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sábado, 10 de novembro de 2012

Sem terra . Área ocupada desde 2005 está ameaçada de despejo


Justiça concede liminar de expropriação da área do acampamento Milton Santos, favorecendo latifundiários donos da Usina Ester

As famílias  do Assentamento Milton Santos, entre os municípios de Americana e Cosmópolis, interior de São Paulo, estão ameaçados de despejos por ordem da justiça que concedeu liminar favorável para a família Família Abdala.

As famílias ocupam a área desde 2005. No total vivem no assentamento cerca de 68 famílias. O assentamento foi considerado pelo Embrapa como modelo. A produção do assentamento, hoje, abastece cerca de 12.000 famílias na região de Campinas. A produção do acampamento produz cerca de trinta toneladas de alimentos por mês. As famílias já têm acesso a programas de fomento à produção e moradia do próprio governo federal.

A terra pertencia à União desde 1976. A dívida pública dos seus proprietários levou  o governo repassar as terras para o INSS. No entanto, as terras estavam ocupadas pelos fazendeiros que utilizam as terras para para produzir cana de açúcar.

A Usina Ester possui grande poder político na região e outros acampamentos próximos ao assentamento Milton Santos já foram vítimas da violência dos latifundiários. A Polícia Militar já chegou a despejar famílias apenas por vontade dos usineiros, sem nenhuma ordem judicial.


A repressão dos latifundiários contra os trabalhadores sem terra está aumentando. A perseguição aos camponeses, bem como as comunidades indígenas é um eixo central da ofensiva da direita contra os trabalhadores. para garantir estes ataques, os latifundiários contam com o apoio da justiça que atua sob encomenda, abrindo caminhos para desocupações. Os trabalhadores devem manter a ocupação e resistir contra a investida dos latifundiários e seus capachos.

O exemplo do acampamento Milton Santos demonstra o retrocesso imposto pelo latifúndio. As terras ociosas da empresas rurais são os responsáveis por um enorme atraso histórico do país.

Fonte: site PCO



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