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segunda-feira, 4 de julho de 2016

EUA: assim funciona o sistema de assassinatos

JEREMY SCAHILL

Quase dez mil “inimigos” de Washington já foram mortos por meio de drones. Como são escolhidos os alvos. Qual o papel de Obama. Por que tantos civis são liquidados “por engano”

                              Por Jeremy Scahill
–
O texto a seguir é um excerto do novo livro The Assassination Complex, de Jeremy Scahill & equipe do The Intercept (Simon & Schuster, 2016), que será publicado no Brasil pela Autonomia Literária, editora parceira de Outras Palavras.


Desde seus primeiros dias como comandante em chefe, o presidente Barack Obama fez do drone sua arma preferida, usada pelos militares e pela CIA para perseguir e matar as pessoas que seu governo considerou – por meio de processos secretos, sem acusação ou julgamento – merecedores de execução. A opinião pública tem colocado foco na tecnologia do assassinato remoto, mas isso tem servido frequentemente para evitar que se examine em profundidade algo muito mais crucial: o poder do Estado sobre a vida e a morte das pessoas.

Os drones são uma ferramenta, não uma política. A política é de assassínio. Embora todos os presidentes norte-americanos, desde Gerald Ford, mantivessem uma norma executiva que bania assassinatos por funcionários dos EUA, o Congresso evitou legislar sobre esse assunto ou até definir a palavra “assassinato”. Isto permitiu que os proponentes de guerras por meio de drones renomeassem assassinatos [assassinations] com adjetivos mais palatáveis, como o termo da moda, “mortes seletivas” [targeted killings].

Quando discutiu publicamente os ataques por drones, o governo Obama ofereceu garantias de que tais operações seriam uma alternativa mais precisa do que soldados em combate. A autorização para executá-las seria dada apenas quando há uma ameaça “iminente” e “quase certeza” de que se eliminará o alvo planejado. As palavras, contudo, parecem ter sido redefinidas para não guardar quase nenhuma semelhança com seus significados comuns.

O primeiro ataque de drone fora de uma zona declarada de guerra foi realizado em 2002, mas só em maio de 2013 a Casa Branca divulgoupadrões e comportamentos para a condução desses ataques. Eram orientações pouco específicas. Afirmavam que os Estados Unidos somente conduziriam um ataque letal fora de uma “área de hostilidades ativas” se um alvo representasse uma “ameaça iminente e contínua para pessoas dos EUA”. Nada informava sobre o processo interno usado para determinar se um suspeito podia ser morto, sem processo ou julgamento. A mensagem implícita do governo Obama sobre ataques de drones tem sido: Confie, mas não verifique.

Em 15 de outubro de 2015, o site The Intercept publicou um conjunto de slides secretos que abriram uma janela para os trabalhos internos das operações militares dos EUA para assassinato/captura durante um período-chave na evolução das guerras por drone: entre 2011 e 2013. Os documentos, que também traçam a visão interna das forças especiais de operação sobre as deficiências e erros do programa de drones, foram fornecidas por uma fonte de dentro da comunidade de inteligência, que trabalhava nos tipos de operação e programas descritos nos slides. Garantimos o anonimato da fonte porque os materiais são sigilosos e porque o governo dos EUA está engajado numa perseguição agressiva contra quem denuncia suas irregularidades — os whistleblowers. Iremos nos referir a essa pessoa simplesmente como “a fonte”.

terça-feira, 31 de março de 2015

Snowden, Obama e o IV Reich Americano

Miguel Urbano Rodrigues
O documentário de Laura Poitras “Citizenfour”, premiado com um Óscar, não tem tido a atenção que merece por parte do público no nosso país. O seu título é o nome de código de Edward Snowden, o ex agente da CIA que revelou ao mundo a existência e o funcionamento do monstruoso sistema de espionagem criado pela NSA, cujos tentáculos cobrem o mundo. Peça fundamental da estratégia imperialista de dominação planetária, o desmascaramento desta ameaça é uma tarefa de defesa da humanidade.

Contei as pessoas à saída da sala do pequeno cinema do Porto que acabara de exibir o documentário Citizenfour: eram apenas 19.

Por quê tão pouca gente?

Eu conhecia a resposta:

1.A esmagadora maioria dos portugueses (o panorama não difere muito noutros países) desconhece a perigosa ameaça que a estratégia de poder dos EUA representa para a humanidade.

2. É extremamente difícil conseguir que centenas de milhões de pessoas, manipuladas pela gigantesca máquina de desinformação mediática controlada por Washington, tomem consciência de que os valores da chamada «democracia americana» são hoje uma arma de propaganda e que nos EUA, neste início do século XXI, a Casa Branca, o Pentágono e a Agencia Nacional de Segurança – NSA com a cumplicidade do Congresso, montaram uma engrenagem diabólica, na prática incontrolável, para dominar o planeta, através, da espionagem.

Citizenfour é o nome de código de Edward Snowden no Documentário em que a cineasta e jornalista norte-americana Laura Poitras resume em linguagem fílmica a estória do jovem informático, ex agente da CIA, que revelou ao mundo a existência e o funcionamento do monstruoso sistema de espionagem criado pela NSA, cujos tentáculos cobriam o mundo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Obama falha o seu golpe de Estado na Venezuela



O presidente Obama com o seu conselheiro para a América Latina, Ricardo Zúñiga, e a conselheira nacional de segurança, Susan Rice.© White House

Mais uma vez, a administração de Obama tentou mudar pela força um regime político que lhe resiste. A 12 de fevereiro, um avião da Academi (ex-Blackwater), disfarçado como aeronave do exército venezuelano, devia bombardear o palácio presidencial e matar o presidente Nicolás Maduro. Os conspiradores tinham previsto colocar no poder a antiga deputada Maria Corina Machado e fazê-la aclamar, de imediato, por antigos presidentes latino-americanos.

Por Thierry Meyssan.

O presidente Obama tinha prevenido. Na sua nova doutrina de Defesa (National Security Strategy), ele escreveu : «Nós ficaremos do lado dos cidadãos cujo exercício pleno dos direitos democráticos estão em perigo, tal como é o caso dos venezuelanos». Ora, sendo a Venezuela, desde a adopção da Constituição de 1999, um dos mais democráticos Estados do mundo, esta frase deixava pressagiar o pior, no sentido de a impedir de prosseguir na sua via de independência e de redistribuição da riqueza.


Foi a 6 de fevereiro de 2015. Washington tinha acabado de terminar os preparativos para o derrube das instituições democráticas da Venezuela. O golpe de Estado tinha sido planificado (planejado-br) para 12 de fevereiro.


A «Operação Jericó» foi supervisionada pelo Conselho Nacional de Segurança (NSC), sob a autoridade de Ricardo Zúñiga. Este «diplomata» é o neto do presidente homônimo do Partido Nacional das Honduras, que organizou os “putschs” de 1963 e de 1972 a favor do general López Arellano. Ele dirigiu a antena da CIA em Havana, (2009-11) onde recrutou agentes, e os financiou, para formar a oposição a Fidel Castro, ao mesmo tempo que negociava a retomada das relações diplomáticas com Cuba (finalmente concluída em 2014).

Como sempre, neste tipo de operação, Washington vela para não parecer implicado nos acontecimentos que orquestra. A CIA agiu através de organizações pretensamente não-governamentais para dirigir os golpistas : a National Endowment for Democracy (Contribuição Nacional para a Democracia- NdT) e as suas duas extensões, de direita (International Republican Institute) e de esquerda (National Democratic Institute), Freedom House (Casa da Liberdade), e o International Center for Non-Profit Law (Centro Internacional para a Assistência Jurídica Gratuita- NdT). Por outro lado, os Estados Unidos solicitam sempre os seus aliados para sub-contratar certas partes dos golpes, neste caso, pelo menos, a Alemanha (encarregada da proteção dos cidadãos da Otan durante o golpe), o Canadá (encarregado de controlar o aeroporto internacional civil de Caracas), Israel (encarregado dos assassinatos de personalidades chavistas) e o Reino Unido (encarregado da propaganda dos “putschistas”). Por fim, mobilizam as suas redes políticas a estarem prontas ao reconhecimento dos golpistas : em Washington o senador Marco Rubio, no Chile o antigo presidente Sebastián Piñera, na Colômbia os antigos presidentes Álvaro Uribe Vélez e Andrés Pastrana, no México os antigos presidentes Felipe Calderón e Vicente Fox, em Espanha o antigo presidente do governo José María Aznar.


Para justificar o “putsch”, a Casa Branca tinha encorajado grandes companhias venezuelanas a açambarcar, mais do que a distribuir, as mercadorias de primeira necessidade. A ideia era a de provocar filas de espera diante das lojas, depois infiltrar agentes nas multidões para provocar tumultos. Na realidade se existiram, de fato, problemas de aprovisionamento, em janeiro-fevereiro, e filas de espera diante das lojas, jamais os Venezuelanos atacaram os comércios.

Para reforçar a sua atuação econômica o presidente Obama havia assinado, a 18 de dezembro de 2014, uma lei impondo novas sanções contra a Venezuela e vários dos seus dirigentes. Oficialmente, tratava-se de sancionar as personalidades que teriam reprimido os protestos estudantis. Na realidade, desde o princípio do ano, Washington pagava uma  importância —quatro vezes superior ao ordenado médio— a gangues para que eles atacassem as forças da ordem. Os pseudo-estudantes mataram, assim, 43 pessoas em alguns meses, e semearam o terror nas ruas da capital.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O atentado golpista descoberto na Venezuela pretendia assassinar Nicolás Maduro

Resumen Latinoamericano - fevereiro de 2015.- O Presidente denunciou o envolvimento e o financiamento dos EUA para que os golpistas atuassem nestes dias, quando se recordam as “guarimbas” violentas de 2014.

O Presidente informou que estão adiantadas as investigações para prender todas as pessoas envolvidas nas ações violentas contra a Venezuela.

Nesta quinta-feira, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que foi desmantelado um atentado golpista contra a nação sul-americana.

Durante a entrega de obras públicas em Caracas (capital venezuelana) o mandatário explicou à nação que se trata de uma tentativa violenta contra o Governo venezuelano.

“Tentaram utilizar um grupo de oficiais da aviação militar para provocar um fato violento, um ataque, um golpe de Estado”, disse.

Deu a conhecer que “o grupo de oficiais foi financiado por Miami (EUA) e tinha orquestrado gravar um vídeo nos dias 12 e 13 de fevereiro nos atos do Dia da Juventude, levantar um avião Tucano e atacar o Palácio de Miraflores ou o lugar onde eu participasse em uma destas manifestações”, disse.

“Quero dar os parabéns aos jovens oficiais, aos organismos de inteligência porque pudemos impedir a continuidade desta intentona golpista contra nosso país”, apontou.

Ao mesmo tempo, defendeu que “os grupos fascistas que promovem planos golpistas contra a Revolução Bolivariana serão derrotados pela consciência e a mobilização popular de nossa gente”, disse o mandatário.

Mais cedo, o presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, Diosdado Cabello, informou que os corpos de segurança detiveram um indivíduo que pretendia executar um plano desestabilizador contra o Governo de Nicolás Maduro.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

“Há um golpe de Estado em marcha na Venezuela".


O New York Times tem uma história vergonhosa quando se trata da Venezuela. O Conselho Editorial aplaudiu com felicidade o violento golpe de Estado em abril de 2002 que derrubou o presidente Chávez e resultou na morte de mais de 100 pessoas. Quando Chávez voltou ao poder dois dias depois, graças aos seus milhões de seguidores e as Forças Armadas leais, o 'Times' não se retratou por seu erro anterior, mas com arrogância implorou a Chávez a "governar responsavelmente", alegando que ele era o responsável pelo golpe.

(Caracas, 01 de Febrero 2015 Noticias24).- A escritora venezuelana, Eva Golinger, através do portal RT, publicou um artigo donde afirma que “hay un golpe de Estado en marcha en Venezuela”.

Há um golpe de Estado em marcha na Venezuela. As peças estão se encaixando como em um filme da CIA. A cada passo um novo traidor se revela, uma traição nasce, cheia de promessas para entregar a batata quente que justifique o injustificável. As infiltrações aumentam, os rumores circulam como um barril de pólvora, e a mentalidade de pânico ameaça superar a lógica. As manchetes da mídia gritam perigo, crise e derrota iminente, enquanto que os suspeitos de sempre declaram a guerra encoberta contra um povo cujo único crime é ser guardião da maior mina de ouro negro no mundo.

Esta semana, enquanto o New York Times publicou um editorial desacreditando e ridicularizando o presidente venezuelano Nicolás Maduro, qualificando-o de "errático e despótico" ('O senhor Maduro em seu labirinto', NYT 26 de janeiro de 2015), um jornal no outro lado do Atlântico acusou o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, a figura política mais destacada do país depois de Nicolás Maduro, de ser um chefe do narcotráfico ('El jefe de seguridad del número dos chavista deserta a EE.UU. y le acusa de narcotráfico', ABC.es 27 de janeiro de 2015). As acusações vêm de um ex-oficial da Guarda de Honra presidencial da Venezuela, Leasmy Salazar, que serviu ao presidente Chávez e foi recrutado pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), agora convertendo-se no novo "menino de ouro" na guerra de Washington contra a Venezuela.

Dois dias depois, o New York Times publicou um artigo de primeira página atacando a economia e a indústria petroleira venezuelana e prevendo sua queda ('Escassez e longas filas na Venezuela após a queda do petróleo', New York Times 29 de janeiro de 2015). Óbvias omissões do artigo incluíram menção das centenas de toneladas de alimentos e outros produtos de consumo que foram retidos ou vendidos como contrabando pelas distribuidoras privadas e empresas, afim de criar escassez, pânico, descontentamento com o Governo e de justificar a especulação dos preços inflados. O artigo também se nega a mencionar as medidas e iniciativas em curso implementadas pelo Governo para superar as dificuldades econômicas.

Ao mesmo tempo, uma notícia sensacionalista, absurda e enganosa foi publicada em vários diários estadunidenses, em forma impressa e online, que vincula a Venezuela às armas nucleares e um plano para bombardear a cidade de Nova Iorque ('Cientista é preso nos Estados Unidos por ajudar a Venezuela a construir bombas', 30 de janeiro de 2015, NPR). Enquanto que a manchete faz os leitores acreditarem que a Venezuela esteve diretamente envolvida num plano terrorista contra os EUA, o texto do artigo deixa claro que não há nenhuma participação venezuelana no acontecimento. Toda a farsa era uma armadilha criada pelo FBI, cujos agentes pretenderem ser funcionários venezuelanos para capturar um cientista nuclear que uma vez trabalhou no laboratório de Los Álamos e não tinha nenhuma conexão com a Venezuela.

Nesse mesmo dia, a porta-voz do Departamento de Estado, Jan Psaki, condenou a suposta "criminalização da dissidência política" na Venezuela, ao ser consultada por um jornalista sobre a chegada do fugitivo general venezuelano Antonio Rivero a Nova Iorque para pedir o apoio do Comitê de Trabalho das Nações Unidas sobre a detenção arbitrária. Rivero fugiu de uma ordem de prisão na Venezuela depois de sua participação em protestos antigovernamentais violentos que causaram a morte de mais de 40 pessoas, em sua maioria partidários do Governo e as forças de segurança do Estado, em fevereiro passado. Sua chegada aos EUA coincidiu com Salazar, evidenciando um esforço coordenado para enfraquecer as Forças Armadas da Venezuela, expondo publicamente dois altos oficiais militares - ambos vinculados a Chávez - que se voltaram contra seu Governo e estão buscando ativamente a intervenção estrangeira contra o seu próprio país.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Os EUA voltam a ter chances reais para substituir o PT

Lcligacomunista- As eleições do Brasil de 2014 estão cruzadas pela ofensiva dos EUA por reconquistar o terreno comercial e político perdido para o bloco de países capitaneados por China e Rússia. A candidatura tradicional da direita pró-imperialista, do PSDB à presidência, tendia a repetir as derrotas humilhantes dos três últimos pleitos. Por sua vez, para desespero dos EUA, no Encontro dos Brics pós Copa do mundo de futebol, o governo Dilma anfitriou o estreitamento das relações comerciais entre o bloco Eurásico e uma legião de países latino americanos.

O próprio Brasil, já tendo substituído os EUA pela China como seu principal exportador e importador, estabeleceu uma aproximação inédita com a Rússia. “A América para os americanos” e “para onde pender o Brasil penderá o resto da America Latina”, que balizaram o golpe de 1964, são premissas que ressurgem com força total neste momento histórico. Sendo assim, passou a ser uma preocupação capital para Washington interromper o curso de governos petistas utilizando-se dos meios necessários. Esta conjuntura mundial, com tudo isto em jogo, faz da eleição presidencial brasileira as mais importante do ano.


Testado, retestado e re-retestado que o PSDB é incapaz de derrotar o PT pelo voto nas eleições presidenciais, uma vez que mesmo não confiando do PT, as massas tem razão de sobra para não querer a volta do PSDB, era preciso apostar uma terceira via, uma trânsfuga do próprio PT como instrumento de substituição do mesmo. Sem estrutura partidária sólida, Marina foi convertida em um fenômeno eleitoral desde 2010, quando sua votação foi turbinada de forma espetacular, sendo uma forte candidata da oposição burguesa. Não por acaso, a ex-senadora foi estranhamente homenageada pelo imperialismo britânico nas olimpíadas de Londres de 2012 e apresentada como a suposta expressão de uma “nova política”, reivindicada nas manifestações das jornadas de junho de 2013.

domingo, 17 de agosto de 2014

Epidemia de Ebola: Pentágono “testa” nova arma biológica, deixa milhares de mortos na África e planeja utilizá-la na guerra contra seus adversários políticos.

LBI QI- A epidemia de Ebola na África se espalha como um “rastilho de pólvora”... Seria mais preciso afirmar, tanto usando o critério científico como político e mesmo militar, que a doença avança como resultado dos testes de “arma biológica” desenvolvidos pelo Pentágono em território africano. Após décadas de uso de armas químicas e biológicas em guerras e experimentos científico-militares, as potências capitalistas e suas organizações “internacionais” de saúde já deram razões de sobra para serem vistas como verdadeiros responsáveis pela atual epidemia em curso nos países do Oeste africano. Além de Guiné, as nações mais afetadas pelo surto do vírus mortal foram Libéria, Serra Leoa, Nigéria e Mali.

Apesar de ser encoberto pela mídia capitalista, sabe-se que por muitos anos o governo dos EUA, especialmente o Pentágono, usa as instalações existentes em Fort Detrix como um laboratório para o desenvolvimento de armas químicas, biológicas, vírus de todos os tipos, experiências para controlar a mente, Anthrax, chamados patógenos exóticos e qualquer coisa que possa ser usado contra adversários políticos internos ou externos e mesmo grupos étnicos que são considerados “cobaias” (negros e latinos). Dentro de todos esses vírus não poderia faltar o Ebola, que a indústria militar em conjunto com as grandes empresas farmacêuticas está trabalhando nos últimos trinta anos tanto para uso como arma de guerra como para gerar lucros milionários com a “descoberta da cura”. No caso da Epidemia de Ebola, não temos a menor dúvida de que neste momento o Pentágono “testa” uma nova arma biológica e deixa milhares de mortos na África para depois utilizá-la na guerra contra seus adversários políticos e militares.

Não por acaso, a notícia que “O Ebola impulsiona as ações das indústrias farmacêuticas na Bolsa” (CNN, 08/08), foi manchete mundial ao se referir a Tekmira Pharmaceuticals, uma empresa que trabalha com o financiamento do Departamento de Defesa dos EUA. Ela é uma das corporações farmacêuticas que está trabalhando em um antiviral, para o qual há um contrato de 140 milhões de dólares com o Departamento de Defesa dos EUA para desenvolver esses medicamentos, como informou o Global Research.

Recebia, inclusive, financiamento da transnacional Monsanto, empresa dedicada aos agronegócios. A companhia poderia ganhar já em 2017 mais de 100 milhões de dólares pelo remédio TKM-ebola. Sem corrermos o menor risco de temermos ser acusados de “teóricos da conspiração”, afirmamos categoricamente que a exploração do fenômeno epidêmico do Ebola extrapola a intenção de multiplicar os negócios milionários das indústrias farmacêuticas com a fabricação de vacinas. Além das multinacionais dos medicamentos se beneficiarem com a “indústria da doença”, estes “testes” genocidas visam também aprofundar a possibilidade de ataque militar a países adversários pela via de doenças como já fizeram com o “Agente Laranja” no Vietnã ou mesmo na Palestina via os ataques de Israel, “testando” previamente suas armas nas “cobaias” humanas. Com o mais descarado cinismo, o Departamento de Defesa dos EUA enviou representantes aos países da África Ocidental através do Centro de Controle de Doenças Infecciosas (CDC) e anunciou que os laboratórios de seu país estavam lutando para “controlar o flagelo” e declarou: “Temos uma longa história na África através do Pentágono, tanto em apoio logístico como no manejo clínico do vírus”, argumentou o doutor coronel do Exército, James Cummings, que dirige o Global Emerging Infections Surveillance and Response System (GEIS), órgão das Forças Armadas.

Utilizado pelo Pentágono, o Fort Detrick é um centro de pesquisa biológica e de desenvolvimento de armas químicas, acusados de inocular vírus como o HIV, Ebola, peste bubônica, o antraz e vírus do Nilo Ocidental. O governo ianque já foi denunciado por Fidel, Chávez e recentemente pelo próprio Putin por numerosos casos de “bioterrorismo”: Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, já foram alvos não declarados. O atual surto começou em dezembro do ano passado na Guiné, acentuou-se em março e se expande com uma rapidez atípica, de acordo com a OMS.

Logo surgiu uma possível explicação: “seus sistemas de saúde (dos países com epidemia) são frágeis e têm graves deficiências em recursos humanos, econômicos e materiais”. Na sexta-feira, 08 de agosto, o órgão declarou estado de emergência internacional de saúde: “constitui um evento extraordinário e representa um risco para a saúde pública de outros Estados”, indicaram no relatório. O Ebola é um dos vírus mais letais para o ser humano, com uma taxa de mortalidade entre 25 e 90%, devido as grandes hemorragias internas e externas que provoca. Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dor muscular, diarreia e erupções cutâneas. O nome do vírus remete ao rio homônimo na República Democrática do Congo, onde ele foi detectado pela primeira vez em 1976. Desde então, surgiram diferentes surtos epidêmicos no Sudão, Kuwait, Gabão e Uganda: desde o primeiro caso na década de 70 até 2012, faleceram em decorrência do vírus 1.590 pessoas, de 2.387 infectados – índice de 66,6% de mortalidade.

Dias atrás, a rede CNN também anunciou que o governo ianque estaria aprovando um tratamento para curar a infecção: “o medicamento era desenvolvido pela companhia biotecnológica com sede em São Diego, EUA, chamada Mapp Biopharmaceutica, cuja equipe científica trabalha com o exército estadunidense no Fort Detrick”, detalhou a jornalista do RT, Karen Méndez. Dentro da pesquisa que está sendo realizada em Fort Detrix sobre Ebola, soube-se que há um ano o vírus inoculado em um grupo de macacos, porém, mantiveram-se completamente omissos sobre se esses macacos estavam nos Estados Unidos ou qualquer outro país se que encontravam em cativeiro ou livres em seu ambiente natural, os quais são de grande importância saber como a doença se originou em vários países africanos.O desenvolvimento do Ebola na África, sem determinar a origem da doença e em vários países, é no mínimo suspeito, poderia estar sendo usado pelo Pentágono para medir os efeitos da epidemia, como uma de suas “armas étnicas”.

Note-se, a França que ocupa o Mali tem gasto centenas de milhões de euros em suas operações militares no país (em 2013 foram quase 2,7 milhões de euros ao dia). O dinheiro investido em operações militares designadas para promover a hegemonia imperialista por todo norte e oeste da África (uma extensão da intervenção da OTAN na Líbia) faria qualquer um acreditar que tais fundos deveriam também ser direcionadas para prevenir “epidemias sem precedentes” de doenças mortais como o Ebola, mas aparentemente as mesmas preparações feitas em Uganda pela Cruz Vermelha foram negligenciadas em Mali, assim como em outros países tendentes aos surtos de Ebola. A devastação deixada na esteira do uso de Agente Laranja na guerra do Vietnã e na contínua tragédia resultante do uso de urânio empobrecido no Iraque são dois exemplos extremos de como o imperialismo ianque submeteu populações inteiras a agentes mutagênicos que irão ecoar nas gerações ainda por vir.

Mais perturbador ainda é o papel que agências internacionais, supostamente neutras, tiveram ao encobrir tais atrocidades. O artigo do Guardian, “Como a OMS encobriu o pesadelo nuclear do Iraque”, mostra como as conclusões da organização foram manipuladas por uma ciência politizada. Além do Agente Laranja e urânio empobrecido, a ONU e os EUA são acusados de ter participação em centenas de milhares de casos de esterilizações forçadas no Peru entre 1995 e 1997. Houve também uma matéria da NBC, intitulada “EUA pede desculpas à Guatemala pelos experimentos com DST”, onde se afirma que “Os pesquisadores da área de medicina do governo dos EUA infectaram propositalmente com gonorreia e sífilis centenas de pessoas na Guatemala, incluindo pacientes mentais institucionalizados, sem o conhecimento ou permissão deles, há mais de 60 anos. Muitos desses infectados eram encorajados a passar a doença para outros, como parte do estudo. Cerca de um terço dessas pessoas nunca conseguiram tratamento adequado”.

Mais esclarecedoras ainda são as palavras dos lobistas ligados aos falcões da Casa Branca. A proposta de usar armas biológicas em alvos geneticamente escolhidos foi mencionada no Projeto Neoconservador para um Novo Século (PNAC, sigla em inglês) de 2000: “Remontando as Defesas da América”, no qual leia-se em algumas partes: “A proliferação de mísseis balísticos e veículos aéreos não-tripulados tornarão muito mais fácil projetar um poder militar ao redor do mundo. As próprias munições estão ficando cada vez  mais precisas, enquanto novos métodos de ataque – eletrônicos, não-letais, biológicos – estarão amplamente mais disponíveis.

 Como a conclusão do processo de transformação pode levar décadas, a arte de se guerrear no ar, na terra e no mar estará muito diferente do que é hoje e o ‘combate’ provavelmente se dará em novas dimensões: no espaço, no ‘cyber-espaço’ e talvez no mundo dos micróbios. E formas avançadas de tecnologia de guerra biológica que podem ‘alvejar’ genótipos específicos podem transformar o arsenal biológico do reino do terror em uma ferramenta politicamente útil”. Estas “experiências” foram realizadas com a colaboração de criminosos de guerra alemães e cientistas japoneses pelo fim da Segunda Guerra Mundial, eles foram contratados pelo Departamento de Defesa e da CIA, a fim de lhes levar a sua experiência e conhecimento sobre química, guerra biológica e bacteriológica. Em 1995, o governo dos Estados Unidos admitiu este tipo de contrato, que foi realizada por uma operação chamada ‘Project Paperclip’. De lá para cá, principalmente com o fim da URSS, a ofensiva mundial do imperialismo desgraçadamente avançou. Por esta razão, como Marxistas Revolucionários alertamos mais uma vez que no caso da epidemia de Ebola, não temos a menor dúvida que neste momento o Pentágono “testa” uma nova arma biológica e deixa milhares de mortos na África para depois utilizá-la na guerra contra seus adversários políticos e militares!


Fonte: lbi Qi

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Exemplo de Cuba incomoda os EUA, adverte Nicarágua na ONU

Cuba  -Diario Liberdade -A solidariedade que pratica Cuba e seu exemplo para o mundo explicam o empenho dos Estados Unidos em agredir com falsas acusações como a de patrocinadora do terrorismo, advertiu hoje a embaixadora nicaraguense ante a ONU, María Rubiales.

Em declarações exclusivas à Prensa Latina, a diplomata qualificou de absurda e infundada a decisão de Washington de manter a ilha caribenha pela trigésima segunda ocasião em seu unilateral relatório anual sobre o terrorismo.

"Nicarágua rechaça e condena essa postura, como temos feito, e seguiremos fazendo enquanto os Estados Unidos a mantenha", afirmou.

De acordo com Rubiales, a Casa Branca acusa Cuba de patrocinar o terrorismo para fabricar um pretexto que sirva de explicação a sua agressiva política contra Havana.

"Buscam justificar o injustificável, o ilegal e criminoso bloqueio que aplicam ao povo cubano, pese a rejeição mundial que gera", precisou.

Para a representante permanente da Nicarágua, a comunidade internacional é consciente de que a ilha não abriga terroristas nem agride a outros países, um comportamento bem diferente ao dos Estados Unidos.

domingo, 27 de abril de 2014

Chomsky: EUA deveriam enfrentar sanções por Guantánamo.


contrainjerencia- “ Eua, que tem imposto  duras sanções a Rússia por deslocar  tropas na fronteira com a Ucrânia, deveria  enfrentar outras muito mais severas por ter ocupado a baía de Guantánamo, roubada no ano de 1903 de Cuba”,  afirmou o famoso linguista  e filósofo estadunidense Noam Chomsky

El político y profesor del MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts, EEUU) en una entrevista con la agencia rusa Ria Novosti, citada el viernes por distintos medios, se refirió a la permanente presencia de las tropas estadounidenses en Guantánamo y dijo que esa bahía “fue robada a punta de pistola a Cuba en 1903 y todavía sigue retenida, pese a los esfuerzos constantes de Cuba desde la independencia por recuperarla”.

“Pondría la atención de aquellos que piden sanciones [contra Rusia]” sobre el caso de Guantánamo, puntualizó el destacado activista estadounidense.

El viernes, EEUU y sus aliados anunciaron la posibilidad de decretar nuevas sanciones contra Rusia por la situación en torno a Ucrania.

domingo, 13 de abril de 2014

Face oculta dos EUA: esterilização para reduzir a população.

Pandemias fictícias e leis sobre a vacinação forçada são a preparação para a esterilização completa da população “excessiva” da Terra.

Milena Cmiljanic- Em 1989 o “Memorando 200”, elaborado em 1974 por Henry Kissinger, conselheiro para a segurança nacional dos EUA, deixou de ser secreto. O seu tema era o crescimento da população no mundo e as suas consequências para a segurança dos EUA e dos seus interesses no estrangeiro. Ao propor medidas para a redução significativa de população, Kissinger escreveu:

“O mundo depende cada vez mais dos fornecimentos de minérios dos países em desenvolvimento, e se o crescimento rápido da população violar as suas perspectivas do desenvolvimento econômico e do progresso social, a instabilidade que surge poderá minar as condições para a produção alargada e para o apoio da corrente constante desses recursos”.

Para aumentar ao máximo o movimento para a estabilidade populacional, propunha-se prestar atenção a treze países em desenvolvimento das regiões do planeta mais ricas em recursos: Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia. O “Memorando 200” propunha uma redução radical da população desses países, o que permite aos EUA explorar os seus minérios.

O plano secreto de Kissinger começou a ser realizado imediatamente. A esterilização tornou-se o meio contraceptivo mais popular na América Latina nos anos de 1980-1990. No início dos 1990, o Ministério da Saúde do Brasil começou a investigar a esterilização em massa de mulheres brasileiras. Constatou-se que cerca de 44% de todas as mulheres brasileiras em idades entre 14 e 55 anos foram regularmente esterilizadas. A esterilização era realizada por várias organizações e agências, sendo muito poucas delas brasileiras. A Federação Internacional de Planeamento Familiar, a Fundação Pathfinder norte-americana, a Associação pela Contracepção Cirúrgica Voluntária, a Saúde Familiar Internacional agiam todas sob a égide da Agência de Desenvolvimento Internacional do Departamento de Estado dos EUA (USAID). Em 1989, o governo brasileiro, que inicialmente era um adepto convicto desse programa, motivado pela luta contra a pobreza, informou a USAID de que os programas de esterilização se tornaram “excessivos e inúteis”. Segundo algumas notícias, nesse quadro foram esterilizadas quase 90% de todas as brasileiras com raízes africanas.

terça-feira, 18 de março de 2014

Paraguai: Centrais convocam greve contra “congelamento salarial, privatização e entreguismo selvagens”


            Leonardo Wexell Severo 
Entidades estudantis e camponeses se somam à paralisação do dia 26 de março no Paraguai.

A greve geral convocada unitariamente pelo movimento sindical do Paraguai “Em defesa da soberania da Pátria” para o dia 26 de março (quarta-feira) tem ampliado apoios “contra o congelamento salarial, a privatização e o entreguismo selvagens” defendidos pelo presidente Horacio Cartes e expressos na lei de Aliança Público-Privada (APP), aprovada recentemente.

“Nos levantamos contra uma privatização encoberta das instituições do Estado, dos seus recursos estratégicos, daquilo que é essencial ao desenvolvimento nacional como água, luz, telecomunicações, portos e minas. Com esta lei, a educação e a saúde passam para mãos privadas, da mesma forma que tudo o que se referir a bens e serviços", afirmou o presidente da Central Unitária de Trabalhadores Autêntica (CUT-A), Bernardo Rojas, descrevendo a repetição da surrada cartilha do Fundo Monetário Internacional.

Segundo Rojas, com o apoio de amplos setores da mídia, o governo Cartes tenta “vender a mensagem de que concessão não é privatização, o que é insustentável”: “temos que chamar as coisas pelo que são, uma entrega por 30 anos onde o lucro fica com as multinacionais e o risco fica com o Estado”. Ao mesmo tempo em que avança sobre o patrimônio público, alertou, o governo paraguaio se utiliza de instrumentos ditatoriais para impor seu modelo vende-Pátria. “Com a lei das APPs o Parlamento e o Judiciário perdem atribuições constitucionais e o governo fica com as mãos livres para aplicar a receita que atende os interesses estrangeiros, o que só irá aumentar a imensa desigualdade já existente no nosso país. O fato é que com as privatizações haverá um desmonte do Estado, não vai haver política de investimento, mas um aumento das demissões, da precarização das relações de trabalho e da informalidade”, acrescentou.

Conforme levantamento das centrais, 64% da população paraguaia têm necessidades básicas insatisfeitas e pelo menos 20% está mergulhada na extrema pobreza. Cerca de 43% vivem na área rural, mas apenas 351 proprietários concentram 77% do total das terras, enquanto 40 % dos agricultores sobrevivem confinados em 1% da área. Ao mesmo tempo, a soja representa 66% da terra cultivada, uma produção estimada em 10 milhões de toneladas, controlada pelas multinacionais ADM, Cargill, LDC e Bunge.

"As multinacionais da soja estão tomando todo o território nacional e expulsando os camponeses de suas terras, envenenando tudo: terra, água, fauna e flora, comprometendo inclusive a permanência dos agricultores e de suas famílias. É contra esta lógica de saque que estamos protestando”, frisou.

sábado, 8 de março de 2014

Perguntas que põem em dúvida a violência na Venezuela

O que está em curso na Venezuela e na Ucrânia, então denominados pela imprensa nazifascista como sendo “ espetaculares manifestações  pela democracia”, resume-se  numa única expressão: golpe.    A grande tristeza  disso tudo é que a história humana sempre  foi marcada por assaltos violentos contra  os  direitos dos povos, sobretudo o de serem   livres.   

Os detentores históricos dos Meios de Produção,  notáveis criminosos  espalhados pelos quatro cantos do mundo, não perdoam  quando suas vítimas, sim,  aquelas mais humildes e chamadas de preferenciais,   começam a    roer as amarras que os oprimem.      A  expectativa da descoberta  e da aproximação de um novo Modo de Produção pela  explorada  classe trabalhadora  é algo  que tira o sono desses  grandes e “invisíveis”  criminosos.

Estes, protegidos pela desinformação e  acobertados pelas máfias  midiáticas prosseguem fazendo estragos  gigantescos na sociedade. Protelam, tacham os movimentos populares, fomentam os anais historiográficos com mentiras, sevícias e  tergiversam  revoluções
.
 O Socialismo  anunciado por Marx,  em meados do século XIX, é a única coisa que temem. Na verdade eles  tremem  quando as massas, ganhando as ruas e as tornando vermelhas, anunciam  uma nova ordem.    Na verdade, talvez pensem,  nenhum tipo de crime   compensa.!!        Talvez nada pensem!!

Muito recentemente, não deveríamos esquecer,  fizeram o mesmo com os eslavos do sul  da Europa.   As mesmas organizações  e agentes  criminosos  venderam, por meio da grande imprensa mundial, a  necessidade de invadir a região sob o pretexto de  buscar a paz.    A ONU, a serviço do imperialismo europeu e  de Washington,  tão logo os conflitos se ampliaram  com a divulgação de  ampla  campanha   dolosamente   criminosa e  desinformativa, aprovou por unanimidade a Resolução 721 de 27 de novembro de 1991, que encontrou uma maneira de estabelecer “operações de manutenção da paz na Iugoslávia”.   Somente os  fracos é que pensaram e acreditaram  nas inúmeras falácias desse grande circo .

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

EUA: 200 anos de RACISMO, MENTIRAS, LAVAGEM CEREBRAL EM MASSA, CENSURA, INVASÕES, CRIMES DE GUERRA E GENOCÍDIO.

Modelão dos golpes da “CIA”, da Guerra Fria, de volta à cena

por  Wayne Madsen, Strategic C

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
A maior quantidade de entusiastas do status quo pode ser encontrada na sede da Agência Central de Inteligência dos EUA [tão secreta que o nome jamais é traduzido], a conhecida CIA, em Langley, Virginia. Com muitas nações em todo o mundo tentando livrar-se das garras políticas, militares e financeiras de Washington, a CIA está voltando a recorrer ao velho manual, para lidar com governo  recalcitrantes.

Depois de ter ajudado a fomentar uma rebelião na Ucrânia, contra o governo democraticamente eleito do presidente Viktor Yanukovych, o aparelho de propaganda de Washington – centralizado na organização National Endowment for Democracy (NED), na Agency for International Development (USAID) e no Instituto Sociedade Aberta [Open Society, OSI] de George Soros – está focado na Venezuela.

A Venezuela identificou três funcionários da embaixada dos EUA em Caracas, que estavam em contato com manifestantes da oposição e ajudando a planejar tumultos antigoverno por todo o país. Os três “funcionários consulares” dos EUA – Breann Marie McCusker, Jeffrey Gordon Elsen e Kristopher Lee Clark – foram expulsos do país, pelo governo da Venezuela. Em outubro passado, o país expulsou outros três diplomatas dos EUA − chargés d’affaires Kelly Keiderling, David Moo e Elizabeth Hoffman – também por estarem ajudando a promover agitação interna no país. Os seis supostos diplomatas trabalhavam em atividades frequentemente associadas aos agentes da CIA, como “serviço clandestino oficial”.



                       Diplomatas dos EUA expulsos da Venezuela em 30/9/2013  por promoverem baderna

Exatamente como no caso do Embaixador dos EUA em Kiev, Geoffrey Pyatt, e da Secretária de Estado assistente para Assuntos Europeus e notória visitante boca-suja Victoria Nuland, que se encontraram com líderes da oposição ucraniana para ajudar a planejar os protestos antigoverno, os diplomatas norte-americanos em Caracas foram acusados de estar trabalhando ao lado do grupo de oposição reunido em torno de Leopoldo Lopez, o agente de interesses de empresas norte-americanas treinado em Harvard. O governo venezuelano descobriu que Lopez, como outro líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles Radonski, recebem apoio financeiro clandestino da CIA, que lhes chega através de NED e USAID, para planejar protestos e ações de sabotagem contra o governo eleito da Venezuela.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

USA reforça guerra contra os pobres

AND-No último 1º novembro o governo Barack Obama anunciou um corte no auxílio alimentação que afetará nada menos do que 50 milhões de estadunidenses. É gente que, hoje, não tem certeza de que no fim do dia, da semana ou do mês terá recursos suficientes para garantir as próprias refeições e as de suas famílias, situação que o léxico do capitalismo, craque em criar eufemismos para as suas chagas mais purulentas, chama de “insegurança alimentar”. Em bom português, trata-se do risco de passar fome, ou de já estar padecendo nesta que é a mais grave consequência da miséria generalizada e da degradação das condições de vida das classes populares - seja cá, na semi colônia, seja lá, na matriz.

Justamente no momento em que a pobreza avança sem parar, arregaçando o tecido puído da economia capitalista do USA, já em farrapos com a crise geral de superprodução relativa; no instante em que dados oficiais mostram que há o retumbante número de 49,7 milhões de pessoas vivendo na pobreza no USA, em mais um recorde, superando, e muito, o recorde registrado no ano passado, de 46,5 milhões de pobres, que por sua vez havia superado o recorde de 2011, de 46,2 milhões; neste cenário, e no contexto de também a administração Obama ora estar tentando reduzir o déficit público declarando uma autêntica guerra contra os pobres, o USA corta exatos US$ 36,00 no orçamento mensal para comprar comida das famílias estadunidenses pobres.

Entre 2007, ano em que os efeitos do agravamento da crise geral começaram a se fazer sentir de maneira mais dramática entre as classes populares, e o ano passado, 2012, o número de assistidos pelo programa de auxílio alimentação, chamado SNAP, sigla para o inglês Supplemental Nutrition Assistance Program, aumentou de 26 milhões para 47,6 milhões de pessoas, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso ianque (CBO). Da mesma forma, o típico abismo capitalista da desigualdade de renda entre ricos e pobres só faz aumentar no USA desde 2007.

HAITI: O MODO USAID DE MATAR A FOME...

É bom lembrar, a título de não se perder de vista que nem a crise nem a “austeridade” vêm de hoje ou de ontem, que em 1996 um cúmplice de facção de Obama, Bill Clinton, último “presidente” democrata branco, por assim dizer, antes do primeiro “presidente” negro chegar para dar feições mais amenas às guerras interna (contra os pobres) e externas (contra os povos), promoveu uma drástica redução do seguro-desemprego e dos auxílios por invalidez e deficiência do USA.

domingo, 21 de julho de 2013

FARC-EP anunciam disposição de libertar soldado norte-americano


Esta é uma "forma privatizada das forças de intervenção imperial, própria da era da globalização capitalista, que lhes permite explorar outro ramo do negócio da guerra com um menor custo político para suas campanhas de agressão e rapina contra os povos".

Negócio criminoso, sublinham, "dos quais são parte o presidente Santos, seu ministro da Defesa e os generais, quando anunciam aos quatro ventos a assinatura de um acordo de cooperação com a OTAN".

Bogotá- Prensa Latina-  As Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP) anunciaram que têm em seu poder um soldado norte-americano desde o último dia 20 de junho e solicitaram uma comissão humanitária para sua libertação como demonstração de paz.
 Em um comunicado divulgado em seu site na internet, a guerrilha sublinhou que Kevin Scott Sutay foi retido no município da Volta, no departamento Guaviare.

 O militar, acrescenta o texto, assegura ter sido membro da Marinha estadunidense de 2009 a março de 2013 e segundo sua própria versão participou na guerra do Afeganistão entre os anos 2010 e 2011.

 "Apesar do direito que nós temos de mantê-lo como  prisioneiro de guerra, tomamos a decisão de libertá-lo como um gesto dentro do ambiente das conversas com o governo colombiano, em busca de um acordo que ponha fim ao conflito social e armado em nosso país", assinala.

 As FARC-EP solicitaram uma comissão humanitária encabeçada pela ex-senadora Piedade Córdoba, um delegado da comunidade de Saint Egidio e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para libertar o cidadão estadunidense.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Despesas militares dos EUA superam as dos 10 principais países juntos.


Washington- Prensa Latina- O orçamento militar estadunidense nos últimos dois anos foi maior que a soma dos gastos dos 10 países que mais investem em defesa e constituiu 40 por cento dos egressos mundiais nesse setor.


 No período citado, o país destinou a atividades bélicas 668 bilhões de dólares, cerca de cinco por cento de seu Produto Interno Bruto, volume quatro vezes superior ao monte dedicado pela República Popular da China, que ocupa o segundo lugar nesse requisito.


 Os Estados Unidos são também o principal exportador de armas, ao vender ao exterior mais que o dobro do vendido pela Rússia, seu competidor mais próximo, assinala hoje o jornal The Wall Street Journal, que cita dados do Instituto de Investigações para a Paz (SIPRI) com sede em Estocolmo, Suécia.

 Isto ocorre mesmo com a crise financeira tendo obrigado o Pentágono a reajustar suas despesas, assim como a diminuição de fundos alocados a atividades em ultramar, depois do término da presença militar no Iraque desde dezembro de 2011 e a paulatina redução das atividades bélicas no Afeganistão.

 Depois dos Estados Unidos, as nações que mais dedicam recursos à esfera militar são, por ordem de importância: China, Rússia, França, Reino Unido, Japão, Arábia Saudita, Alemanha, Índia e Brasil, destaca o artigo do Wall Street Journal.

Fonte site Prensa Latina

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Karloc, o chefe nazista sanguinário da SS, vive nos EUA com 94 anos.


Una investigación de la agencia noticiosa The Associated Press puso al descubierto la presencia de un ‘habitante incómodo’ en terreno estadounidense. Se trata de un comandante de unidad bajo mando Nazi que radica en Minnesota desde poco después de la Segunda Guerra Mundial.


Este hombre fue identificado por la agencia como Michael Karkoc, de 94 años, y se reveló que formó parte de la unidad nazi de las SS acusada de quemar poblados habitados por mujeres y niños.


Según archivos de la AP, Kardoc mintió sobre su cargo militar y actividades durante la Segunda Guerra Mundial a las autoridades de inmigración estadounidenses, con la finalidad de ingresar libremente al país.


Hasta ahora, Kardoc se ha mantenido oculto y no ha dado la cara para hablar sobre su participación en las atrocidades durante el conflicto militar global que se desarrolló entre 1939 y 1945.


La evidencia del trabajo del comandante durante la guerra descubierta por la AP provocó que las autoridades alemanas expresaran interés en explorar si hay suficientes pruebas para un proceso judicial por crímenes de guerra.

Fonte:  Contrainjerencia.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ofensiva imperialista em grande escala – Não é só a Venezuela que está na mira, é o continente.



por Carlos Aznárez

 Por outro lado, está o avanço realizado pelo sionismo para institucionalizar o que já era uma prática constante. A embaixadora israelense na Argentina, Dorit Shavit, acaba de dar um passo decisivo em assuntos de ingerência em temas do continente ao firmar com o presidente direitista paraguaio Horacio Cartes um convénio de cooperação em assuntos de segurança, educação e gestão da água. Isto significa que a Mossad israelense institucionaliza desta maneira algo que já vinha realizando desde há tempos: assessorar as forças policiais e militares paraguaias "na sua luta contra a subversão". 


O ambiente latino-americano está rarefeito. Há sinais muito claros de que o Império decidiu impulsionar uma contra-ofensiva de grande porte. Tanto é que o próprio secretário de Estado estado-unidense John Kerry voltou a desenterrar um conceito que nos últimos anos parecia esquecido. Por ocasião do seu discurso perante o Comité de Assuntos Externos da Câmara de Representantes dos EUA afirmou com muita tranquilidade: "A América Latina é o nosso pátio traseiro (...) temos que nos aproximar de maneira vigorosa". 

 Disso se trata, precisamente o que vem: do vigor com que se estão "a aproximar", tentando aproveitar de algo que talvez eles mesmos tenham provocado (tudo está para ver e investigar), como a morte do Comandante Hugo Chávez.

 A Venezuela continua a ser o prato especial do seu apetite voraz, mas enquanto isso vão gerando acontecimentos nos arredores que não podem nem devem passar desapercebidos.

 Aí está por exemplo a reconstituição de uma coligação que mira por outra vez na superfície uma espécie daquela  ALCA derrotada em Mar del Plata pela dignidade latino-americana e caribenha no ano de 2005. Agora chamam-na Aliança do Pacífico e aos seus sócios fundadores (México, Chile, Colômbia e Peru) somar-se-á em breve a Costa Rica, enquanto fazem fila, ansiosos por entrar no barco uma longa dezena de países dentre os quais figuram alguns que até ontem diziam estar do lado correcto da rua, como o Uruguai e El Salvador. Estes últimos, entretanto, já haviam subscrito acordos económicos e militares bilaterais com Washington.

 A Aliança do Pacífico, sem dúvida, será o porta-aviões a partir do qual se tentará atacar duramente a  ALBA , assim como a  UNASUL e a  CELAC .

 De facto, um dos seus filhos pródigos, o presidente chileno Sebastián Piñera, recentemente mimado até fartar pelo seu protector Obama, acaba de desembarcar em El Salvador, para por em prática um acordo "estratégico" bilateral que será usado como modelo para operações vindouras.

 Por outro lado, está o avanço realizado pelo sionismo para institucionalizar o que já era uma prática constante. A embaixadora israelense na Argentina, Dorit Shavit, acaba de dar um passo decisivo em assuntos de ingerência em temas do continente ao firmar com o presidente direitista paraguaio Horacio Cartes um convénio de cooperação em assuntos de segurança, educação e gestão da água. Isto significa que a Mossad israelense institucionaliza desta maneira algo que já vinha realizando desde há tempos: assessorar as forças policiais e militares paraguaias "na sua luta contra a subversão". Para isso, em princípios do ano, peritos em segurança provenientes da Mossad, que trabalham para o presidente eleito, Cartes, já realizaram um percurso pelos departamentos de San Pedro, Concepción e Amambay.

 O objectivo dos especialistas foi "reconhecer e analisar" as zonas consideradas como as mais conflituosas do país em questões de segurança e onde operam as guerrilhas do Ejército del Pueblo Paraguayo (EPP).


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