Justiça concede liminar de
expropriação da área do acampamento Milton Santos, favorecendo latifundiários
donos da Usina Ester
As famílias do Assentamento Milton Santos, entre os
municípios de Americana e Cosmópolis, interior de São Paulo, estão ameaçados de
despejos por ordem da justiça que concedeu liminar favorável para a família
Família Abdala.
As famílias ocupam a área desde
2005. No total vivem no assentamento cerca de 68 famílias. O assentamento foi
considerado pelo Embrapa como modelo. A produção do assentamento, hoje,
abastece cerca de 12.000 famílias na região de Campinas. A produção do
acampamento produz cerca de trinta toneladas de alimentos por mês. As famílias
já têm acesso a programas de fomento à produção e moradia do próprio governo
federal.
A terra pertencia à União desde
1976. A dívida pública dos seus proprietários levou o governo repassar as terras para o INSS. No
entanto, as terras estavam ocupadas pelos fazendeiros que utilizam as terras
para para produzir cana de açúcar.
A Usina Ester possui grande poder
político na região e outros acampamentos próximos ao assentamento Milton Santos
já foram vítimas da violência dos latifundiários. A Polícia Militar já chegou a
despejar famílias apenas por vontade dos usineiros, sem nenhuma ordem judicial.
A repressão dos latifundiários
contra os trabalhadores sem terra está aumentando. A perseguição aos
camponeses, bem como as comunidades indígenas é um eixo central da ofensiva da
direita contra os trabalhadores. para garantir estes ataques, os latifundiários
contam com o apoio da justiça que atua sob encomenda, abrindo caminhos para
desocupações. Os trabalhadores devem manter a ocupação e resistir contra a
investida dos latifundiários e seus capachos.
O exemplo do acampamento Milton
Santos demonstra o retrocesso imposto pelo latifúndio. As terras ociosas da
empresas rurais são os responsáveis por um enorme atraso histórico do país.
Fonte: site PCO







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