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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Senado argentino decidirá hoje sobre expropriação da YPF.


Buenos Aires- O plenário de comissões que debate o projeto de lei para expropriar 51 por cento da petroleira YPF estará hoje em condições de emitir a decisão da maioria, considerou o senador Aníbal Fernández.

  Esta tarde seguramente poderemos emitir a decisão para que a iniciativa entre na próxima quarta-feira no recinto e comece a ser discutida formalmente sua aprovação definitiva, indicou o legislador em declarações a um canal de televisão local.

 Fernández considerou além disso que "não deve haver inconvenientes para obter a meia sanção do Senado" ao projeto, que declara de interesse público nacional e como objetivo prioritário o avanço do auto abastecimento de hidrocarbonetos.

 O mesmo caráter outorga também à exploração, industrialização e comercialização destes recursos, a fim de garantir o desenvolvimento econômico com igualdade social no país.

 Com relação ao início dos debates ontem nas comissões de Assuntos Constitucionais; Orçamento e Fazenda; e Mineração, Energia e Combustíveis, o ex-chefe de Gabinete disse que decorreram com normalidade e sem que chegasse a "subir o tom".

 Como sempre, comentou, alguns falam e falam com prólogos espetaculares, mas depois fazem perguntas sem sentido porque estão sustentadas em dados falsos. "Parecem um jornal molhado, pois não se lhes entende nada", lamentou.


 Ontem, compareceram ao início das discussões da iniciativa do Executivo o ministro de Planejamento e designado interventor da YPF, Julio De Vido, e o vice-ministro de Economia Alex Kicillof.

 Em sua intervenção, De Vido destacou que "Gás, petróleo e trabalho" será a máxima que regerá da qui para frente as atividades da nova Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) da Argentina.

 Assegurou que a expropriação prevista de 51 por cento das ações da petroleira, hoje nas mãos da espanhola Repsol, permitirá que o auto abastecimento de combustíveis seja política de Estado, por isso chamou os senadores ao Congresso para aprovar rapidamente a norma.

 Do mesmo modo, revelou que muitas empresas multinacionais têm demonstrado seu interesse para pôr em valor estes recursos, que existem e têm uma importância fundamental para a economia e para o modelo de desenvolvimento que a presidenta Cristina Fernández quer, sublinhou.

Fonte : Prensa Latina

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