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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tentativa reivindicar ditadura paraguaia mobilizou setores populares.


Assunção-  A tentativa de reivindicar a ditadura paraguaia (1954-1989) aproveitando o próximo translado ao país dos restos de Alfredo Stroessner, mobilizou os setores populares para frustrar uma homenagem que encabeçou essa tirania.
 Stroessner, sempre apoiado pela oligarquia nacional e os governos dos Estados Unidos, deixou a seu derrocamento um saldo a mais de 20 mil vítimas, um número indeterminado de desaparecidos e milhares de pessoas que sofreram torturas, humilhação e cárcere.

 Morreu no Brasil onde se pretende agora transladar suas cinzas ao Paraguai, direito familiar nunca negado, mas a cerimônia que se pretende converter em uma pública reverência política é fortemente recusada.

 Os organizadores do mencionado translado pretendem que o chegada dos restos ao território paraguaio se faça pela Cidade do Leste, fronteiriça com o Brasil, a 327 quilômetros desta capital, e agregar um percurso por terra até Assunção, com atos de homenagem em pontos do percurso.

 Setores do Partido Colorado que o apoiaram durante boa parte de seu período ditatorial estão a cargo dessa pretendida reivindicação, inaceitável para o agrupamento de vítimas sobreviventes daquele período bem como para a maioria da população.


 Neste sábado, agrupamentos civis e sociais do departamento de Cordilheira foram as primeiras a sair às ruas para repudiar tal tentativa de reivindicação.

 Ao ato assistiram dirigentes da Liga Agrárias Cristãs, da Juventude Operária e de partidos políticos e organizações sociais, que sofreram a repressão do que qualificaram de terrorismo de Estado.

 Uma presença especial foi a dos prisioneiros no chamado Campo de Concentração de Emboscada, vigente durante a ditadura, e familiares de detentos desaparecidos, os quais contaram suas terríveis experiências.
Fonte: site Prensa Latina

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