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sábado, 8 de abril de 2017

Da Ditadura genocida à concentração e miserabilização atual

Julio C  Gambina,

Há 41 anos, um golpe militar instaurou na Argentina a ditadura mais sangrenta da sua história. Mas os interesses que esses militares defenderam através da mais bárbara repressão e de um violentíssimo terrorismo de Estado tiveram e têm continuidade no quadro constitucional posterior a 1983. São os interesses do grande capital, contra os interesses e direitos e contra a ação organizada dos trabalhadores e do povo.

A 41 anos do golpe genocida de 24 de Março de 1976 há que fazer memoria e recuperar os objetivos então propostos pelas classes dominantes para considerar quanto alcançaram e como o aprofundam na atualidade.

Com o terror de Estado exerceu-se a “necessária” violência para reestruturar a economia, o estado e a sociedade, e por isso a cultura do medo, mediante a repressão explícita, para obter uma férrea disciplina social. Por isso não deve surpreender a argumentação ideológica no presente contra a mobilização social em defesa dos direitos dos de baixo. É a cultura repressora da dominação que defende o direito a circular juntamente com os de propriedade, contra os dos trabalhadores, seus salários e condições de emprego.

Sim, há matizes em 41 anos, não é o mesmo a ditadura e os governos constitucionais, não necessariamente “democráticos”; mas existem algumas regularidades institucionais que atravessam todo o período.

terça-feira, 2 de junho de 2015

As migrações não caem do céu

Fernando Buen Abad Domínguez

A burguesia derrama lágrimas de crocodilo pelos mortos no Mediterrâneo. Finge ignorar que os principais responsáveis por essas mortes são o capitalismo e o imperialismo, as suas agressões militares, a exploração desenfreada, o bárbaro saque que prosseguem das riquezas e dos recursos dos países de onde fogem esses migrantes.

Urge a unidade Sul-Sul

Todos os dias milhões de pessoas expulsas das suas terras por variadas e intermináveis razões vão, condenados pelo capitalismo, em busca de migalhas laborais e de esmolas políticas. Vão com a sua descomunal carga de miséria planetária aos ombros e com a esperança de que a sorte os acompanhe para que não morram na tentativa. Na Alemanha, em Itália, em França, em Espanha… e nos EUA, por exemplo, políticos, clérigos e empresários reúnem-se para ensaiar gestos de perplexidade e consternação. Aplaudem-se entre si, dão palmas nas costas, reúnem algumas dádivas e regressam satisfeitos ao sonho uterino mass media com suas câmaras e os seus microfones treinados em inocular um pouco de tranquilidade aos seus chefes bancários e aos seus pares empresários. “Já foram tomadas as medidas pertinentes para atender a esta emergência”.

Em um sector nada pequeno da burguesia planetária vive a ideia de que a “Gente que Faz”, quer dizer a que é realmente útil e produtiva, é aquela que “faz” negócios, que acumula propriedades e que “faz” dinheiro. Dizem-no sem se engasgar em público e em privado, é uma convicção enraizada e é um pilar da ideologia dominante. Todos os demais são um lastro, são um estorvo ou são inimigos do “fazer”. E custam caro. Em Espanha já se organiza a rapaziada enamorada da limpeza… étnica. Na Argentina a direita conta com poucos, estão emocionados.

Esse sector sente e crê que o mundo foi feito por eles e para eles, é o seu mundo. Sentem e creem que tudo o que os “outros” fazem e exigem é um abuso, um furto, um parasitismo da maioria que não só exerce de lastro como desfeia torna perigosa a “paisagem”. Consola-se a burguesia mirando-se no espelho de uma arrogante ideologia baseada na exclusão e no desprezo. É a irracionalidade funcional da propriedade privada.

sábado, 30 de maio de 2015

O inevitável colapso econômico no Brasil... e no mundo

Alejandro Acosta

“O capitalismo se encontra em fase terminal, com várias pontes de safena. A estorinha do "empreendedor" que abria uma empresa para ganhar dinheiro é coisa de um passado remoto. Hoje é o assalto em larga escala dos cofres públicos e dificuldades crescentes para obter lucros a não ser por meio da especulação financeira ultra parasitária ou o trabalho semi escravo.”

“Um novo colapso capitalista aparece no horizonte. Desta vez, as proporções parecem ser apocalípticas. Ainda maiores que as do colapso de 2008.”

Uma grande bolha prestes a estourar

De acordo com o economista norte-americano Nouriel Roubini, a mãe das bolhas financeiras, as emissões de moeda podre pelos bancos centrais das principais potências, cresceu numa escala insustentável e atingiu um ponto tal que já se interliga, de maneira assustadora, com as demais bolhas, como a bolha imobiliária, a das bolsas, a das commodities e à especulação financeira em geral.
Roubini, em 2006, previu o colapso da chamada subprime em 2008, explicando por que iria desatar uma crise de proporções enormes. Desta vez, ele tem detalhado o por que é inevitável que estoure uma crise ainda maior a partir do esgotamento dos anabolizantes para as grandes empresas. Um dos principais sintomas é que os repasses de recursos para os monopólios, apesar de serem cada vez maiores e as taxas de juros que, em vários países, já são negativas, a economia não somente não tem saído do lugar, como, em termos produtivos, continua encolhendo.

Somente a Europa e o Japão têm emitido mais de US$ 3 trilhões em títulos financeiros com taxas de juros negativos. Bom para as grandes empresas, porque são pagas para receberem empréstimos do estado, e ruim para 95% da população que investe apenas para fugir das perdas inflacionárias.

O capitalismo se encontra em fase terminal, com várias pontes de safena. A estorinha do "empreendedor" que abria uma empresa para ganhar dinheiro é coisa de um passado remoto. Hoje é o assalto em larga escala dos cofres públicos e dificuldades crescentes para obter lucros a não ser por meio da especulação financeira ultra parasitária ou o trabalho semi escravo.

Fica mais espesso o caldo do próximo colapso capitalista mundial

Os fatores que levaram à crise de 2008 continuam atuando e com mais força do que nunca. Os preços das principais empresas norte-americanas, listadas no S&P 500, têm visto cair seus valores, seus lucros e as avaliações de risco.

As explosões que aconteceram em 1974 (crise do petróleo e crise capitalista mundial), 1987 (operações de alta frequência) , 1998 (fundo LCTM), 2001 (bolha de Internet), 2008 (subprime e colapso capitalista mundial) tendem a parecer um jogo de crianças na comparação com a próxima bolha do crédito, que envolve diretamente os bancos centrais. Para voltar ao balanço de 2008, a Reserva Federal norte-americana precisaria enxugar do sistema financeiro pelo menos US$ 4,5 trilhões, o que hoje é impossível sem provocar uma quebradeira em massa.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Marx sempre soube disso

Diario Liberdade-  A revista "Rolling Stone" reuniu cinco características sistemáticas do capitalismo contemporâneo pressagiadas pelas teorias marxistas há 150 anos.

 Da crise econômica até a febre por comprar novos "gadgets", estas características da sociedade moderna demonstram que Karl Marx tinha razão. Comprove com seus próprios olhos.

1. A Grande Recessão ('A natureza caótica do capitalismo')

Diferentemente do socialismo, em que o Estado pode controlar todas as etapas de produção e distribuição, o livre mercado, segundo o materialismo histórico, é um sistema espontâneo e caótico, sempre propenso à crises e depressões econômicas.

Efetivamente, este padrão previsto pelo marxismo já se esboçou na Grande Depressão de 1929 e se apresentou novamente em 2008 com o colapso do mercado imobiliário nos EUA e o início da nova crise econômica mundial, provocada pelo uso de instrumentos financeiros que Karl Marx chamava "capital fictício", como as ações e as permutas de descumprimento de crédito, que atualmente ameaça com uma nova recessão global.

2. iPhone 5 ('Apetites imaginários')

Há mais de cem anos, Marx advertiu que a criação de falsas necessidades era uma tendência inerente do capitalismo orientada ao aumento da produção; neste sistema o consumidor deseja produtos de pouca utilidade mas de alto custo e acaba convertendo-se "em escravo de caprichos desumanos, refinados, anti-naturais e imaginários".

Um exemplo desta teoria poderia ser a sociedade ocidental, que atualmente desfruta de um incrível nível de luxo e, no entanto, busca novas distrações e sente uma ânsia constante por comprar mais e mais coisas, como iPhones de última geração, inclusive quando não existe nenhuma necessidade de fazê-lo porque já se tem um "gadget" parecido que funciona perfeitamente.

3. Globalização do capitalismo

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O Oportunismo na Estrada do Comunismo

Miguel Urbano Rodrigues
Os trabalhadores e os povos de todo o mundo têm direito a uma sociedade livre da exploração e da opressão. Essa sociedade só será construída pelas suas próprias mãos, pela sua luta organizada e criadora. E essa luta só irá tão longe quanto é necessário se tiver no seu cerne fortes organizações revolucionárias de classe: os partidos comunistas. A reflexão acerca dos factores que dificultam, atrasam e desviam dos seus objectivos essenciais a existência e a acção dos partidos comunistas é nos dias de hoje uma tarefa de primeiro plano.

O quarto número da Revista Comunista Internacional - editada por órgãos teóricos de onze partidos revolucionários - é um valioso contributo para a compreensão das ameaças e problemas que afetam hoje a nível mundial a luta dos partidos comunistas.

O tema central da maioria dos artigos desta edição é a análise do oportunismo e do seu significado politico-ideológico. Nas últimas décadas o seu papel na social-democratização de partidos comunistas que abandonaram o marxismo-leninismo foi decisivo.

No ensaio de abertura da revista, Herwig Lerouge, do Partido do Trabalho da Bélgica, chama a atenção para as consequências nefastas da acção do Partido da Esquerda Europeia – PEE na anestesia, mais exatamente na neutralização, da combatividade de amplos sectores da classe operária em países da União Europeia. O Partido Comunista Francês-PCF e a Rifondazione Comunista Italiana-PRC (criada após a transformação do PCI num partido social-democrata) sustentam que é possível chegar- se ao socialismo pela via parlamentar. Fausto Bertinotti, que foi presidente do PEE, retomou velhas teses de Edward Bernstein ao afirmar que «o movimento dos movimentos» poderá ser o motor da caminhada para o socialismo.

O Die Linke, o Partido da Esquerda Alemã - que resultou da junção do PDS da ex-RDA com o WASG dos dissidentes do SPD da Alemanha Ocidental - adepto dessa tese, fez grandes promessas aos trabalhadores mas, após alguns êxitos iniciais, não as cumpriu e entrou em rápido declínio. Na década em que foi co-governo da cidade de Berlim com o SPD tornou-se cúmplice na privatização de mais de 100 000 apartamentos sociais, fechou creches, cortou indemnizações, privatizou transportes públicos.

Os fatos demonstram que a participação de partidos comunistas (ou ex-comunistas) em governos socialistas não trava as privatizações. O governo da gauche plurielle em França privatizou, aliás com o apoio do PCF, mais empresas do que as privatizadas durante os governos de Baladour e Juppé, ambos primeiros-ministros da direita.

Atualmente, o socialista François Hollande não hesita em assumir mais abertamente do que o próprio Obama a defesa de agressões militares imperialistas. No ataque à Líbia e no caso da Siria,por exemplo.

Na Grécia, o Syriza - amálgama de ex.trotskistas, de ex-maoístas e de trânsfugas do KKE - abandonou todas as referências ao marxismo e abstem-se de responsabilizar o capitalismo pela atual crise mundial que define como consequência de erros do neoliberalismo. No seu ambíguo programa promete revogar as medidas mais duras impostas pela troika, mas as suas propostas inserem-se num projeto de compromissos com a burguesia e o imperialismo. Nada que atinja os banqueiros e a estrutura repressiva das forças armadas. Não se opõe também à permanência da Grécia na NATO.

Na sua lucida intervenção no XV Encontro de Partidos Comunistas e Operários em Lisboa, Giorgos Marinos, do KKE, tirou a máscara ao partido de Alexis Tsipras.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

NEOFASCISMO: A CARA OCULTA DA CRISE EUROPEIA

Lina Pereira Negrin-  A desesperança causada por um sistema político e econômico em crise e o abandono de um Estado que está mais preocupado com os bancos do que com as pessoas, são mais uma vez, o caldo de cultura de onde brotam as ideias  ultradireitistas e neofascistas na Europa.

Los graves problemas económicos que actualmente enfrenta la región resultan solo una parte de la ecuación. La estructura política de la posguerra, que con ligeras variaciones se mantiene hasta la actualidad, tiene tantas deudas con los ciudadanos como el Banco Central griego con la Troika. Y los europeos comienzan a pasar factura, pero muchas veces yerran en identificar los culpables.

Así surgen pequeños grupos o incluso partidos ultraderechistas o neofascistas que se aprovechan de estas debilidades ofreciendo programas de “ayuda” y tratando de seducir con cantos de sirena hacia sus ideologías extremistas. Como si no tuvieran a mano un libro de Historia, repiten la fórmula de la xenofobia y vinculan los problemas actuales a los inmigrantes, mientras dirigen todos sus cañones a un sistema de integración europeo que, aunque se le pueden señalar millones de defectos, ha mantenido ciertos niveles de paz en la región históricamente más convulsa del mundo.

Según el politólogo norteamericano Lawrence Brito, uno los rasgos del fascismo moderno es la alimentación sistemática del miedo a los enemigos, a veces invisibles y la consiguiente necesidad de seguridad, con lo que han conseguido el apoyo del propio pueblo, persuadido de que los derechos fundamentales deben de ser ignorados ante los problemas actuales.

Sin embargo, no señalan que del trabajo de los inmigrantes, los culpados en medio de la crisis, dependen en gran medida las economías de la Unión Europea (UE), donde sus ciudadanos acomodados no quieren hacer las labores más duras aunque estén en paro, como sucede desde hace décadas con los turcos en Alemania.

A esto se le añade la continua violencia a la que son sometidos por los grupos de ultraderecha, que también atacan a quienes pretenden contrarrestar su accionar. Ese fue el caso del joven militante antifascista Pavlos Fyssas, asesinado por miembros del partido neonazi Amanecer Dorado en Grecia.

Si es preocupante el auge de pequeños grupos radicales ilegales, es aún peor constatar la legalización de partidos con rasgos fascistas dentro de la estructura política tradicional.

Amanecer Dorado en Grecia, al realizar una campaña anterior a las elecciones griegas del 2012, que tenía como temas centrales el desempleo y la economía, alcanzó un 6,97 % y 21 diputados en el Parlamento. Pero actualmente sus principales dirigentes están siendo procesados por la justicia por su vinculación con actos ilegales.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Grã Bretanha .Um dos maiores centros especulativos em escala mundial.


A Citi de Londres, junto com Wall Street, é o principal centro da especulação financeira e funciona em cima de recursos públicos obtidos em cima de dinheiro criado a partir do ar, sem lastro produtivo

O ministro das Finanças da Grã Bretanha, George Osborne, foi acusado de ter apropriado na contabilidade do governo £ 35 bilhões de “lucros” provenientes das emissões de papel moeda podre, sem lastro produtivo, pelo BoE (Banco da Inglaterra), por meio do programa QE (quantitative easing  ou alívio quantitativo), com o objetivo de camuflar o incumprimento das metas neste ano.

Essa operação não representa nenhuma novidade no contexto da economia capitalista parasitária. Aliás, essa é a norma – manipulações contábeis, propaganda demagógica em larga escala, e especulação financeira em cima de recursos públicos com o objetivo de garantir os lucros dos capitalistas a qualquer custo.

A manobra foi feita a menos de um mês do pronunciamento de outono, quando Osborne será obrigado a reconhecer o aprofundamento da crise capitalista no País. A economia está à beira da recessão e a indústria já está em recessão há vários meses.

Dos £ 35 bilhões desses “lucros”, o governo pretende transferir £ 11 bilhões, que representam 0,7% do PIB, como receita do governo até o mês de março. O restante será transferido nos próximos dois anos. Nos últimos quatro anos, o Tesouro emitiu £ 375 bilhões, a partir do ar, sem lastro produtivo, dentro do programa QE, destinado basicamente à compra de títulos podres das multinacionais.

O cinismo do governo ficou claro nas declarações de Osborne: a operação tem como objetivo melhorar o fluxo de caixa seguindo o padrão em vigência nos EUA e no Japão. “Somos totalmente transparentes em relação a isso”.

A Citi de Londres é um dos maiores centros especulativos em escala mundial

A Citi de Londres, junto com Wall Street, representa o principal centro da especulação mundial. Os bancos imperialistas norte-americanos e britânicos são os grandes responsáveis pelas crescentes emissões de derivativos financeiros que hoje superam em mais de 10 vezes o PIB mundial. O recente escândalo da manipulação da taxa Libor deixou muito claro como o sistema financeiro funciona, pois alguns décimos para cima ou para baixo no percentual da taxa de juros, que referencia acima de US$ 500 trilhões anuais em transações financeiras, podem significar bilhões em lucros.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Os islandeses colhem os benefícios da sua revolta.

Economia da ilha cresceu 2,9% no ano passado e expandir-se-á 2,4% este ano.
 Eles não estão submetidos à ditadura da UE, FMI & BCE
                                                                por Omar R. Valdimarsson [*]
Os islandeses, que em 2009 lançaram pedras ao Parlamento exigindo dos seus líderes e banqueiros uma resposta para o colapso econômico e financeiro do país, agora colhem os benefícios de sua cólera. Desde o final de 2008, os bancos da ilha perdoaram empréstimos equivalentes a 13% PIB, o que facilita a carga da dívida de mais de um quarto da população, segundo um relatório publicado este mês pela Associação de Serviços Financeiros da Islândia.

 "Pode-se dizer com segurança que a Islândia tem o recorde mundial no alívio da dívida das famílias", disse Lars Christensen, economista-chefe de mercados emergentes do Danske Bank, em Copenhaga. "A Islândia seguiu o exemplo clássico do que se exige em uma crise. Qualquer economista [islandês] concorda com isso".

 Os passos para a ressurreição da ilha desde 2008, quando seus bancos declararam insolvência, com uma dívida de 85 mil milhões de dólares, demonstram-se eficazes. O crescimento da economia islandesa este ano superará o da zona do euro e do mundo desenvolvido, segundo estimativas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Atualmente, custa aproximadamente o mesmo assegurar a não quebra da Islândia do que um possível problema de crédito na Bélgica. A maioria das pesquisas mostra agora que os islandeses não querem aderir à União Europeia, submersa em seu terceiro ano de crise da dívida.

 O acordo entre o governo e os bancos, que estão ainda parcialmente controlados pelo Estado, ajudou os proprietários de imóveis da ilha, já que é perdoada a dívida que exceder 110% do valor da habitação. Além disso, em decorrência de uma decisão da Suprema Corte em Junho de 2010, os empréstimos que se encontram indexados em moedas estrangeiras são considerados ilegais, isto é, as famílias já não têm que cobrir as perdas cambiais.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

12 mitos do capitalismo.



Que bradem aqueles que, por ventura, discordarem  do fato de que o modelo de produção capitalista já, há muito, foi desmascarado e  está completamente desmoralizado.   Não há  como reformar ou melhorar algo que em sua      essência  existe para segregar e aniquilar seres humanos.  A grande e retumbante questão é aquela que impressionantemente consegue esconder, da maioria da população, sua natureza torpe e vil.

 Se toda a ideologia que provoca exclusão social não tem futuro, e isto nos parece axiomático observando as incontáveis relações sociais entre os homens ao longo dos séculos, então máximas  dessa congênere, realmente são  verdadeiras.    É exatamente nesse sentido que  a história  dos humanos tem demonstrado que esse imenso labirinto já sente a ferrugem do desgaste  e a fragorosa  derrota do por vir. 

A matéria que segue  nos arremete a uma perspectiva que sugere-nos um cenário próximo  de uma realidade insinuante,  anunciada  e quiçá, iminente  muito antes do que nossa imaginação permita.

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Guilherme Alves Coelho

São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia burguesa se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, acriticamente, ao longo de gerações, se tornam verdades insofismáveis aos olhos de muitos.

Um comentário amargo, e frequente após os períodos eleitorais, é o de que “cada povo tem o governo que merece”. Trata-se de uma crítica errônea, que pode levar ao conformismo e à inércia e castiga os menos culpados. Não existem maus povos. Existem povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento. Todos os povos merecem sempre governos melhores.

A mentira e a manipulação são hoje armas de opressão e destruição maciça, tão eficazes e importantes como as armas de guerra tradicionais. Em muitas ocasiões são complementares destas. Tanto servem para ganhar eleições como para invadir e destruir países insubmissos.

São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia capitalista se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, acriticamente, ao longo de gerações, se tornam verdades insofismáveis aos olhos de muitos. Foram criadas para apresentar o capitalismo de forma credível perante as massas e obter o seu apoio ou passividade. Os seus veículos mais importantes são a informação mediática, a educação escolar, as tradições familiares, a doutrina das igrejas, etc. (*)

Apresentam-se neste texto, sucintamente, alguns dos mitos mais comuns da mitologia capitalista.

• No capitalismo qualquer pessoa pode enriquecer à custa do seu trabalho.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Prisão no próprio trabalho



Avicultores integrados à Sadia protestam contra preço e condições impostos pela transnacional.

A reportagem é de Pedro Carrano e publicado pelo Brasil de Fato, 03-01-2012.

"Não há alternativa”, é a frase comum entre muitos trabalhadores, uma vez que a decisão de integrar sua granja à empresa levou ao endividamento, resultado da exigência de modificação constante da infra-estrutura. O sucateamento precoce do equipamento mantém a renda do produtor abaixo dos gastos e do necessário para sobreviver. “Dormimos em prestação”, compara um produtor.

Dia 10 de outubro, cerca de 500 pessoas juntaram-se na praça de Dois Vizinhos (PR), concentrados na Igreja Matriz – coincidência ou não, a data coincide com o 10 de outubro de 1957, quando a cidade principal de Francisco Beltrão foi tomada por seis mil agricultores, no capítulo conhecido como “Revolta dos Colonos”, no sudoeste do estado. Agora, eles gritaram por melhores preços pela unidade de frango, denunciando as condições impostas pela Sadia.

Lideranças do ato calculam que a unidade local da corporação recebe as aves de cerca de 939 famílias integradas, dentre as quais 10% são produtores com bom rendimento, porém o restante têm aviários antigos, “são produtores mais velhos que passam por sérios problemas”, define Cândido da Silva, produtor de Salto Lontra, a 35 km dali. O universo total de granjas integradas à Sadia chega a 10 mil no país.

Em Dois Vizinhos – que se autointitula a “capital do frango” – cada família entrega, no prazo de 28 dias, perto de 50 mil frangos para essa empresa encarregar-se de vender 90% para o mercado externo. Todos os dias, as entregas nos caminhões às portas da empresa somam 505 mil frangos. O peso na economia do sudoeste é inegável. A unidade de abate instalada em Francisco Beltrão (PR), por exemplo, integra 800 aviários e envolve 8% da força de trabalho da cidade.

Naquela mesma manhã do dia 10, poderiam ser mais pessoas reunidas, não fosse a Sadia/BRF ter pressionado uma série de produtores a não aderir ao protesto. A coação já é de praxe. Assim mesmo, esse primeiro grito rompeu uma passividade e revolta contida de décadas. São trabalhadores que, no atual período histórico, o sindicalismo rural não deu conta de organizar, e, no caso, coube ao padre Deoclézio Wigineski, da paróquia local, propor as primeiras reuniões e manifestos.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Não há espaço para crise na Feira de Milionários.



Não há  o que dizer sobre as imagens que seguem.  Ou melhor, há sim, e muito.  A crise que a minoria rica tem provocado no planeta não os assusta nem os incomoda.   Eles possuem a clareza de que a maior parte das vítimas  estão longe de seus mundos   Eles têm a   certeza, e tomam isso como  algo axiomático, que dificilmente  as pessoas  ou alguma instituição poderá, ou terá a coragem,  de  detê-los.     Sua avidez e avareza  se  entrelaçam  numa espécie de veneno que   emana  e é encontrado nas genealogias régias.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A crise financeira mundial poderia ter sido planejada pelo Clube Bilderberg.



“O Capitalismo é um  sistema  e modelo econômico totalmente desmoralizado”.  Sempre que  me  defronto com seus expedientes, me vem a mente as  palavras do centenário brasileiro Oscar Niemeyer quando, assim ao se referir  ao modelo, se expressou  em certa ocasião.  Um dos  grande vultos de nosso país.  Uma personalidade  raríssima  e enormemente avançada para sua época.

O perverso e  mascarado  Modo de Produção capitalista   combina e necessita , de forma vital, da existência de “ clubes”  como os de Bilderberg.    É, por assim dizer, a sua essência .  A sua natureza pérfida , também o seu alimento e força motriz . Ele é sutil e inequívocadamente hostil .N ão pode ele   demonstrar   fraqueza.  Por tais, suas garras  estão envoltas pelo véu da realeza  na sua mais profunda leveza .  Indubitavelmente  a  verdadeira e mais  cruel face  da raça humana: a  da maldade  da sordidez e das piores coisas.         


sábado, 26 de novembro de 2011

'Queda' da Itália será o 'fim do euro', disseram Sarkozy, Merkel a Monti.



O Capitalismo caminha para um colapso irreversível.    Há males e achaques, céleres e de elevado grau  de deformação,  que podem levar o  enfermo a atravessar incólume e  estranhamente imprevisíveis invernos, e sair, de fato, ileso  do processo


 Por mais que se tente no entanto, não há  como se  ocultar determinados mecanismos da máquina e sua engrenagem , cuja ferrugem,  corrói  todo o sistema. Algo indiscutivelmente é real e não escapa até aos menos  desarmados.   É, verdadeiramente,  não há como esconder  o desastre dos tripulantes da nave.  Estes, por mais que  tentem mantê-los distantes da verdade já desferem seus primeiros passos na direção da descoberta de novas relações que o sistema, desesperadamente  os impedia de identificar.   Eis que eles  bufam:  eureka!!

“O vôo já dura muito e o  destino final  do senil sistema”,  afirmou aquele astuto observador, que  assim prosseguiu: “   (..)  ele tem um ponto de partida e de chegada , todavia   logrará aqueles que tentarem mostrar sua verdadeira carapuça e o seu inexorável epílogo.”. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

EUA arma falso complô que “mataria” embaixador saudita em Washington e serviços de inteligência russo e chinês desmascaram plano da CIA e do FBI


Por KATHARINA GARCIA ( Madri ) e PAOLO GRAZZIANI ( Roma ) – Correspondentes.

MIDIA SEM FRONTEIRAS – NY \ MADRI \ ROMA: 14.10.11 – Armado por um dos mais de vinte núcleos de operações especiais (conhecido como divisões para o trabalho sujo) espalhados pelo mundo, e coordenados pela CIA, Agência Central de Inteligência, e com objetivo de criar uma situação de desvituar e distrair a opinião pública norte americana para os problemas econômicos e sociais com os mais de 30 milhões de desempregados e três milhões de indignados nas ruas dos EUA protestando contra o capitalismo e contra Barack Obama, o governo estadunidesne tentou esta semana acusar o Irã de está por trás de um pseudo “atentado” que seria cometido contra o embaixador da Arábia Saudita naquele país. Posteriormente descoberto que seria uma montagem feita pelos serviços de inteligência norte americanos e agências de propaganda que trabalham para a CIA e o FBI e assim incriminar o regime iraniano.

Fontes da Inteligência russa e chinesa que não se indentificam, mas confirmam através de suas fontes extra-oficias na Europa afirmam que o pseudo atentado teria sido montado pela CIA e o FBI, ao que tudo indica combinado com o próprio governo saudita para incriminar o regime iraniano e assim iniciar uma campanha publicitária, paga pelo Pentagono e o Departamento de Estado para isolar Teerã no mundo arabe e tentar salvar o regime saudita cada dia mais isolado internamente com as diversas manifestações de opositores contra a monarquia ditatorial em Riad.

Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, considerou falsa a afirmação do plano para assassinar o embaixador saudita em Washington e desmentiu veementemente esta noticia que chamou de "cenário pré-fabricado”. De acordo com o Departamento de Imprensa do Ministério do Exterior iraniano, a denuncia é mentirosa e a considerou infundada, afirmando que a difusão da noticia pelas autoridades dos EUA sobre a participação do Irã em atos terroristas em solo norte-americano, e que esses atos e tais truques estão desgastados e se baseiam em antigas políticas de hostilidade dos EUA e do regime sionista de Israel contra o povo iraniano. Que são um espetáculo cômico no sentido de criar cenários fantasmagóricos pelos inimigos do Islã no Oriente Médio, visando semear a desunião.

Ele ressaltou que os planejadores desses falsos cenários estão procurando criar a desunião e ajudar o regime sionista a sair de seu atual isolamento. O porta-voz salientou ainda que República Islâmica do Irã é um sistema baseado na moralidade e nos valores islâmicos e sempre alertou sobre a conspiração dos inimigos na região e que tais cenários repetitivos são apresentados quando a política dos EUA dentro do próprio país e na região está sendo seriamente ineficazes e enfrentando amplos protestos dentro e fora dos EUA. Ele concluiu que os laços entre o Irã e a Arábia Saudita são baseados pelo respeito mútuo em que estas falsas alegações não teriam qualquer efeito sobre a opinião pública de ambos os países.

O governo estadunidense ainda tentou envolver a Korea do Norte no espisódio, tentando criar problemas para seus dois principais inimigos no extremo oriente, no entanto um dos agentes do FBI que teria participado do complô se embriagou na vespera do anuncio da divulgação do plano por uma agência de publicidade e diversas empresas de propaganda e de noticias constantes na folha de pagamento da CIA e do próprio FBI, foi preso e na prisão falou a diversos outros policiais sobre o assunto. O que terminou criando problemas interno pelo vazamento do plano e simultaneamente o mesmo ter sido descoberto pelos serviços secretos russo e chinês através de informantes na Europa.

MIDIA SEM FRONTEIRAS – KG \ PG – 141011 – NY \ MADRI \ ROMA.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

A crise está no DNA do sistema capitalista.



Notável intervenção do Secretário Geral do FSM em pronunciamento da sessão do Conselho Presidencial do FSM realizado em Genebra, junho do corrente.


Queridos amigos e companheiros,
Saudamos a todos os presentes em nossa reunião de hoje e agradeço-lhes pela sua participação neste evento que tem como objetivo informar sobre as iniciativas e atividades da FSM já aprovadas pelo Secretariado, para ouvir suas sugestões.

Dois ou três anos atrás, quando surgiu a nova crise do sistema, ouvimos muitos analistas tentando convencer-nos de que a culpa pela crise era dos Golden Boys, o capitalismo de casino e outros comentários bonitos e agradáveis …

Agora, esses mesmos analistas tentaram e ainda tentam nos convencer de que devemos culpar os maus trabalhadores gregos, aos maus trabalhadores portugueses, que a culpa é do povo espanhol, dos italianos, irlandeses, belgas, etc, dos grandes salários dos trabalhadores, etc.

Todas estas análises têm um único objetivo: esconder a verdade aos trabalhadores. Esconder que a crise é uma crise profunda do sistema capitalista, que multiplica as rivalidades inter-imperialistas e inter-capitalistas pelo controle de novos mercados, a redistribuição das fronteiras para controlar os países e as fontes de produção de riqueza.

Esta é a verdade. Esta é a realidade.

Basta olhar para os conflitos entre o euro e o dólar.

Basta olhar para o antagonismo por parte dos dirigentes do Fundo Monetário Internacional.

Basta olhar para o antagonismo do conflito no norte da África.

Basta olhar para a barbárie imperialista contra o povo da Líbia.

Basta olhar para a estratégia dos EUA e da OTAN para o chamado novo Oriente Médio.

Basta olhar para o enorme aumento dos preços dos alimentos como milho, trigo e açúcar.

São os Golden boys (meninos de ouro) que criaram esta situação?

Nós, membros e amigos da Federação Mundial Sindical, organizamos há dois meses em Atenas o 16º Congresso Sindical Mundial, conversamos sobre todos estes temas atuais e críticos. 828 delegados de 101 países analisaram de uma forma aberta, democrática e militante as contradições do mundo, tirando nossas conclusões e adotando nossas novas tarefas.

Com base neste debate rico sublinhamos que a crise do sistema capitalista está sendo paga pelos trabalhadores, a crise exacerbou as contradições entre os trustes, cartéis e grupos de Estados, criando guerras e estados-fantoches dos EUA e seus aliados. Também aumenta a desigualdade e a competitividade.

A crise está sendo explorada por todos os governos capitalistas para derrubar os salários, reduzir as aposentadorias e pensões, privatizar os bens públicos, generalizando o emprego de tempo parcial, para abolir a negociação coletiva e os acordos coletivos.

A propaganda do capital de que, por meio de políticas anti-populares gerará crescimento e evolução da recuperação é um mito.

• Tome-se como exemplo a Grécia, onde esta política tem aumentado a taxa oficial de desemprego de 7% para 18%.

• Tome-se o caso da Irlanda, onde o desemprego, segundo dados oficiais registrados é de 14,6% em abril de 2011.

• Considere-se o caso de Portugal, onde no primeiro trimestre de 2011 o desemprego foi de 12,4%.

Mas, em geral, nos países da zona do euro, se confirma que o chamado desenvolvimento é fraco, muito frágil e temporário. A média da UE é de cerca de 0,6%, sem qualquer dinâmica. O Japão é de cerca de 2%.

Nos EUA, apesar das grandes promessas, a OCDE espera um crescimento fraco em torno de 2,6%, enquanto a dívida dos EUA aumentará para 107% do PIB, e o desemprego, 8,8%.

O que significam estes dados? Significa que o capital e os seus líderes políticos não são capazes de oferecer uma solução viável para os trabalhadores. A crise está no DNA do sistema capitalista.

Perante esta situação, os sindicatos e os trabalhadores do mundo têm o dever de resistir, de lutar, de unir todos os trabalhadores, independentemente das diferenças políticas, religiosas e de outro tipo. Todos os trabalhadores pertencem à mesma classe e podem lutar juntos.

• Lutar para defender as conquistas dos nossos povos.

• Lutar para atender às necessidades atuais dos trabalhadores, imigrantes, sem-teto, desempregados, etc.

• Lutar para que cada família tenha alimentos e água potável.

• Lutar pela segurança social, educação, saúde pública, liberdades democrática e sindicais.

• Promover todas as demandas atuais, enquanto fazemos um apelo aos trabalhadores para encontrar uma saída real num mundo sem exploração do homem pelo homem, onde os próprios trabalhadores, os camponeses pobres, os trabalhadores por conta própria estarão no poder.

Todos os membros e amigos da FSM com os quadros eleitos no 16 º congresso, nos deparamos com novas responsabilidades, para implementar as decisões do Congresso, coordenar os trabalhadores em todos os setores, na luta contínua contra os monopólios e multinacionais.

NOSSAS INICIATIVAS

O próximo grande passo será o Dia Internacional de Ação da FSM, em 3 de Outubro, que, de acordo com a decisão do Secretariado, será um dia de duplo significado, pois coincide com o dia de fundação da Federação Sindical Mundial, em 03 de Outubro de 1945. Os principais objetivos são:

35 horas de trabalho semanais – sete horas por dia, cinco dias por semana, melhores salários

Serviços de segurança social para todos

Negociação coletiva – acordos coletivos

Liberdades democráticas e sindicais

Solidariedade com o povo palestino

O Dia Internacional de Ação marcará o início de novos protestos contra as privatizações e demissões. Deverá envolver a participação de todos os estratos sociais contra as políticas dos monopólios e das multinacionais.

Consideramos positivo que em muitos países de todo o mundo, os jovens e cidadãos indignados saiam e se manifestem nas ruas e praças. Acreditamos que devemos ajudar aqueles que participam "voluntariamente" a tomar consciência e olhar desde uma perspectiva classista as causas que criam os problemas, para ajudar as novas gerações a participarem dos sindicatos de uma maneira organizada. A luta organizada, com objetivos e conteúdos específicos, pode trazer resultados para o presente e o futuro.
18/Junho/2011 - George Mavrikos

[*] Secretário-geral da Federação Sindical Mundial. Discurso pronunciado na reunião do Conselho Presidencial da FSM, realizada em Genebra.

A versão em castelhano encontra-se em www.comunistas-mexicanos.org/

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