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quarta-feira, 16 de abril de 2014

O que «eles» dizem e o que «eles» fazem.

“Por mais que tentemos, bem lá no fundo  algo nos diz, meu caro, que a realidade é bem outra”.  Foi  com prenúncios  desse tipo  que  os primeiros  pensadores,  no limiar da alta  idade média, apontavam  e destinavam   suas observações  e conclusões  diretamente para o poder  que, oriundo do centro de Roma,  da temerosa Igreja, acostumada  a    arremessar os seus terríveis tentáculos   contra  cada ser vivente do planeta, para anestesiá-los e apropriar-se de suas mentes e vidas,  ampliava cada vez mais os seus  gigantescos domínios..


Não demoraria muito para que as produções  intelectuais desses  magníficos humanos se tornassem um perigo e suas vidas  perdessem o valor.  Nesse tipo de jornada   a morte  era certa e  sempre rodeada  de  extremos atos de crueldade.   Quanto mais se atrevessem a mostrar a verdade, mais desgraças caiam sobre  os habitantes do planeta   que terminavam por pagar, por assim dizer, pela sua ignorância  e subserviência  o preço, talvez  mais elevado de tudo isso: o atraso  social  mundial  e as ações criminosas  que buscavam  desvirtuar a evolução humana.  

As Cruzadas e tantas outras  expedições  condenáveis podem ser  exemplificadas para confirmar tão detestável fenômeno.     Mas os tempos são outros, alguém diria!!!  Não, não são!!          Exatamente  meu caro, não são!!!   Apenas tentam nos fazer ver o que,   há milhares de anos,  vêm  executando  e tanto  desejam!!!     

Prof  jeovane

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Jorge Messias.

A Igreja católica, criada há dois mil anos é uma das mais antigas e poderosas instituições do mundo… A Igreja jamais perdeu as suas fortunas, sobretudo devido a não pagar impostos em quase todos os estados, podendo movimentar o dinheiro e investir nos mercados da maneira que quiser... Sabe-se que, apenas em ações e obrigações, o Vaticano tem investimentos de mais de 8 bilhões de dólares; que controla interesses da indústria dos armamentos; que possui, em todo o mundo mais de 100 000 grandes propriedades (só na Alemanha, o valor destes latifúndios é calculado em cerca de 100 000 reais brasileiros). Talvez que com todo este dinheiro pudéssemos acabar com boa parte ou com toda a fome no Mundo...» (Malaquias da Silva,“O lado oculto da Igreja Católica”).

«São Pedro não tinha conta no banco e quando teve de pagar os impostos, o Senhor mandou-o ao mar pescar e encontrar a moeda dentro do peixe, para pagar… E, quando S. Filipe – como está descrito nos Atos dos Apóstolos – encontrou o ministro da economia da rainha, não pensou “Bem! Criemos uma organização para sustentar o Evangelho… Não, não fez com ele um negócio! Anunciou, batizou e… foi-se embora...» (Papa Francisco I, em declarações citadas pela Agência Ecclesia).

O Vaticano tornou-se paragem obrigatória para os grandes illuminati neoliberais. Todos os caminhos vão dar a Roma e à sede de uma Igreja mundial cada vez mais necessária a um sistema anti-histórico de loucos que constantemente ameaça fragmentar-se e desabar, produzindo o caos. Dirigido por grandes senhores fabulosamente ricos, procura reduzir o trabalho à escravidão. Por onde passa fica a miséria. E a miséria gera a revolta das massas populares, aquilo que, em boa verdade, mais apavora os ricos.


Por isso, desde Obama ou Merkel a Durão Barroso ou Dilma, todos os novos e velhos nababos vão beijar o anel de S. Pedro e falam com o Papa, a sós. O Vaticano fornece ao capitalismo a fachada e os bastidores. Atenua os choques sociais e a ira popular. Faz-se pagar bem, como comprovam os lucros que tem e crescem em plena sangria dos povos. Diz-se que só a Tesouraria da Santa Sé tem um «porta-moedas» de 600 milhões de euros e gere um banco central (o IOR) e uma cidade-estado (o Vaticano ) que rendem biliões anuais.

O neocapitalismo já nem sequer tenta disfarçar que as massas financeiras que rouba aos pobres e aos trabalhadores vão direitinhas para a banca das máfias e escorrem para os cofres dos que promovem a fome e a miséria no mundo. As altas hierarquias religiosas alinham na vanguarda e na retaguarda do imperialismo capitalista. Um só exemplo, para ajudar à «fotografia» do gigantesco escândalo que envolve leigos e altos eclesiásticos promotores da pobreza e da fome «globais»: em 2012, os 100 mais destacados dirigentes financeiros (incluindo bancos, ONG, fundações, etc.) foram pagos pelo peso de oiro de 241 biliões de dólares. Entretanto, multidões de seres humanos eram torturadas e imoladas nos altares do lucro, da fome, da doença, do desemprego e das guerras.

O Papa e os cardeais juram a pés juntos que não é esta a situação que gostariam de ver instalar-se na Terra. Mas propõem o regresso à utópica fachada da solidariedade filantrótica dos ricos para com os pobres, enquanto avalizam projectos neonazis como os de um único governo mundial capitalista e de uma só central bancária universal.

Na Igreja do Vaticano, a teoria contradiz a acção. Posição inaceitável para os comunistas mas que estes sabem distinguir da luta de classes corajosamente assumida por milhões de crentes católicos ou de outas confissões. Dizia o camarada Álvaro Cunhal, com palavras límpidas que espelham bem os nossos dias: «Os comunistas não têm uma concepção ideológica separada de uma intervenção prática. Ao contrário da Religião, não aceitamos o conformismo e a resignação. Não estamos a lutar por uma concepção; usamos o conceito como instrumento para solução de problemas concretos da humanidade e pela transformação de uma sociedade que os venha a resolver… Estamos cá na Terra, com os pés assentes na terra!...».

Fonte: Avante-    imagem internet 


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