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segunda-feira, 22 de junho de 2026

A Rússia tinha razão: altos responsáveis dos serviços secretos dos EUA confirmam a existência de laboratórios biológicos letais financiados pelo Pentágono na Ucrânia.


Tulsi Gabbard, até há pouco a principal responsável pelos serviços secretos do EUA, denunciou publicamente a existência de uma larga rede de laboratórios biológicos dirigidos e financiados pelos EUA. Mais de 40 na Ucrânia. A Rússia já alertara há mais de 4 anos para a sua existência, mas os responsáveis políticos ocidentais e os media ao seu serviço (com destaque para a BBC) quiseram desacreditar essa informação, que acusaram de propaganda. Agora uma alta responsável dos EUA desmascara-os. E desmascara a sistemática violação pelos EUA da Convenção de 1975 sobre Guerra Biológica, um crime de consequências inimagináveis, algumas das quais já se terão possivelmente verificado.


A mais alta responsável dos serviços secretos americanos, Tulsi Gabbard, revelou que o Pentágono e outras agências federais têm vindo a apoiar mais de 40 laboratórios na Ucrânia envolvidos na produção de agentes patogénicos e doenças perigosas.


Isto é exactamente o que a Rússia revelou há mais de quatro anos, quando lançou a sua operação militar especial na Ucrânia para enfrentar o regime apoiado pela NATO. No entanto, na altura, o governo dos EUA e os meios de comunicação ocidentais rejeitaram as alegações da Rússia como propaganda para «justificar a sua invasão» da Ucrânia.


Investigadores militares russos, liderados pelo falecido Tenente-General Igor Kirillov, reuniram provas que demonstravam que o Pentágono tinha passado anos e gasto centenas de milhões de dólares a construir uma rede de laboratórios biológicos na Ucrânia. Os agentes patogénicos e as doenças identificadas implicavam os laboratórios no desenvolvimento de armas biológicas.


Kirillov foi assassinado em Dezembro de 2024 num atentado à bomba numa residência em Moscovo. Os serviços de informações militares ucranianos reivindicaram a responsabilidade pelo seu assassínio. Semanas antes do seu assassínio, o governo britânico classificou Kirillov como criminoso de guerra, acusando-o de supervisionar a utilização de armas químicas na Ucrânia.


Ao noticiar a sua morte, a BBC, emissora estatal britânica, referiu-se grosseiramente a Kirillov como um «porta-voz do Kremlin».


A reportagem da BBC comentou: «Kirillov ganhou notoriedade desde o início da guerra com uma série de alegações dirigidas tanto à Ucrânia como ao Ocidente, nenhuma das quais se baseava em factos. Entre as suas alegações mais escandalosas estava a de que os EUA tinham vindo a construir laboratórios de armas biológicas na Ucrânia. Esta alegação foi utilizada numa tentativa de justificar a invasão em grande escala do seu vizinho menor em 2022.»


Agora, a difamação por parte da BBC e dos seus manipuladores dos serviços secretos parece particularmente odiosa à luz das revelações feitas pela Directora de Inteligência Nacional (DNI) dos EUA.


Tulsi Gabbard, que está a deixar o cargo de DNI devido à doença oncológica do marido, lançou uma bomba na semana passada ao divulgar documentos desclassificados que revelam um envolvimento extensivo do governo dos EUA na gestão de laboratórios biológicos em todo o mundo. Afirmou que as suas descobertas eram o resultado de meses de investigação em arquivos na posse das agências de inteligência. Gabbard referiu que a informação revelava que o governo dos EUA tinha financiado mais de 120 laboratórios biológicos em 30 países. Um desses países era a Ucrânia, onde mais de 40 laboratórios realizavam investigação biológica financiada pelo Pentágono e por outras agências federais.


Gabbard alertou que os laboratórios biológicos na Ucrânia estavam envolvidos em investigação sobre agentes patogénicos altamente contagiosos. Não descreveu as instalações como armas de guerra biológica, mas essa é a grave implicação, tal como concluíram as investigações militares russas.


A DNI Gabbard afirmou: «Até agora, as provas relativas à real existência e ao financiamento destes laboratórios tinham sido deliberadamente ocultadas ao povo americano. A informação relativa à existência, história, localizações e financiamento destes laboratórios biológicos financiados pelos EUA foi intencionalmente encoberta por pessoas poderosas que alegavam falsamente que eles não existiam e acusavam quem dissesse o contrário de ser um agente estrangeiro e um traidor da América.»


Acrescentou ainda: «Muitos destes laboratórios biológicos financiados pelo governo dos EUA estão actualmente, ou estiveram anteriormente, envolvidos em investigação que utiliza agentes patogénicos perigosos e altamente contagiosos, incluindo, em alguns casos, investigação perigosa de “ganho de função” [mais letal], com muito pouca visibilidade ou supervisão.»


Gabbard não poupou palavras. Acusou a administração Biden (2022-25) de mentir sobre os laboratórios biológicos. «Apesar do potencial óbvio de impacto global catastrófico que a investigação sobre agentes patogénicos perigosos em laboratórios biológicos pode ter, os políticos, os chamados profissionais de saúde como o Dr. [Anthony] Fauci [antigo director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças] e entidades da equipa de segurança nacional da administração Biden mentiram ao povo americano sobre a existência de laboratórios biológicos financiados e apoiados pelos EUA, e ameaçaram aqueles que tentaram revelar a verdade.»


Esta é uma admissão surpreendente por parte do mais alto responsável dos serviços secretos dos EUA. Confirma as bem fundamentadas alegações feitas pelos serviços secretos russos sobre a existência de laboratórios biológicos letais na Ucrânia. Valida as preocupações russas de que os EUA estavam a conduzir programas de guerra biológica dirigidos contra a Rússia.


Não era apenas a Rússia que nutria estas preocupações. O professor Francis Boyle, um especialista norte-americano de renome internacional em guerra biológica, sublinhou exactamente as mesmas preocupações já em Março de 2022, quando estavam a ser reveladas provas da existência de programas do Pentágono na Ucrânia. Veja esta entrevista com Regis Tremblay, na qual o Prof. Boyle detalhou o historial de violações dos EUA à Convenção sobre Guerra Biológica de 1975, prosseguindo sistematicamente com o desenvolvimento clandestino e ilegal de armas biológicas. Ele acreditava que a Ucrânia desempenhava um papel vital na rede global de laboratórios biológicos secretos dos EUA.


As revelações também expõem o sinistro papel dos meios de comunicação dos EUA e do Ocidente no encobrimento do escândalo. Pessoas como o Prof. Boyle, que faleceu em Janeiro de 2025, foram difamadas como «propagandistas russos» por se atreverem a fazer perguntas e a revelar a verdade. O podcast de Regis Tremblay foi retirado do YouTube por ter transmitido as ideias de Boyle.


Mesmo após a divulgação do relatório dos serviços secretos na semana passada, os meios de comunicação ocidentais tradicionais mantiveram-se em silêncio ou procuraram desacreditar Gabbard como uma «teórica da conspiração».


Para seu crédito, a publicação norte-americana Military Daily News noticiou o caso com um comentário editorial imparcial: «Gabbard divulga registos de laboratórios biológicos anos após acusações de desinformação». A reportagem concluía: «O debate já não é se existem laboratórios apoiados pelos EUA no estrangeiro, uma vez que os documentos recentemente desclassificados comprovam que existiam. A questão mais ampla levantada pela divulgação de Gabbard é se o Congresso, os decisores políticos e o público tinham uma compreensão completa de quantas instalações existiam, que investigação realizavam e que agentes patogénicos continham.»


O que é necessário fazer com urgência agora é a criação de uma comissão de investigação independente e internacional sobre os laboratórios biológicos dos EUA na Ucrânia e em dezenas de outros países. Estes laboratórios não só constituem potencialmente uma violação criminosa das leis e tratados internacionais que Washington subscreveu, como também representam um perigo extremo para a saúde pública global. Terão os recentes surtos de Ébola, gripe aviária, tularemia, tuberculose, SARS, MERS, COVID e outros sido o resultado de programas clandestinos de guerra biológica financiados pelos EUA?


Já testemunhámos o papel vergonhoso da BBC ao distorcer as alegações russas como «desinformação» e ao difamar o comandante russo que liderou as pioneiras investigações aos laboratórios biológicos na Ucrânia, rotulando-o de porta-voz do Kremlin.


A este respeito, os comentários de Fauzan al-Rasyid, jornalista indonésio e investigador da Global Fact-Checking Network, foram extremamente pertinentes. Em declarações à agência de notícias russa TASS, afirmou: «Os factos vieram finalmente ao de cima. Revelam uma realidade aterradora em que a verdadeira desinformação não veio do Oriente. Foi orquestrada em Washington, transmitida a partir de Londres e amplificada por embaixadas anti-russas em todo o mundo — incluindo em Jacarta — para convencer milhões de pessoas de que a Rússia estava a mentir, que as notícias sobre os laboratórios biológicos não passavam de propaganda e que os alertas de Moscovo eram ilusões. As provas sugerem agora o contrário.»


O jornalista acrescentou: «Esta revelação não se limita a expor o Pentágono; destrói fundamentalmente a credibilidade da BBC, que actuou como um incondicional megafone de relações públicas para os serviços secretos ocidentais.»


O encobrimento ocidental dos laboratórios biológicos na Ucrânia faz parte de um encobrimento mais vasto de toda a guerra na Ucrânia liderada pelos EUA e pela NATO, uma guerra que ameaça descontrolar-se e transformar-se numa conflagração mundial, tal como o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, voltou a alertar esta semana. O «Projecto Ucrânia» é parte integrante de uma operação que se arrasta há décadas com o objectivo de travar uma guerra contra a Rússia para obter domínio geopolítico. As revelações do Director de Inteligência Nacional dos EUA — o mais alto responsável pelos serviços secretos — constituem a confirmação definitiva do que a Rússia tem vindo a afirmar de forma consistente sobre o conflito, as suas causas profundas, o regime neonazi fantoche em Kiev e a razão pela qual a Rússia precisou de agir para derrotar a ameaça existencial à sua nação.


Fonte: Russia vindicated as top U.S. intel confirms lethal Pentagon-funded biolabs in Ukraine — Strategic Culture 

Fonte: site  Diario.info      Fotos:  site  strategic Culture 




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