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sábado, 11 de junho de 2011

Apagão que ocorre em São Paulo tem origens nas Administrações criminosas dos tucanos que culminaram com a privatização do setor elétrico e o sucateamento dos serviços!



A AES Eletropaulo informou na manhã desta sexta-feira que restabeleceu totalmente o fornecimento de energia elétrica em bairros de São Paulo. O blecaute foi provocado pela chuva, acompanhada por fortes rajadas de vento, que atingiu a cidade e Grande São Paulo na última terça-feira (7).

Segundo a empresa, até quinta-feira (9), os problemas se concentravam em trechos de ruas dos bairros das zonas sul e leste da capital, e em áreas dos municípios de Cotia, Osasco e Itapecerica da Serra, na região metropolitana.

Durante o blecaute, a empresa estima que recebeu cerca de 1 milhão de ligações, o que teria congestionado o serviço de atendimento ao consumidor. Diante disso, a empresa afirma ter ampliado em 20% o setor de tele-atendimento.

Essa foi a desculpa que a empresa deu a imprensa que, como de costume, difundiu-a de forma rotineira e assídua- coisas típicas do PIG( para que você não se esqueça- partido da imprensa golpista). O governador do PSDB Geraldo Alckmin, o maior responsável pelo sucateamento dos serviços públicos do estado, disse a imprensa como um verdadeiro “anjo protetor” que tudo será resolvido com os acertos que a empresa deverá fazer no setor.


Todavia vamos a verdade! Já há mais de uma década da privatização do setor energético paulista, os apagões continuam acontecendo em São Paulo e na região metropolitana produzido pela multinacional norte-americana AES-Eletropaulo. O mais recente , vergonhoso e prejudicial acontecimento se deu nesta semana quando parte da capital paulista e várias regiões do interior do estado de São Paulo ficaram sem energia elétrica por horas.

Em São Paulo há o destaque inquestionável de três figuras lamentáveis e responsáveis por esse tipo de acontecimento. O ex presidente do Programa Estadual de Desestatização do governo estadual, Geraldo Alckmin, José Serra, o herói das empresas de pedágio, e o príncipe e professor de todos eles o inconfundível FHC, o terrível.
Os arautos do neoliberalismo e das privatizações identificados com o seu significado prático: queda na qualidade dos serviços, falta de energia, aumento da conta de luz, sucateamento e demissões.

Vários encontros e Audiências públicas foram provocadas e promovidas pelo Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia), Federação dos Trabalhadores Urbanitários do Estado de São Paulo (FTIUESP) e por várias lideranças políticas de esquerda com destaque para as iniciativas levadas a termo pelo deputado Rui Falcão (PT), hoje presidente Nacional do PT, que reuniu durante vários períodos de luta contra as insistentes práticas criminosas dos tucanos, dezenas de lideranças sindicais, lideranças dos movimentos sociais e parlamentares, que condenaram o sucateamento do sistema elétrico paulista e a sua entrega ao capital privado – a maioria internacional – que tem multiplicado os apagões que a mídia “limpinha” tenta culpar justamente aqueles que têm lutado contra a entrega de tão importante setor para o controle internacional, como é o caso da AES-Eletropaulo, um presente dos tucanos para os estadunidenses.

Entre os absurdos proporcionados pelo desmantelamento do patrimônio público dos paulistas, é interessante observar que esta multinacional, chegou mesmo a dar calote na dívida com o BNDES, sem falar na proliferação de CNPJs para driblar a fiscalização (...) Só para relembrar, quem não se recorda da famigerada cena do vergonhoso episódio e do afinco do então ministro do Planejamento de FHC, José Serra, segurando o martelo da privatização da Espírito Santo Centrais Elétricas (Escelsa)?

A privatização desse setor foi, como disse aquele bravo operário que ajudou a construir, com o seu trabalho, a empresa que agora via o seu controle passar aos gringos e máfias econômicas que nunca respeitaram, nem respeitarão, os trabalhadores “uma tragédia anunciada” em que os tucanos de São Paulo “rifaram o patrimônio público” em nome do “abate de uma dívida que só cresceu, enquanto as tarifas subiram astronomicamente, a qualidade dos serviços despencou e os apagões se tornaram cada vez mais freqüentes, penalizando duplamente a população”.

Mais detalhes que contribuem determinantemente para reforçar essa perspectiva.
ALTAS TARIFAS - Levantamento apresentado pelo presidente da Federação dos Urbanitários, Djalma de Oliveira, demonstrou que após a privatização/desnacionalização, a energia brasileira passou a ser a quinta mais cara do mundo, algo completamente injustificável, principalmente porque países com a mesma matriz hidráulica, como Canadá e Noruega, ocupam respectivamente a 29ª e 30ª posição. Depois da “venda” do patrimônio público, apontou Djalma, as tarifas aumentaram em mais de 200% acima da inflação, com percentuais que estampam o tamanho do crime cometido pelo tucanato. Na década de 1997/2007, contra uma inflação acumulada de 96,80% (ICV-Dieese) ou 93,53% (IPCA-IBGE), o reajuste de energia elétrica na Região Sudeste alcançou 261,63% (comercial); 262,94% (residencial) e 395,74% (industrial).

O presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas/Sinergia CUT, Gentil Teixeira de Freitas, foi entrevistado na noite da última quinta, dia 9, no “Jornal da EPTV”, afiliada da Rede Globo.

Gentil falou sobre as consequências da terceirização e a falta de pessoal no atendimento da CPFL, que vem prejudicando em cheio à população. O assunto se tornou destaque na mídia desde a última terça-feira (07), quando uma tempestade atingiu a região derrubando árvores e postes e deixando sem energia residências e comércios. A demora para a CPFL resolver o problema da falta de energia elétrica em Campinas gerou pane e indignação.

Na verdadeira há uma epidemia de acidentes de trabalho ocorrida por conta da precarização e terceirização dos serviços, que são um câncer no setor elétrico A prática anti-sindical das empresas que amealharam o patrimônio público é outro grande legado das ações criminosas do PSDB. Essas empresas estrangeiras não dão a mínima justificativa para descumprirem acordos com os trabalhadores.

Entre os inúmeros exemplos de descalabro, podemos citar a explosão da uma subestação de energia no bairro de Pirituba, na Capital, em novembro de 2009, causada por falta de pessoal e de manutenção.


Muitos deputados ideologicamente de esquerda como o deputado Rui Falcão, afirmou haver extrema dificuldade encontrada pelos parlamentares para fiscalizar as empresas após as privatizações. “Os serviços privatizados pioraram e os preços das tarifas representam um peso no orçamento doméstico e um aumento nos custos de produção. Hoje, São Paulo está à mercê dos monopólios privados”. O petista também criticou a irracionalidade de repassar o patrimônio público dos paulistas para mãos estrangeiras, como foi o caso da CTEEP, de posse dos colombianos da ISA.

Fazendo um histórico do descalabro tucano, o parlamentar lembrou que as privatizações renderam R$ 32,9 bilhões, mas o Balanço Geral do Estado mostra que a dívida consolidada cresceu de R$ 34 bilhões em 1994 para R$ 138 bilhões em 2004. “Resumo da privataria: Alckmin vendeu 2/3 das estatais, mas a dívida cresceu 33,5% em dez anos” , frisou.

“Não há razão para enxugamento das estruturas, para não cumprir contratos, para não investir em manutenção preventiva, em expansão da rede, porque essas empresas privadas já acumulam mais de R$ 20 bilhões de geração de caixa, com lucros superiores a R$ 15 bilhões”, destacou o parlamentar petista. Conforme Rui Falcão, apenas nos últimos seis anos, cinco empresas alcançaram geração de caixa de R$ 17.65 bilhões: CTEEP (R$ 5,03 bilhões); EBE (1,53 bilhões) ; Eletropaulo (R$ 4,951 bilhões); AES Tietê (R$ 3,92 bilhões) e Duke (R$ 2,21 bilhões).

DEMISSõES - Uma pesquisa realizada pela subseção do Dieese-Energéticos com base em relatórios da administração, compara o número de trabalhadores das empresas na época da sua privatização (25.677) com o ano de 2008 (14.055), comprovando a redução de 45,26% no quadro de funcionários. Houve perda de postos de trabalho em todas as privatizadas: CPFL - de 5.524 trabalhadores baixou para 3.028 (-45,18%); Eletropaulo – de 7.668 para 4.141 (-46%); CTEEP – ISA – de 2.737 para 1.327 (-51,52%); AES Tietê – de 832 para 318 (-61,78%); DUKE – de 400 para 304 (-24%); Bandeirante – de 4.503 para 1.068 (-76,28%); Elektro – de 2.757 para 2.678 (-2,87%) e CPFL Piratininga – de 1.256 para 1.191 (-5,18%).

ACIDENTES - O número de acidentes no setor entre 1999/2008 não deixa dúvidas sobre os graves riscos - para o usuário - da substituição de trabalhadores qualificados por pessoal de “empresas contratadas”. Ocorreram neste período 1368 acidentes (+ 56,8%) com o público – envolvendo tratamento médico de zero a 15 dias; 236 acidentes (+ 233,33%) com tratamento médico de 15 dias a dois meses; 141 acidentes (+500%) com tratamento médico de dois a quatro meses; 120 acidentes (-21,43%) com lesões corporais graves (perda de órgãos e invalidez temporária, etc.) e 566 acidentes (+26,47%) com morte ou invalidez permanente. No mesmo período os acidentes com empresas contratadas foram 1498 (+ 41,25%) envolvendo tratamento médico de zero a 15 dias;, 273 acidentes (+ 75,00%) com tratamento médico de 15 dias a dois meses; 81 acidentes (+80%) com tratamento médico de dois a quatro meses; 29 acidentes com lesões corporais graves (perda de órgãos e invalidez temporária, etc.) e 56 acidentes (+100%) com morte ou invalidez permanente.

É por esse e por outros tipos de ações estúpidas, descabidas e criminosas, levadas a termo pelas administrações tucanas, com o apoio de amplos setores dos meios de comunicação, que tem ampliado inegavelmente o número de riscos a população e ao país. Em nenhum momento se fala sobre a verdadeira situação desse setor. E em quase todas as ocasiões em que ele vem a pauta tenta-se, de forma desavergonhada, desinformar a sociedade escondendo a verdade sobre os motivos que tanto afligem a própria sociedade.

Por mais que tentem incutir essas falácias e crendices ao povo de que as privatizações são corretas, com o desenvolvimento e o surgimento de outros vetores de comunicação, como a web por exemplo, a sociedade começou a inquirir os fundamentos dessas “ revelações” neoliberais. Aqueles que pensavam, e cujo número se tornava cada vez maior, graças as mentiras do PIG, já se não podiam satisfazer com a lacônica e impositiva sentença dos “arautos econômicos” do PIG. Hoje já indagam, querem saber como. Muitos já desconfiam de manobras e de ingredientes sórdidos empregados para a realização desses feitos. Qual a ordem de sucessão desses fatos e quem mais ganhou com todos esses enlaces? Perguntas desse tipo surgem aqui o e alhures! Cabe a cada um de nós compreendê-las, ainda que para alguns pequenas partes do fenômeno E isso contribuirá e virá, por certo,a aumentar o nosso cabedal de inteligência!

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