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sábado, 5 de outubro de 2013

Estudantes da USP ocupam reitoria contra autoritarismo


Nesta terça-feira, 01/10, os estudantes da USP, reunidos na Cidade Universitária (Capital), deram um passo importante para pressionar o reitor Rodas e o Conselho Universitário (CO) pela abertura do processo democrático na principal universidade do Brasil.

Inicialmente, foi organizado pelo DCE, pela Associação de Docentes (Adusp) e pelo Sindicato de Funcionários (Sintusp), um ato em conjunto das três categorias denominado Dia D pelas Diretas. O ato iniciou às 14h e contou com cerca de 500 pessoas que passaram a tarde em frente à reitoria pressionando enquanto do lado de dentro acontecia uma reunião do CO para definir qual o formato das eleições para reitor que ocorrerão ainda este ano.

Regimento relembra a Ditadura

A USP é grande referência para todas as universidades brasileiras e a forma de organização da universidade também. Várias instituições seguem o modelo da USP de eleições indiretas e lista tríplice. No caso da USP, somente uma pequena parcela pode votar nos candidatos a reitor e os três mais votados têm seus nomes encaminhados ao governador, que escolhe o que mais lhe agrade.

Foi assim no caso de Rodas (atual reitor). Mesmo sendo o segundo mais votado, foi eleito por ter a preferência do governador Geraldo Alckmin (PSDB), ou seja, por fazer o jogo do governo de São Paulo de construir uma USP elitista, racista, excludente e privatizada. Foram várias decisões ao longo dos anos de gestão, que mostraram o perfil do reitor.

quarta-feira, 20 de março de 2013

USP - Todos ao ato na Praça da Sé


Nesta quarta-feira participe do ato contra os processos aos estudantes na USP, revogação das expulsões e demissões, pelo "fora PM" e o "fora Rodas"

Nesta quarta-feira participe do ato contra os processos aos estudantes na USP, revogação das expulsões e demissões, pelo "fora PM" e o "fora Rodas"


A repressão sofrida pelos estudantes da USP é um problema do movimento estudantil nacional. A tentativa de acabar com o movimento estudantil da USP é um primeiro passo para perseguir os estudantes em todo o País e impor a privatização do ensino superior.

Nesse sentido, o ato convocado pela assembleia geral para o centro de São Paulo, na Praça da Sé deve ter ampla participação de toda a juventude.

A defesa da liberdade de expressão e organização é a condição para a realização de qualquer luta verdadeira em defesa da universidade pública e gratuita.

O ato tem como reivindicação a retirada da denúncia feita pelo Ministério público contra os 72 estudantes presos na reintegração de posse da reitoria no dia 8 de novembro de 2011.

A acusação de formação de quadrilha é um ataque contra qualquer movimento social, de trabalhadores e da juventude. Todo movimento político de reivindicação poderia ser enquadrado nessa grave acusação.

Essa acusação da direita é a tentativa de transformar os atos políticos em crimes comuns como já foi feito em vários casos na história como com os militantes operários Sacco e Vanzetti em 1920 acusados em um processo farsa, ficando conhecido em todo o mundo, e foram tragicamente perseguidos, presos e assassinados. Também o imperialismo norte-americano cometeu inúmeros processos persecutórios como os que o FBI e a CIA realizaram contra as lideranças do movimento negro, desde os Panteras Negras a Martin Luther King, nas décadas de 60 e 70 nos EUA.

Essas acusações ocorrem na tentativa de ocultar os problemas políticos.

É uma tentativa de calar o movimento com processos judiciais e sindicâncias é um atentado contra os direitos políticos dos estudantes e funcionários.

O reitor-interventor João Grandino Rodas e o governo do PSDB por meio da Justiça tentam calar a voz do mais importante setor na universidade que pode barrar a privatização.

A colocação da PM na cidade universitária é parte desse plano e a sua saída é uma das reivindicações desse ato.

O ato é importante para agrupar os setores contrários a essa política de repressão ao movimento estudantil e em defesa da universidade pública e gratuita.





Saiba quais são as reivindicações do ato



- Pela retirada imediata da denúncia do Ministério Público!



- Anulação dos processos da Moradia Retomada



- Revogação das punições com reintegração dos 8 eliminados e reintegração do diretor do SINTUSP Brandão!



- Fim de todos os processos!



- Fora Rodas! Fora PM!

Fonte: site PCO

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Por uma USP livre!


Matéria publicada originalmente no jornal USP Livre!
USP está sob estado de sítio. Os estudantes se levantaram contra isso e são duramente reprimidos.

 Em 2009 a tropa de choque da PM foi colocada na USP para impedir um piquete de greve dos funcionários. Logo em seguida os estudantes aprovaram uma greve contra a PM no campus. Em uma manifestação no dia 9 de junho os estudantes colocaram a PM para fora da cidade universitária e essa invadiu o campus novamente jogando bombas de gás e balas de borracha contra a manifestação estudantil.

 Em uma assembleia em cima de uma barricada contra a PM, os estudantes mantiveram a greve e pela saída da PM do campus.

 Em setembro daquele ano, Serra (então governador do PSDB) indicou o segundo mais votado para o cargo de reitor da universidade. João Grandino Rodas foi o segundo mais votado entre a burocracia universitária que é quem vota uma lista tríplice para o governador indicar o reitor. Desde a ditadura militar, com Paulo Maluf, o primeiro da lista não era o indicado.

 O “Rodas II” foi colocado a frente por José Serra para levar adiante um plano de privatização mais acabado. Rodas é da faculdade de direito da USP ligado a Celso Lafer da linha polícia de Miguel Reale. Reale também foi reitor da USP durante a ditadura e em 32 ao lado de Plinio Salgado fundou o movimento integralista (fascismo brasileiro).

 Rodas defende abertamente a cobrança de mensalidades dos estudantes e o financiamento pela iniciativa privada. O interventor cortou o ponto dos funcionários em greve, processou funcionários e estudantes, demitiu ilegalmente 271 funcionários.

 No dia 8 de setembro de 2011 Rodas assinou com a Secretaria de Segurança Pública com convênio para aumentar a circulação da PM na cidade universitária com a colocação de motos, bases móveis e policiais patrulhando.

 Os abusos da PM se tornaram constantes. Eram feitas revistas também em professores, na porta da biblioteca, na Praça do Relógio. Os estudantes eram os maiores “suspeitos” na cidade universitária. No dia 27 de outubro, policiais tentaram levar para a delegacia três estudantes por estarem supostamente com maconha no estacionamento da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Ao verem essa situação, mais de 500 se juntaram no local para impedir a prisão. Esse foi o estopim do movimento contra a PM. Em seguida os estudantes fizeram uma assembleia e decidiram ocupar a diretoria da FFLCH contra a PM e Rodas.

 Na semana seguinte aprovaram a ocupação da reitoria por o movimento ser contra diretamente a política do reitor.

 Com reuniões de negociação marcadas, no dia 8 de novembro de 2011 Rodas montou uma operação de guerra contra os estudantes por causa de uma ocupação de reitoria.

 Foram mais de 400 policiais de diversos agrupamentos como tropa de choque, cavalaria, canil, Comando de Operações Especiais (COE), helicópteros entre outros colocados na reitoria para prender os estudantes que protestavam.

 Em menos de um ano, Rodas prendeu cerca de mais 80 estudantes por protestos políticos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Quem é a promotora que quer cassar os direitos democráticos dos estudantes?


 (Foto: imagem retirada da internet)
-PCO-A promotora que denunciou os estudantes da USP teve atuação de destaque em casos que serviram como base para amplas campanhas da imprensa capitalista em favor do aumento da repressão


 A promotora de justiça criminal Eliana Passarelli, do Ministério Público de São Paulo, entrou na tarde da terça-feira (5) com denúncia contra os 72 estudantes presos na reintegração de posse da ocupação da reitoria da USP em 2011. Eliana acusa os 72, sem individualizar os crimes, de cometerem danos ao patrimônio público, fabricação de explosivo, formação de quadrilha e desobediência à ordem judicial. Nenhuma das acusações é real. São apresentadas de forma exagerada para criar a impressão de que os estudantes cometeram graves crimes, quando nada na realidade acontecu.

 Após a acusação, a promotora fez uma declaração ao jornal SBT Brasil, afirmando que “Não dá para dizer que estamos lidando com estudantes, estamos lidando com bandidos”. Com isto, ela está declarando antes de qualquer julgamento que os estudantes seriam não apenas culpados como está desqualificando o caráter político do movimento, uma clássica manobra fascistóide e ditatorial que pretende reduzir todo movimento político à criminalidade comum.

 A denúncia ocorre menos de um mês após a comissão processante criada pela Universidade de São Paulo ter anunciado o resultado das punições aos estudantes presos na ocupação da reitoria. Os alunos foram absolvidos pela universidade das penalidades mais pesadas, de forma que o máximo foi a suspensão por 15 dias, ou seja, aparentemente, estaria em total oposição à denúncia oferecida pela promotora.

 O objetivo desta direita é intimidar o movimento estudantil do Brasil inteiro para poder sucatear e privatizar as universidades, sem que haja qualquer resistência. A USP, neste sentido, é a maior universidade do país e historicamente está na vanguarda do movimento estudantil.

 Para entender melhor o caso, é preciso saber qual o papel do Ministério Público e quem é esta promotora. Passarelli atuou em diversos casos acompanhados de grandes campanhas da imprensa de estímulo à histeria repressiva e considerado por muitos como altamente suspeitos de manipulação contra os réus, na maioria com envolvimento da Polícia Militar e dando a maior pena possível para os demais suspeitos.

 

Ministério Público: “Um monstro”

 

 Um dos criadores do Ministério Público declarou recentemente: “não sou o Golbery, mas criei um monstro”, referindo-se ao ministério público. O Ministério Público teria teoricamente a função de controlar o poder judiciário e da polícia, para garantir que a ação de ambos seja feita de forma justa e imparcial para resguardar os direitos da população. Aqui no Brasil, no entanto, da forma que foi criado, tendo total autonomia e com cargos não eletivos, ele se tornou em um instrumento da direita e de perseguição política e ao cidadão comum.

 O MP criou para si o poder inexistente de investigar, produzir provas e acusar, chegando a ter um espaço próprio nos tribunais. Com isto, ele não é um órgão imparcial, mas tem cada vez mais demonstrado sua posição política.

 Isto fica claro na atuação do atual procurador-geral da república, Roberto Gurgel, nos casos dos mensalões petista e tucano. Enquanto na ação pena 470, referente ao suposto esquema criado pelo PT, Gurgel foi o principal personagem da acusação, o caso do PSDB foi entregue por ele muito tempo depois e não contou com a forte atuação do promotor.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Iniciativa privada - Ilógico é privatizar a USP


João Grandino Rodas defende o fim da verba pública para a USP em entrevista para a rádio USP 


PCO- Como já foi afirmado nesse jornal diversas vezes, a “modernização” de João Grandino Rodas para a USP é a sua privatização.

“Se a Universidade achar que o dinheiro proveniente do Estado é insuficiente, ela deve procurar fontes alternativas, e não fazer com que o bolso do contribuinte seja ainda mais carregado, para algo que é importante, mas não é fundamental, segundo o prisma das obrigações do Estado.” (Rodas, em Palavra do reitor para a rádio USP, 17 de janeiro)

Rodas tenta apresentar como uma grande inovação, sendo que esse debate sobre a privatização do ensino superior é discutido a muito tempo. Durante a ditadura no Brasil, os acordos do MEC com a USAID (United States Agency for International Development) tinham como orientação norte-americana o fim do ensino público, flexibilização dos currículos entre outras medidas.

A mobilização do movimento estudantil chileno foi toda feita em torno da luta contra o ensino privado, que impede os jovens de terminarem seu curso e adquirem, junto com a sua família, dívidas por anos.

A privatização do ensino superior chileno foi feito durante a sangrenta ditadura de Pinochet. Rodas colocou a polícia no campus, expulsou seis e processou e suspendeu mais de 50 com o objetivo de paralisar a luta contra seu plano.

“Seria ilógico imaginar que São Paulo possa dispender mais do que 10% do ICMS com educação superior, quando tem de manter a educação fundamental e média; quando tem problemas de habitação terríveis; quando tem a questão da saúde, que é impossível de se abranger de forma satisfatória. Seria ilógico a Universidade, que é um local de pensamento, exigir que o Estado deva prover tudo o que ela possa imaginar”.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A “nova USP” Rodas age fora da lei e vigia estudantes


A descoberta de uma câmera escondida em quadro no restaurante Universitário da USP coloca em suspeita todas as reformas feitas como na FFLCH e CRUSP. Os estudantes devem investigar esse abuso cometido por Rodas para vigiar e reprimir

A retirada do quadro do restaurante universitário da USP menos de 24 horas depois de publicado no Jornal da USP livre a denúncia de que esse escondia uma câmera, deixa claro que Rodas e seus seguidores sabem que cometem um crime contra toda a comunidade universitária.

É o típico cinismo da direita. Acusam os estudantes de “se sentirem acima da lei” ao reivindicar seus direitos com greve e ocupações da reitoria, mas agem de maneira totalmente arbitrária e inconstitucional.

Os estudantes encontraram nessa semana uma câmera escondida em um quadro no Restaurante Universitário, o conhecido “bandejão” da USP. De maneira macabra, fizeram um furo em um ponto do quadro e instalaram uma pequena câmera apontada para a catraca do restaurante. Um detalhe é que são duas catracas de entrada e por isso, dois quadros e duas câmeras. Vale ressaltar que isso é o que foi descoberto pelos estudantes. Uma ação típica das ditaduras contra seus cidadãos.

Importante ler o que diz a lei a respeito de câmeras em locais públicos.

“Dispõe sobre a colocação de placa informativa sobre filmagem de ambientes, e dá outras providências.

MARTA SUPLICY, Prefeita do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 19 de fevereiro de 2003, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º - Nos locais, internos ou externos, controlados por câmeras de vídeo, deverão ser afixadas placas com os seguintes dizeres:

"O ambiente está sendo filmado. As imagens gravadas são confidenciais e protegidas, nos termos da lei".

Parágrafo único - As placas de que trata o "caput" deste artigo deverão ser legíveis e colocadas em locais de fácil visualização dos pontos de entrada e saída dos ambientes controlados.

domingo, 14 de outubro de 2012

A “nova USP” Superintendência de Assistência Social comandada por Rodas proíbe moradores do CRUSP de andarem sem camisetas.


A política reacionária de João Grandino Rodas na USP é sentida em todos os âmbitos. Agora, os moradores do Conjunto Residencial da USP foram informados que não podem mais andar sem camisa nos corredores


A SAS (Superintendência de Assistência Social) informou aos moradores do Conjunto Residencial da USP (CRUSP) por meio dos guardas que está proibido passar nos corredores do CRUSP sem camisa. O CRUSP é composto por apartamentos e tem cozinhas coletivas. Os corredores ainda são parte da moradia dos estudantes e até isso Rodas quer decidir como os moradores devem se vestir.

Essa é a “modernização” de Rodas para a USP? A “nova USP” é cheia de proibições, ameaças, processos, demissões.

Não há dúvidas de que as medidas de Rodas são no sentido de colocar em prática o decreto do período da ditadura militar brasileira, de 1972.

Até hoje está em vigor o Decreto nº 52.906, de 27 de março de 1972, do auge da ditadura: “Regimento geral da Universidade de São Paulo - Artigo 247 - O Regime Disciplinar visa assegurar, manter e preservar a boa ordem, o respeito, os bons costumes e preceitos morais, de forma a garantir a harmônica convivência entre docentes e discentes e a disciplina indispensável às atividades universitárias.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A revolta dos estudantes contra Rodas não é folclore


Em entrevista, o reitor-interventor tenta desmoralizar estudantes para se esquivar da sua impopularidade

Semanas após o silêncio da reitoria diante do polêmico caso da redação divulgada no site da Fuvest, eleita entre as melhores, e que trazia letras em negrito que, combinadas entre si, formavam “Fora Rodas, Fora PM”, Rodas finalmente concedeu entrevista à revista Poder. Rodas, o reitor-interventor da USP, ao ser questionado respondeu: “folclórico” e mudou de assunto.

Mas não foi só Rodas que se esquivou do caso. A Fuvest, fundação responsável por elaborar o vestibular da universidade, logo que a redação foi divulgada nas redes sociais, tiraram-na do site. A impopularidade de Rodas e da entrada da PM no campus são sistematicamente abafadas pelas manobras da reitoria e da imprensa.

Apesar de Rodas declarar na entrevista “A rejeição é pequena. É um pequeno grupo muito bem estruturado que aparece bastante na mídia. Se a rejeição fosse tão grande eu não estaria aqui”, ficou tenso ao ser convidado pelo jornalista para tirar fotos ao ar livre. Ficou sem jeito, sem saber como se esquivar da situação, até que sua assistente de imprensa interviu: “Você já bateu muitas fotos, acho que já está bom. Além do mais o professor tem uma reunião exatamente agora”.

A encruzilhada comprova o total pavor que tem de aparecer em público, tamanha sua impopularidade. As poucas vezes em que foi visto em público, em situações cotidianas, foi bem no início de sua gestão.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

USP - Reunião do Conselho Universitário poderá discutir reeleição de reitor


Segundo conselheiros, o atual reitor, interventor do PSDB, convocou a reunião para discutir a duração dos mandatos dos dirigentes, tendo como objetivo garantir mais um mandato



Na próxima terça-feira, dia 26, está convocada uma reunião do Conselho Universitário da USP para discutir o estatuto da universidade.

Segundo a imprensa burguesa, o objetivo é elaborar propostas para uma nova reunião que deliberaria sobre a “estrutura de poder da universidade”.

A imprensa da USP, vinculada diretamente a reitoria, não divulga as reuniões do Conselho Universitário, muito menos o que foi deliberado.

O reitor, mesmo tendo ficado em segundo lugar na consulta, foi nomeado pelo então governador do estado, José Serra.

João Grandino Rodas, interventor do PSDB, quer alterar a “estrutura de poder” da USP para garantir sua reeleição ao cargo, segundo indicam alguns representantes do conselho.

Entre os tópicos da reunião está “duração dos mandatos dos dirigentes”. Segundo alguns conselheiros, o reitor não tem direito de se reeleger e isso se alteraria com modificações no estatuto da universidade.

Rodas foi nomeado em novembro de 2009 para o cargo e seu mandato vence em novembro de 2013.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ditadura na USP . Militar na Guarda Universitária quer determinar como devem ser as manifestações


Os direitos dos membros da comunidade uspiana dependem agora da aprovação do chefe da guarda universitária, um oficial reformado da Polícia Militar




A “nova USP” sob o controle de João Grandino Rodas é também chamada de “carandirusp”. O novo plano de segurança da SS (Superintendência de Segurança) terá: - vigilância por 24 horas, com guaritas suspensas de 4,5 metros de altura com visão de 360 graus; - holofotes com foco que iluminarão o campus e por meio de alto-falantes os guardas se comunicarão com os “prisioneiros”; - todos que chegarem ao campus de carro terão que parar em cancelas e se identificar. Em seguida, passarão pela portaria para fazer um crachá; - os pedestres que frequentam o campus à noite também terão um crachá de identificação; - na entrada, haverá barreiras, como as que existem em garagens de prédios. A segunda barreira somente será liberada após a passagem do crachá; - a SS reformulará as cores dos uniformes e os carros dos guardas universitários, que receberão um treinamento “especializado” para tratar os que frequentam o campus.

Essa é a “Cultura de paz da PM” da qual o novo chefe da Guarda Universitária, Luiz de Castro Júnior se diz adepto. Segundo ele “qualquer manifestação é válida mas a reivindicação não indica ações violentas”. Quer dizer que a partir de agora as manifestações precisam passar pela aprovação de Castro e Rodas para serem feitas. Existe o direito de se manifestar, mas de acordo com as regras estipuladas pela polícia, reitoria e governo. Voltamos à pergunta: quem mesmo é que está acima da lei? Nas manifestações, governo e reitoria acusam os estudantes de pensarem estar acima da lei. No entanto, a verdade é que não respeitam sequer a constituição burguesa federal que garante a presunção de inocência, pois os estudantes da USP já foram condenados por Rodas como culpados. Culpados por suspeita.

Em entrevista ao Jornal do Campus o militar afirmou “comportamento é fruto do ambiente. Se for um ambiente degradado, há uma possibilidade muito grande de termos um comportamento degradado também.”

terça-feira, 5 de junho de 2012

USP - Após tropa de choque no CRUSP, Coseas muda de nome e faz reforma de fachada


Em fevereiro desse ano Rodas anunciou a mudança do nome de Coseas (Coordenadoria de Assistência Social) para Superintendência de Assistência Social e anunciou reformas de superficiais nos blocos



A crise na moradia estudantil da USP está escancarada para todos. São mais de 20 anos que apesar de aumentar o número de estudantes na universidade, as vagas diminuíram.

Em 2010 centenas de estudantes em assembleia do CRUSP decidiram ocupar a sede da antiga Coseas, que tomou uma parte do bloco G e retirou vagas.

Moravam no local cerca de 40 estudantes que ficaram de fora da seleção arbitrária da Coseas. No dia 19 de fevereiro de 2012, um domingo de carnaval, a pedido da Coseas foi feita a reintegração de posse do prédio com a Tropa de choque da PM.

Os estudantes ficaram presos nos blocos e foram intimidados dentro dos apartamentos. Os policiais circularam nos corredores dos blocos intimidando os moradores. Balas de borracha foram atiradas contra os estudantes e vidros foram quebrados.

Após essa ação não vista desde da ditadura militar, a Coseas mudou para SAS (Superintendência de Assistência Social) e anunciou reformas de fachada. Alguns blocos tiveram os corredores pintados, no entanto, os apartamentos com problemas de infiltração, problemas elétricos se mantiveram.

Essas pinturas e pequenas reformas podem ser mais um passo de Rodas em seu plano de aumento da vigilância.

A instalação de catraca no CRUSP é um plano antigo e será mais uma ofensiva contra os estudantes tornando a moradia em uma espécie de campo de concentração e ostensivo controle.

A ocupação da Coseas (Coordenadoria de Assistência Social) em março de 2010 mostrou também o funcionamento deste órgão que mais se parece com um órgão existente na ditadura militar brasileira.

domingo, 22 de abril de 2012

Rodas é obrigado a devolver doação de R$ 1 milhão da família de banqueiro


Essa é mais uma odisseia  dos novos e velhos capitalistas que veem em tais expedientes uma maneira de  tentar  parecer pessoas que se preocupam com o futuro da   Educação e com os valores  que esta , se bem adequada ,  lega a sociedade.

No Brasil  alguém receber esse tipo de homenagem é algo assaz comum. Na verdade os critérios para tal monta  são mais  de cunho  econômico e financeiro  do que aqueles  que o expediente requer.    Na verdade,  substratos e ingredientes que poderiam  assim estar presentes no homenageado, e olha que essas coisas não são difíceis de se identificar, tais como espirito humanista, caráter entusiasta  em defesa   de direitos inalienáveis  e outros  axiomáticos,   em tais tipos  de honraria não são levados em conta.  Ao que parece a regra funciona ao contrário.

O citado banqueiro figura célebre e célere, no seu mister,  na ciranda financeira  do capitalismo nacional possui sim um cabedal de conhecimentos que o levaram  a condição de réu em processos por  corrupção.

  Só para reportar, na sede carioca do Banco Central (BC), situado  na  Avenida Presidente Vargas, número 730, 16º andar.  Lá neste  famigerado local , em determinada seção,  a  do  Departamento de Combate a Ilícitos Cambiais e Financeiros havia,  algum  tempo atrás, que a propósito é estreito,  um funcionário à sua espera , numa espécie de oitiva  para ouvir   explicações do ex-banqueiro mencionado  que recebera a honraria, sobre o desvio de US$ 1,5 bilhão do BCN em operações financeiras externas
   Aqui sim encontramos  algo que  mereceria uma  menção muito diferente da manifestada por Rodas.


terça-feira, 6 de março de 2012

Estudantes sofrem até hoje a “modernização” de Rodas na faculdade de Direito

Os estudantes do Largo São Francisco não conseguem acessar os livros da maior biblioteca jurídica da América Latina. Os livros estão em locais improvisados impedindo sua boa utilização


João Grandino Rodas, reitor-interventor da USP e considerado persona non grata na sua Faculdade de origem, o Largo São Francisco, causa problemas para os estudantes mesmo após sua saída do cargo de diretor da faculdade há quase três anos.

O acesso dos estudantes às bibliotecas com cerca de 160 mil livros continua muito precário. O acervo dos departamentos está dividido entre o prédio histórico e um edifício anexo, na Rua Senador Feijó, centro de São Paulo.

Mesmo as medidas judiciais não conseguiram colocar em funcionamento pleno a biblioteca. Os livros da maior biblioteca jurídica da América Latina foram jogados em um prédio sem condições em caixas. As caixas não tinham identificação e foram empilhadas com pesos maiores dos que indicados para a conservação dos livros. Após protestos dos estudantes, parte dos livros foi retirada do prédio, mas o problema está longe de ser resolvido.

Os livros que estão ainda no prédio anexo ficam expostos às infiltrações e ao sol. Não há ar condicionado para a conservação dos livros nem a ventilação adequada.



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