A descoberta de uma câmera
escondida em quadro no restaurante Universitário da USP coloca em suspeita
todas as reformas feitas como na FFLCH e CRUSP. Os estudantes devem investigar
esse abuso cometido por Rodas para vigiar e reprimir
A retirada do quadro do
restaurante universitário da USP menos de 24 horas depois de publicado no
Jornal da USP livre a denúncia de que esse escondia uma câmera, deixa claro que
Rodas e seus seguidores sabem que cometem um crime contra toda a comunidade universitária.
É o típico cinismo da direita.
Acusam os estudantes de “se sentirem acima da lei” ao reivindicar seus direitos
com greve e ocupações da reitoria, mas agem de maneira totalmente arbitrária e
inconstitucional.
Os estudantes encontraram nessa
semana uma câmera escondida em um quadro no Restaurante Universitário, o
conhecido “bandejão” da USP. De maneira macabra, fizeram um furo em um ponto do
quadro e instalaram uma pequena câmera apontada para a catraca do restaurante.
Um detalhe é que são duas catracas de entrada e por isso, dois quadros e duas
câmeras. Vale ressaltar que isso é o que foi descoberto pelos estudantes. Uma
ação típica das ditaduras contra seus cidadãos.
Importante ler o que diz a lei a
respeito de câmeras em locais públicos.
“Dispõe sobre a colocação de
placa informativa sobre filmagem de ambientes, e dá outras providências.
MARTA SUPLICY, Prefeita do
Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,
faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 19 de fevereiro de 2003,
decretou e eu promulgo a seguinte lei:
Art. 1º - Nos locais, internos ou
externos, controlados por câmeras de vídeo, deverão ser afixadas placas com os
seguintes dizeres:
"O ambiente está sendo filmado.
As imagens gravadas são confidenciais e protegidas, nos termos da lei".
Parágrafo único - As placas de
que trata o "caput" deste artigo deverão ser legíveis e colocadas em
locais de fácil visualização dos pontos de entrada e saída dos ambientes controlados.
Art. 2º - O não-cumprimento do
disposto nesta lei acarretará a aplicação de multa de R$ 100,00 (cem reais),
por ambiente controlado, que será dobrada a cada período de 60 (sessenta) dias,
se a irregularidade não for sanada.
Parágrafo único - O valor da
multa de que trata este artigo será atualizado anualmente pela variação do
Índice de Preço ao Consumidor Amplo - IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística - IBGE, acumulada no exercício anterior, sendo que,
no caso de extinção deste índice, será adotado outro, criado por legislação
federal e que reflita a perda do poder aquisitivo da moeda.”
A verdade é que Rodas é muito
consciente de que age ilegalmente, tanto que assim que os estudantes divulgaram
tal abuso, o quadro e a câmera foram retirados do local.
Como se estivesse decretado
estado de sítio e suspensos os direitos democráticos dos membros da comunidade
universitária, Rodas faz o que quer.
Um encontro sobre ética e
privacidade também expõe o que faz João Grandino Rodas na USP.
“Segundo a comissão [de Ética da
USP e o Instituto de Estudos Avançados], as ameaças à segurança das pessoas e
do patrimônio da USP são reais e precisam ser enfrentadas com os instrumentos e
recursos de garantia da ordem constitucionalmente estabelecidos, o que, em
algumas circunstâncias, pode conflitar com o também legítimo e
constitucionalmente assegurado direito à privacidade. (Privacidade é tema de
primeiro encontro de ciclo sobre ética na universidade. Clique aqui para ler
sobre o evento)
O que ocorreu mostra que é
necessária a organização dos estudantes para investigar todos os abusos da
reitoria e denunciá-lo. A ditadura será derrotada por meio da luta do maior
setor e mais progressista setor dentro da universidade, os estudantes, em aliança
com os demais setores, igualmente ou até mesmo mais afetados pela política da
reitoria.
Fonte: site PCO








Nenhum comentário:
Postar um comentário