

Astiz também se infiltrou entre os exilados argentinos em Paris, procurando repetir a proeza que fizera na Argentina, mas foi desmascarado e teve de fugir antes que os exilados o conseguissem entregar às autoridades francesas.

Na Guerra das Malvinas de 1982 rendeu-se às tropas britânicas, e uma foto da rendição correu o mundo. França e Suécia pediram imediatamente a sua extradição – a Suécia queria julgá-lo pelo assassinato da cidadã do seu país Dagmar Hagelin, esposa de um dirigente do movimento Montoneros, assassinada também num voo da morte. Mas o governo de Margaret Thatcher recusou-se a extraditá-lo, entregando-o às autoridades argentinas. Até 2006, Astiz julgou que ficaria impune, apesar de ter sido condenado a prisão perpétua, à revelia, em França, em 1990. Seria condenado com igual pena, mais tarde, na Itália, por responsabilidade na tortura e assassinato de três emigrantes italianos. Astiz não podia sair do país, mas passeava-se, provocante, na Argentina, mesmo tendo sido expulso da Marinha em 1988.

Em 2003, porém, o Congresso Nacional anulou as leis de Punto Final e de Obediencia Debida, que o protegiam, e permitiu a reabertura de vários processos. Astiz foi detido preventivamente em 2006 e processado pelo desaparecimento do grupo de Santa Cruz e de outros seis casos de sequestros, torturas e mortes.

Concentração

Milhares de pessoas, concentradas diante do tribunal, comemoraram, emocionadas, a decisão.

O megajulgamento da ESMA durou 22 meses e ouviu o testemunho de 200 pessoas.

“Em termos jurídicos, a leitura da sentença é a culminação de uma luta de dois anos”, disse Carlos Lordkipanidse, sobrevivente da ESMA, que sublinhou, porém, que este julgamento abarca apenas uma parcela pequena dos casos denunciados.

Outro sobrevivente, Enrique Fukman, também disse ter "sensações contraditórias: a alegria de chegar a este momento, depois de tantos anos de luta, e a convicção de que este veredicto é uma parcialidade, que deverá prosseguir com mais processos”.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Argentina terá primeiro julgamento de crime contra a humanidade.


Com informes do Sul21
A Justiça da Argentina promove nesta quinta-feira (1º) o primeiro julgamento envolvendo crimes de lesa-humanidade no país. A sessão no Tribunal Oral Federal ocorrerá na cidade de San Juan, onde será julgado um casal que assumiu a paternidade de uma criança retirada dos pais, ativistas políticos desaparecidos durante a ditadura. O julgamento é considerado emblemático devido aos numerosos casos semelhantes ocorridos ao longo da história argentina.

Segundo a denúncia, em 1980, o casal Luis Alberto Tejada e Raquel Josefina Quintero registrou como filho uma criança que foi retirada dos pais – que desapareceram na ditadura militar argentina (1976-1983). O bebê tinha menos de um ano de idade, de acordo com relatos.

Tejada, militar e ex-funcionário do Departamento de Inteligência do governo da Argentina, e a mulher são suspeitos de assumir a paternidade do filho do casal Luis Francisco Goya, argentino e integrante do grupo Montoneros, e María Martínez Lourdes Aranda, mexicana.

O julgamento será filmado, com autorização da Suprema Corte de Justiça da Argentina, que determinou que o material seja remetido para a Escola Nacional de Cinema. A ordem se estende a todos os julgamentos que envolvam os crimes contra a humanidade. Pelo direito internacional, são considerados crimes contra a humanidade aqueles que envolvem atos de perseguição, agressão ou assassinato de grupos e também o genocídio.

Estima-se que cerca de 30 mil pessoas tenham desaparecido durante a ditadura argentina. Segundo relatos, eram comum casos de bebês e crianças retirados do colo dos pais, perseguidos políticos. O movimento denominado Mães e Avós da Praça de Maio atua para não deixar que o assunto caia no esquecimento.

A Escola de Mecânica da Marinha (Esma), em Buenos Aires, ficou conhecida como o maior centro de tortura da ditadura argentina. Para entidades civis, cerca de 4 mil pessoas desapareceram depois de passar pelo local.

Com informações da Agência Brasil.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Marcela y Felipe Noble Herrera entregaron las muestras de ADN.



"Enquanto na Argentina os processos que se iniciaram, há meses, sobre os crimes cometidos pela ditadura nazi-fascista, dentre vários, aqueles que fazem alusão à seqüestros de filhos de desaparecidos políticos- crimes esses que são considerados hediondos e contra toda a humanidade- devido aos requintes macabros de violência e as circunstâncias em que foram cometidos, muitos, aqui no Brasil- entidades ligadas aos Direitos Humanos,parentes de vítimas de uma ditadura idêntica, cidadãos diversos, cobram que o nosso país faça o mesmo. Procedimentos, nessa mesma linha, como esses que os argentinos tomaram, foram iniciados no Uruguai onde inclusive ocorreu uma tentativa de anulação de uma lei que anistiava esses vermes do nazi-fascismo."

Marcela y Felipe Noble Herrera acudieron hoy al Hospital Durand para entregar muestras de sangre, saliva o pelo, a fin de establecer sus ADN y cotejarlos con los patrones biológicos del Banco Nacional de Datos Genéticos (BNDG), después de diez años de dilaciones en la causa que investiga si son hijos de desaparecidos.

Los hijos adoptivos de Ernestina Herrera de Noble, la dueña del grupo Clarín, seguían esta tarde a las 16,30 dentro del edificio del Durand, en Díaz Velez y Campichuelo, al que ingresaron poco después de las 9 de la mañana.

La jueza federal Sandra Arroyo Salgado, que el miércoles último puso fecha a la extracción, deberá resolver de qué manera se hará el entrecruzamiento de las muestras de ADN de Felipe y de Marcela con las depositadas en el BNDG por familiares que buscan a hijos de detenidos-desaparecidos.

La magistrada resolverá si las compara con la totalidad de las depositadas por familiares que buscan a hijos de desaparecidos o si limitará temporalmente el cotejo dentro de los plazos en que se realizaron los trámites de guarda de los Noble Herrera, como estableció la Cámara de Casación en una resolución apelada.

"No queremos forzar ningún resultado sino encontrar a los nietos", dijo hoy Alan Iud, abogado de las Abuelas de Plaza de Mayo, al ingresar al Hospital Durand.

El letrado señaló que tomaron "muchos recaudos", entre los cuales se incluye un perito propio "para controlar todo el estudio íntegramente, desde el inicio al fin", a la vez que ratificó su "confianza" en el BNDG, "una institución que trabaja con todos los recaudos".

Tras la extracción de sangre y otro material biológico, el paso siguiente será la obtención de los perfiles genéticos de los hermanos Noble Herrera, para después compararlos con todos o parte de los reunidos en el Banco Nacional de Datos Genéticos.
Fonte- Telan- agência de notícias da Argentina-

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