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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Indignados de Oakland bloquearão porto nos EUA.

Washington, (Prensa Latina) A organização Occupy Oakland anunciou o bloqueio do porto da cidade de Oakland, situada a 50 quilômetros de San Francisco, Califórnia, como parte de uma paralisação nacional convocada para hoje. Os manifestantes informaram em um comunicado que seu objetivo é deter as atividades no espigón mais importante para a região do norte da Califórnia. Segundo ativistas, tentarão suspender operações no porto de Oakland antes da mudança de turno de operários da noite, aproximadamente às 19:00, hora local.. Enquanto a prefeitura de San Francisco analisava a possibilidade de converter-se na primeira cidade dos Estados Unidos em reconhecer oficialmente as demandas dos chamados indignados, em contraste com o resto de cidades de Califórnia, onde são reprimidos. O prefeito Ed Lee valorizava uma resolução para reconhecer que os manifestantes têm direito a acampar no Centro Cívico da cidade para protestar, como já o aprovou o Comitê de Serviços Vicinais da prefeitura. Se for aceita a iniciativa, San Francisco seria a primeira população estadunidense com a ordem de não desalojar os indignados em exercício da Primeira Emenda constitucional, que garante a liberdade de expressão. Em outros lugares como Oakland, os manifestantes foram desalojados de seus acampamentos. Assim em San Diego e Fresno enfrentam ordens de desalojamento, enquanto o grupo de Occupy A prepara-se para um eventual desalojamento forçado por parte das autoridades. Também grupos nacionais preparam reuniões para a próxima quinta-feira, onde os que iniciaram os protestos em setembro darão a conhecer suas experiências e ajudarão na criação de novos pontos de ocupação" em todo o país, segundo America for Democracy. Ontem um juiz estadunidense ordenou deixar de aplicar as novas regras implementadas para limitar as manifestações do grupo Ocupar Wall Street (OWS) na cidade de Nashville, Tennessee. Na quinta-feira última, o governador desse estado dispôs permissões especiais para protestar nas ruas e os períodos nos quais é permitido se reunir. Mas, o juiz de distrito, Aleta Trauger, emitiu na segunda-feira uma ordem que impede às autoridades policiais deterem os membros do grupo se eles se reunirem em lugares públicos. A decisão foi considerada uma vitória para os ativistas e a União Americana de Liberdades Civis (ACLU, por suas siglas em inglês), que solicitou uma ordem de restrição temporária para bloquear as severas disposições da semana anterior, indicou a rede CNN. mv/lb/bj Modificado el ( miércoles, 02 de noviembre de 2011 )

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sobre verdades e mentiras.


Recentes pesquisas divulgadas demonstram que os governos de Hugo Chavez e Barack Obama possuem avaliações diferentes por parte das respectivas populações de seus países. O interessante a observar-se é que Obama tem a reprovação de 53% dos entrevistados quando se avalia a forma como vem desenvolvendo os seus trabalhos, ou seja, o modus operandi ( modo de operar ). A pesquisa ainda indica, de forma bastante clara, que Obama é reprovado também na condução da Economia, sobretudo em face as medidas adotatadas recentemente para tentar conter os péssimos indicadores sociais do país. A amostragem foi divulgada pelo jornal Washington Post e ABC News datada de ontem.


Entrementes na Venezuela tudo vai bem para o comandante Hugo Chávez que conseguiu alcançar índices de aprovação da ordem de 59,3%. Exatamente. Aproximadamente 60% da população venezuelana apóia o governo de Chávez para a tristeza da elite entreguista e americanófila.


A pesquisa foi realizada pela conceituada empresa El Grupo de Investigación Social Siglo XXI que apresentou e divulgou os resultados. Estes são claros e bastante contundentes. Não houve nenhuma manipulação de tendências segundo os divulgadores. Para que não paire dúvidas sobre tal informação quem não se lembra do episódio do plebiscito em que Chavéz perdeu ( na ocasião ele propôs reformas constituicionais que obtiveram a aprovação de 49,29% dos votantes , enquanto o “ não” conseguiu 50,71% ) e a Imprensa Golpista Brasileira- cognominada de PIG- por meio de um de seus mais intrépidos representantes, divulgou uma manchete falaciosa, na verdade uma notável “barriga”, na ocasião o grande jornalista Azenha em seu blog viomundo, destacou espetacularmente o vexame do jornaleco decadente de São Paulo. O “jornal” tendenciosamente sugeria que ocorrera uma fraude, ou que o resultado não poderia ser diferente dos desejos do Presidente Chávez. Um vexame com significativos precedentes em publicações no exterior, sobretudo nos Eua, onde a imprensa “cheirosa” do Brasil busca suas inspirações mais proeminentes.



Realmente algo, ao menos aparentemente, não vai bem. A sociedade estadunidense, erigida nos últimos séculos, sobre as bases mais robustas do liberalismo econômico, com as devidas adaptações nascidas e gizadas por notáveis como Adam Smith e John Locke, parece que está se esgotando ou se auto destruindo. A hipocrisia de um Estado onde seus governantes entusiasticamente negaram o Estado regulador e defenderam o livre mercado, leia-se “ vale tudo”, já não cabe mais. A exclusão social que esse modelo provocou e vem a patrocinar pelos quatro cantos do planeta começam a provocar questionamentos. Ainda, é certo, há muito por descobrir.

As expectativas de Obama precisam ser refeitas. Os mafiosos do capital sabem disso. Os crimes dos Eua, o Estado terrorista que é vendido ao mundo como o ideal de sociedade democrática e livre já não cabe mais. A alienação em que medram a maioria dos cidadãos que vivem espalhados pelo globo teve seu prefácio de elucidação a partir da produção intelectual de Marx. Estamos no início de uma longa trajetória onde instituições seculares começam, também, a serem desmascaradas. As redes sociais têm uma força espetacularmente emocionante que assusta esses “segmentos” estamentais ( detentores dos Meios de Produção ) que desconfiam que o seus pesadelos são apenas o início de algo muito maior e que , para eles, é inelutável.


As elites da Venezuela, aquela que adora “Miami beach” e seus portentos shopping Centers, também desconfiam que algo não está bom. Algo está definitivamente errado, vociferam! “Os EUA não farão nada para detê-los ?” dispara outro visivelmente desnorteado.

O modelo então colocado em prática por Chávez, mesmo contando com a grande imprensa furiosa e contrária, e que vem destilando seu veneno diuturnamente sem sucesso, assusta-os e ao mesmo tempo aproxima e unifica o membros e defensores desse secular clube. É, exatamente como o de Bilderberg. “Eles estão confusos, eles caminham de um lado para o outro, (..) estão nervosos e são covardes!” (1)


O povo venezuelano avança em direção a algo muito diferente do legado pelas elites e pelas instituições que secularmente vem anestesiando as sociedades. A certeza, tão cruel para alguns e magnificamente revolucionária para outros, e que são a maioria, é a de que o Liberalismo, que atende a maioria pelo nome de Capitalismo não dá mais conta do recado e tem o seu fim próximo.



Obama e seus mecenas, estejam eles em Roma, Israel ou noutro lugar, sim há outros, sabem perfeitamente que a guerra não poderá salvá-los. A hipocrisia e a mentira, sejam quais forem seus invólucros, não vencerão a verdade. Vivamos o modelo de vida mostrado por Chávez. Reflitamos sobre as catástrofes protagonizadas pelo modelo de Barack Obama e suas conseqüências para o futuro da espécie humana.

1- uma fala do filme "O poder de um Jovem¨". personagem de Morgan Freeman antes de ser assassinado por um nazifascista

terça-feira, 28 de junho de 2011

Começa uma revolução anticapitalista?

por Atílio Borón-


Em uma memorável passagem do Manifesto Comunista, Marx e Engels afirmam que com o seu ascenso a burguesia rasgou impiedosamente o véu ideológico que impedia que os homens e mulheres percebecem a verdadeira natureza de suas relações sociais afogando “o sagrado êxtase do fervor religioso, o entusiasmo cavalheiresco e o sentimentalismo pequeno burguês na gélidas água do cálculo egoísta”.





A atual crise do capitalismo e os crescentes protestos e mobilizações populares contra as políticas de ajuste promovido pelo FMI, o Banco Mundial e o Banco Central Europeu corroboram as palavras proféticas do Manifesto. A nova crise geral do capitalismo mergulhou as ilusões fomentadas pelos mentores e beneficiários da democracia liberal "nas águas geladas do cálculo egoísta". Como dizia um dos cartazes pendurados em Puerta del Sol de Madrid "isto não é uma crise, é uma farsa”. E ao lado dessa dolorosa descoberta, segue outra: a farsa não apenas se executava no terreno econômico. A fraude também foi montada no âmbito político ao ter induzido a maior parte da população a que acreditasse que a sórdida e inescrupulosa plutocracia a que estavam submetidos era uma democracia.

Por isso, a reivindicação exigindo uma "democracia real já" e uma "democracia verdadeira" para substituir a pseudodemocracia cujo interesse excludente é a preservação da riqueza dos ricos e o poderio dos poderosos.



A crise teve o efeito de tornar as pessoas conscientes do mundo desenvolvido, de que tanto eles, como nós no Sul global, somos vítimas de um sistema que tendo sido despojado das roupas que escondiam a sua verdadeira natureza de ontem, submetendo a todos a uma "exploração aberta, descarada, direta e brutal”. E o que chamam de democracia é na verdade a ditadura da oligarquia financeira, que, como lembrava Che na Conferência de Punta del Este, é incompatível com a democracia.



Dias atrás, o Financial Times de Londres publicou um relatório sobre os salários recebidos pelos altos executivos das maiores empresas. A nota diz que "em relação aos banqueiros, a era da contenção (salárial) terminou”.



Em 2010, enquanto o mundo continuou continuava a sua queda livre em direção ao desemprego em massa, as execuções hipotecárias e o empobrecimento generalizado da população, "a remuneração média dos chefes de 15 grandes bancos europeus e dos EUA aumentaram 36% até (atingirem uma média de) 9,7 milhões de dólares”.




Na Espanha, abalada até em seus fundamentos por uma onda de manifestações de "indignação", o presidente do BBVA, Francisco González, ganha cerca de 8 milhões de dólares por ano, enquanto seu colega do Banco Santander, o mais importante da Espanha foi mais ambicioso e os seus esforços em prol dos seus investidores, recompensados com 13 milhões de dólares.



Nesta situação cabe perguntar pelo destino dessas orgulhosas e arrogantes pseudo-democracias, desmistificadas ao calor de uma crise que demonstrou que são regimes políticos fraudulentos à serviço das oligarquias e da opressão dos povos. Serão estes protestos e mobilizações o precipitar de revolução anticapitalista? Difícil saber, mas parece certo que "os de baixo não podem e não querem continuar vivendo como antes”, para usar a formulação clássica de Lênin.



Os protestos, que agora comovem a Europa, talvez possam ser a ante-sala de uma revolução anticapitalista, mas isso é um processo e não um ato. A luta de classes e a resistência ao imperialismo e seus "cães de guarda" no sistema financeiro global (o FMI, o Banco Mundial, o BCE) podem fazer com que o princípio iniciado como um protesto contra o desemprego, a redução salarial e os cortes nas verbas sociais terminem sendo o motor que impulsiona até agora a improvável e imprevisível revolução no coração do capitalismo desenvolvido.



É muito cedo para dizer, mas nós sabemos que a partir de agora as coisas serão diferentes: a de que os condenados da terra não querem continuar vivendo como antes e os ricos estão começando a perceber que eles não podem continuar dominando como antes. São condições necessárias - embora insuficientes –, de uma revolução, o que não é pouca coisa.



O intelectual Atilio Boron é sociólogo argentino e analista internacional.

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