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quinta-feira, 27 de junho de 2013

“100% para a educação”? A verdade por trás dos royalties!



Você concordaria com trabalho escravo, desde que os “recursos” gerados pela exploração brutal fossem 100% utilizados para o saneamento ou que a Amazônia fosse totalmente desmatada para plantar soja e criar gado, desde que 100% dos “recursos” fossem destinados à saúde? Se você tiver bom senso, é praticamente certo que tenha respondido “não!”, entre surpreso e indignado. E se você soubesse que, ao invés de 100%, fossem apenas 10% ou 15% e que a grande parte (85% a 90%) ficaria com magnatas e multinacionais?


O que acontece com o petróleo no Brasil é exatamente essa situação esdrúxula. Falam em “100% dos royalties para a Educação” e escondem que eles equivalem a apenas 10% dos recursos (15% no pré-sal). O resto engorda os bolsos das petroquímicas.


Enquanto isso, nossos ecossistemas serão brutalmente ameaçados. Vazamentos de petróleo provocam danos incomensuráveis, como na destruição do Delta do Níger, na devastação no Golfo do México há três anos e na contaminação de florestas e rios no Equador (06/06 um vazamento levou óleo e compostos tóxicos e cancerígenos a um afluente do Rio Amazonas).

Além disso, é irracional dar continuidade à exploração desenfreada de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) quando o CO2 atmosférico atingiu 400 ppm. O aquecimento planetário coloca em risco não apenas as futuras gerações, mas a velhice das gerações do presente e a ciência é clara a respeito: 80% das jazidas fósseis deveriam permanecer onde estão, a fim de que a temperatura da Terra não aqueça perigosamente!

Mas, sem o dinheiro do petróleo, é possível financiar a educação? Claro que é. O Brasil nunca auditou sua dívida pública! A maioria veio de contratos ilegítimos e já foi paga diversas vezes. Hoje 40% do orçamento é drenado para os bancos e se um em cada cinco reais entregues de mão beijada para eles fosse destinado à Educação, chegaríamos a 10% do PIB.


É preciso desmentir essa farsa. Vincular uma pequena parte dos recursos do petróleo à educação foi a maneira de legitimar a transferência da fatia maior para o grande capital, colocando em risco o ambiente e o clima de maneira irresponsável. Um governo realmente comprometido com o futuro de nossas crianças aplicaria 10% do PIB para a educação já, mediante auditoria da dívida e, ao mesmo tempo, cancelaria de imediato todos os leilões do petróleo!

fonte: site PSOL    Alexandre Araújo Costa

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