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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mais de 100 mil chilenos marcharam por melhor Educação.


As manifestações que vêm ocorrendo no Chile demonstran, axiomaticamente, que a população cada vez mais repudia o governo neoliberal de Sebástian Piñera. Elas prosseguem em ritmo cada vez mais acelerado. Entrementes a “grande mídia“ do Brasil, tendo na frente o PIG, nada menciona e tudo tenta esconder.

Os fatos que levaram os estudantes secundaristas, universitários e docentes as ruas ( seguidos depois por vários profissionais das mais variadas áreas) têm contribuído decididamente para desmascarar o governo patrocinado pelo grande capital. Seu perfil, assaz simpático ao governo de Washington fica cada vez mais nítido. O espetáculo de marketing criado com o acidente que envolveu os mineiros, agosto de 2010, na mina san Martin, já caiu no esquecimento e não pode mais ser usado como instrumento de propaganda em prol ao governo . Seus efeitos, portanto, já não fazem mais por onde.

Similares de Piñera, no Brasil, há muitos, e o que é pior: estão na ativa e rindo de todos nós. Alguns espécimes desse fenômeno hediondo seriam: Alckmin, Serra, Aécio,.. e outros tipos desprezíveis que contam com o patrocínio de vários “mecenas” do crime numa de suas vertentes mais promíscuas e contundentes. A propósito, percebe-se, os atores de tamanho espetáculo tão condenável são os mesmos tanto lá, como cá.

Este importante segmento social, no Chile, está decidido a continuar com seu papel. E a julgar pela presença, dinâmica e uso das redes sociais e de outros corredores da web, as possibilidades de que muitos passem a saber, de verdade, quem é Sebástian Piñera, são muito expressivas.

Piñera não conseguirá esconder sua natureza ideológica de direita e seu compromisso em defesa dos detentores dos meios de produção e de seus lacaios mais tenazes. A luta por uma Educação de qualidade e pública nunca esteve no ideário político do grupo que levou-o ao poder.

Partidos de esquerda, como o Partido Comunista do Chile, legendas anti neoliberais, destacados e atuantes intelectuais dos mais variados campos do conhecimento, condenaram a violência que tem marcado as reações do governo do Chile aos movimentos sociais. O fenômeno, como já foi dito, é idêntico aqueles que aconteceram nos governos tucanos de Covas, Alckmin e Serra – em São Paulo- e, com evidências gigantescas, muito próximo ao de Cabral, no Rio de Janeiro, e de Aécio e Anastasia em Minas Gerais. Todos eles trataram e tratam os movimentos sociais- que têm previsibilidade e legalidade constitucional- com desdém, violência e bombas. Bem, isso tudo, já estamos cansados de saber. É a marca da direita. E ela, sabemos também, “cheira bem”. Até quando ?

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Santiago de Chile, 9 ago (Prensa Latina) Em mais de 100 mil estima-se a cifra de manifestantes que marcharam hoje em demanda de uma reforma à Educação no Chile.

Por momentos apreciaram-se distúrbios, segundo denúncias de líderes estudantis e outros atores sociais, ocasionados por infiltrados para criar uma imagem violenta do movimento estudantil desta nação sul-americana.

A presidenta da Federação de Estudantes de Chile, Camila Vallejo, destacou a tranquilidade da marcha.

"Uma vez mais a mobilização é um sucesso, tudo se desenvolve tranqüilamente, mais de 100 mil pessoas na rua exigindo uma resposta", descreveu Vallejo através de sua conta na rede social Twitter.

Vallejo fez um apelo a terminar a "grande mobilização em calma, já sabemos que os violentos não somos nós".

Dezenas de carros policiais bloquearam o acesso à Alameda, a principal avenida de Santiago, para evitar o passo dos manifestantes.

As Juventudes Comunistas do Chile afirmaram através de Twitter que "100 mil pessoas não cabem em Parque Almagro" pelo que qualificaram de irresponsável ao Governo por não autorizar a mobilização na Alameda.

Na passada quinta-feira, alunos de escolas secundárias e universitários pretendiam marchar pela avenida, pese à negativa da governadoria de Santiago o que derivou em mais de 800 pessoas detidas, e dezenas de afetados pelas bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela polícia.

Além dos milhares de manifestantes, os vizinhos de seus balcões apoiaram aos estudantes com balões e panelaços.

À mobilização desta terça-feira aderiram-se a Central Unitária de Trabalhadores, mineiros e outros setores da sociedade.

Os estudantes convocaram outro protesto para a quinta-feira.


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