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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Governador Alkmin enfrenta greves nas áreas de Educação e Saúde por defasagem salarial!


-fonte_ PT Alesp-
E a grande imprensa nada divulga sobre a situação caótica dos serviços públicos em São Paulo. Simplesmente os jornais, porta-vozes da elite paulista, derramam elogios ao projeto de reajuste de perdas salariais dos professores da rede pública estadual. A Folha “ditabranda” de São Paulo, em editorial recente saiu em defesa do projeto do governador “ Geraldo” Alkmin. O mesmo papel fez o Estadão. O projeto do governador do PSDB está longe de atender as necessidades da Educação pública do estado que, há décadas vem sendo sucateada pelo tucanato. Em nenhum momento procuraram ouvir os representantes dos trabalhadores da Educação. As entidades Sindicais parecem não ser, para esses jornalões, sequer dignas de serem ouvidas.


Professores e funcionários de Fatecs e Etecs, em todo o Estado de São Paulo, estão em greve desde 13 de maio e no próximo dia 19, trabalhadores da fábrica da Fundação para o Remédio Popular (Furp) e as farmácias Dose Certa também podem paralisar suas atividades

A falta de uma política salarial para os servidores e demais trabalhadores de instituições ligadas ao governo do Estado tem sido uma constante nos 16 anos dos sucessivos governos tucanos.

Diante desta realidade, trabalhadores de, pelo menos, 19 Fatecs (Faculdades de Tecnologia) e 46 ETEcs (Escola Técnica Estadual) – professores e funcionários - já aderiram à greve, iniciada em 13 de maio, por melhores salários. A reivindicação é por 82,7% de reajuste aos professores e 97,5% aos funcionários. Além de salários e benefícios (o auxílio alimentação, por exemplo, está congelado em R$ 4,00 há muitos anos), a pauta aborda questões como os atestados de saúde, terceirização, precatórios, insalubridade/periculosidade, assistência médica, creche, entre outros.

Professores denunciam que recebem, nas Etecs, apenas R$ 10 por hora-aula na ETEcs e R$ 18 nas Fatecs.

Segundo o Sinteps ( Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza), as unidades paralisadas (dados até 17/5):
FATECs - Pindamonhangaba, Barueri, Carapicuíba, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, São Paulo (somente os funcionários), Zona Leste/SP, Indaiatuba, Mogi Mirim, Botucatu, Itu, Sorocaba, Garça, Ourinhos, São José dos Campos, Bauru, São Bernardo, Jaboticabal e Taquaritinga.

ETECs - Dr. Dario Pacheco Pedroso (Taquarivaí), Carapicuíba, Diadema, Vila Formosa (SP), Sapopemba (SP), Lauro Gomes (São Bernardo do Campo), Jorge Street (São Caetano), Aprígio Gonzaga (SP), Carlos de Campos (SP), Guaianazes (SP), Guaracy Silveira (SP), Martin Luther King (SP), Santo Amaro (SP), São Paulo (SP), Zona Sul (SP), Zona Leste (SP), Conselheiro Antônio Prado (ETECAP/Campinas), Bento Quirino (Campinas), Mogi Mirim, Botucatu, Fernando Prestes (Sorocaba), Rubens de Faria e Souza (Sorocaba), Tatuí, Votorantim, Lins, Catanduva, Monte Aprazível, Votuporanga, Aristóteles Ferreira (Santos), Escolástica Rosa (Santos), São Vicente, Ibitinga, Araraquara, Industrial de Adamantina, Presidente Prudente, Camargo Aranha (SP), Itatiba, Itaquera, José Rocha Mendes (extensão Brasílio Machado, Amadeu Amaral), Horácio Augusto da Silveira (SP), Professor Basílides de Godoy (SP), Vasco Antônio Venchiarutti (Jundiaí), Benedito Storani (Jundiaí), Monsenhor Antônio Magliano (Garça), Dep. Paulo Ornela de Barros (Garça), Artur Alvim (SP), Leme, Professor Urias Ferreira (Agrícola, Jaú).

Trabalhadores da Furp e das farmácias Dose Certa prometem paralisação

A fábrica da Fundação para o Remédio Popular (Furp) e as farmácias Dose Certa, ligadas ao governo do Estado de São Paulo, poderão ter suas atividades novamente paralisadas, em protesto contra o descumprimento da convenção coletiva 2011/2012 assinada em abril pelo Sindusfarma.

Até agora, o laboratório estatal não pagou o reajuste integral no salário e nem corrigiu o crédito no cartão referente à cesta básica.

Na tarde desta quinta-feira (19/5) haverá assembleia para sinalizar a deflagração da paralisação a qualquer momento.

No ano passado, quando os trabalhadores cruzaram os braços pelas mesmas razões que podem levar à greve nos próximos dias, o governo estadual paulista e a FURP foram condenados pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 16 mil ao Sindicato dos Químicos de Guarulhos por litigância e má-fé. Isto é, por alteração da realidade dos fatos, na tentativa de induzir o Judiciário ao erro.

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