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sábado, 25 de maio de 2013

O fogo amigo dos sionistas brasileiros


Por Raul Longo.

O que me escandaliza não é o Rui Mesquita — que já foi. Atrasado, mas foi! — ser judeu. Bob Civita é outro judeu e isso não me escandaliza em nada.

Não me escandalizam porque sei que apesar do trabalho conjunto entre judeus sionistas e os nazistas na II Guerra, nem todos os socialistas judeus foram exterminados e ainda tem muitos bons judeus espalhados pelo mundo para um dia se libertar o povo de Israel dos criminosos nazi-sionistas.
condicionamento de massas. Judeu libertário dono de empresa de comunicação de verdade, se que existe, é raríssimo. Com perdão à má memória o Roberto Marinho, por exemplo, era judeu. Dizia-se católico, mas na hora de reportar os crimes nazistas do Estado de Israel contra os palestinos e árabes em geral se revelava sionista dos mais sinistros.

Católico para disfarçar a origem judaica ou por real conversão, também pouco importa, pois judeu não é etnia nem nacionalidade. É religião. A etnia é semita, como a de qualquer palestino e de todo o povo árabe, incluindo os hebreus. Já que foi forjado um país chamado Estado de Israel, digamos que Roberto Marinho era um descendente de israelitas que se dizia católico, mas pelos veículos de suas empresas de condicionamento
Também não me escandaliza os retardatários Rui e Robert serem sionistas. Pelo mundo afora os sionistas são mesmo os maiores detentores dos meios de
de massas se assumia um autêntico sionista, com todas as mentiras e deturpações da realidade dos fatos, comuns ao sionismo.

Isso de alguém se assumir sionista deveria ser execrável, já que sionista e nazista são sinônimos com nacionalidades diferentes. Nazistas eram aos judeus quando foram os nazistas.

Então não é por acaso que os donos dos maiores conglomerados os sionistas alemães e sionistas são os nazistas israelitas que dizem seguir a fé judaica. Mas em mesmo há Israel muito rabino que contesta e diz que todo sionista é tão infernal e nocivo
condicionamento de massas do Brasil: Organizações Globo, Editora Abril e O Estado de São Paulo apoiavam a Ditadura Militar, de franca orientação nazista.

Só aqui no Brasil é que se faz de conta que a Ditadura Militar não foi nazista, pois o resto do mundo inteiro reconhece e a Argentina assume que a ditadura militar lá deles foi nazista. Ainda agora, com a outra retardatária da Thatcher, um amigo inglês lamentou os bombardeios que seu país sofreu na II Guerra Mundial para depois vir a ser governado por uma nazista. E confirmou: “Tão nazista que era amiga do Pinochet”.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Como foi inventado o povo judeu - um livro importante de Shlomo Sand


Brasil de Fato- O livro de Shlomo Sand sobre a invenção do Povo Judeu é, além de um lúcido ensaio histórico, um ato de coragem


Miguel Urbano Rodrigues



Uma chuva de insultos fustigou, em Israel, Shlomo Sand quando publicou um livro cujo título - “Como foi inventado o povo judeu” - desmonta mitos bíblicos que são cimento do Estado sionista.

O professor de Historia Contemporânea na Universidade de Tel Aviv nega que os judeus constituam um povo com uma origem comum e sustenta que foi uma cultura específica, e não a descendência de uma comunidade arcaica unida por laços de sangue, o instrumento principal da fermentação pré-nacional.

Para ele, o “Estado judaico de Israel”, longe de ser a concretização do sonho nacional de uma comunidade étnica com mais de 4.000 anos, foi tornado possível por uma falsificação da história dinamizada no século XIX por intelectuais como Theodor Herzl.

Enquanto acadêmicos israelenses insistem em afirmar que os judeus são um povo com um DNA próprio, Sand, baseado numa documentação exaustiva, ridiculariza essa tese não-científica.

Não há, aliás, pontes biológicas entre os antigos habitantes dos reinos da Judeia e de Israel e os judeus do nosso tempo.

O mito étnico contribuiu poderosamente para o imaginário cívico. As suas raízes mergulham na Bíblia, fonte do monoteísmo hebraico. Tal como a Ilíada, o Antigo testamento não é obra de um único autor. Sand define-o como “biblioteca extraordinária” que terá sido escrita entre os séculos VI e II antes da Nossa Era. O mito principia com a invenção do “povo sagrado”, a quem foi anunciada a terra prometida de Canaã.

Carecem de qualquer fundamento histórico a interminável viagem de Moisés e do seu povo rumo à Terra Santa e a sua conquista posterior. Cabe lembrar que o atual território da Palestina era então parte integrante do Egito faraônico.

A mitologia dos sucessivos exílios, difundida através dos séculos, acabou por ganhar a aparência de verdade histórica. Mas foi forjada a partir da Bíblia e ampliada pelos pioneiros do sionismo.

As expulsões em massa de judeus pelos assírios são uma invencionice. Não há registro delas em fontes históricas credíveis.

O grande exílio da Babilônia é tao falso como o das grandes diásporas, quando Nabucodonosor tomou Jerusalém, destruiu o Templo e expulsou da cidade um segmento das elites. Mas a Babilônia era há muito a cidade de residência, por opção própria, de uma numerosa comunidade judaica. Foi ela o núcleo das criatividades dos rabinos que falavam aramaico e introduziram importantes reformas na religião mosaica. Sublinhe-se que somente uma pequena minoria dessa comunidade voltou à Judeia quando o imperador persa Ciro conquistou Jerusalém no início do Califado Abássida, no século VIII da Nossa Era.

Quando os centros da cultura judaica de Babilônia se desagregaram, os judeus emigram para Bagdá, e não para a “Terra Santa”.

Sand dedica atenção especial aos “Exílios” como mitos fundadores da identidade étnica.

As duas “expulsões” dos judeus no período Romano, a primeira por Tito e a segunda por Adriano, que teriam sido o motor da grande diáspora, são tema de uma reflexão aprofundada pelo historiador israelense.


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