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domingo, 22 de abril de 2012

Rodas é obrigado a devolver doação de R$ 1 milhão da família de banqueiro


Essa é mais uma odisseia  dos novos e velhos capitalistas que veem em tais expedientes uma maneira de  tentar  parecer pessoas que se preocupam com o futuro da   Educação e com os valores  que esta , se bem adequada ,  lega a sociedade.

No Brasil  alguém receber esse tipo de homenagem é algo assaz comum. Na verdade os critérios para tal monta  são mais  de cunho  econômico e financeiro  do que aqueles  que o expediente requer.    Na verdade,  substratos e ingredientes que poderiam  assim estar presentes no homenageado, e olha que essas coisas não são difíceis de se identificar, tais como espirito humanista, caráter entusiasta  em defesa   de direitos inalienáveis  e outros  axiomáticos,   em tais tipos  de honraria não são levados em conta.  Ao que parece a regra funciona ao contrário.

O citado banqueiro figura célebre e célere, no seu mister,  na ciranda financeira  do capitalismo nacional possui sim um cabedal de conhecimentos que o levaram  a condição de réu em processos por  corrupção.

  Só para reportar, na sede carioca do Banco Central (BC), situado  na  Avenida Presidente Vargas, número 730, 16º andar.  Lá neste  famigerado local , em determinada seção,  a  do  Departamento de Combate a Ilícitos Cambiais e Financeiros havia,  algum  tempo atrás, que a propósito é estreito,  um funcionário à sua espera , numa espécie de oitiva  para ouvir   explicações do ex-banqueiro mencionado  que recebera a honraria, sobre o desvio de US$ 1,5 bilhão do BCN em operações financeiras externas
   Aqui sim encontramos  algo que  mereceria uma  menção muito diferente da manifestada por Rodas.



Mas no Brasil há uma espécie de lástima ou coisa do gênero  que insiste em promover  personalidades  que  possuem traços do crime em seus feitos.  Podemos citar vários exemplos desse fenômeno condenável.  Desde nomes de  belas avenidas, alamedas e  ruas até viadutos teimosamente  e lamentavelmente recebem , em honrarias semelhantes , nomes de  grandes criminosos e notórios parasitas  que  envergonharam nosso país.               Até quando?!!

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Contrariado, Rodas é obrigado a devolver doação da família do banqueiro Pedro Conde feita em troca de homenagens obrigatórias da faculdade


A Justiça de São Paulo determinou que o reitor-interventor João Grandino Rodas deve devolver a doação de R$ 1 milhão da família do banqueiro Pedro Conde à USP em troca de homenagens.

A doação foi aceita por Rodas quando ainda era diretor da Faculdade de Direito. O dinheiro foi usado para reformar um auditório, que foi batizado com o nome do banqueiro e ia ter até quadro com seu retrato.

O novo diretor da faculdade, no entanto, barrou as homenagens e a família quis o dinheiro de volta.

Segundo o juiz Jayme Martins de Oliveira Neto a família do banqueiro que queria promover sua imagem na faculdade não sabia que a homenagem dependia de decisão da congregação.

Rodas, no entanto, quer recorrer da decisão. A assessoria da reitoria afirmou que a faculdade havia se comprometido apenas a apresentar à congregação a proposta de batismo do auditório.

Um colunista da Folha, Gilberto Dimenstein, critica a decisão da família que de forma oportunista, como é a burguesia, não deixou o dinheiro investido na faculdade, mesmo sem as homenagens ao banqueiro. 

Dimenstein, no entanto, sai em defesa do investimento privado nas universidades. “No Brasil, é mais fácil pedir mais dinheiro ao contribuinte do que buscar formas de financiamento na sociedade. Perverso é que, nas universidades públicas, os mais ricos são maioria. E os mais pobres é que vão para faculdades privadas”.

 Como se o investimento privado, dos banqueiros e da burguesia de um modo geral fosse deixar a USP mais próxima dos estudantes pobres. Como bem demonstrou esse caso, a burguesia não investe em algo por altruísmo, pela melhoria da educação, como faz crer o colunista, mas pensando em retornos imediatos e igualmente lucrativos.

A ingenuidade de Dimenstein é revela na seguinte frase: “Dito isso, a família do banqueiro Pedro Conde, montado nos seus milhões, pode até ter razão legal para pegar o dinheiro de volta (como está pegando). Mas também poderia demonstrar um mínimo de generosidade e deixar a doação lá, mesmo sem placa”.

fonte: site PCO

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