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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Unidade israelense Kidon, autora de 40 operações terroristas no mundo

Resumen Latinoamericano – A televisão israelense admitiu que a unidade de assassinato ‘Kidon’, uma subsidiária do serviço de inteligência israelense (Mossad), foi autor de ao menos 40 operações em diferentes partes do mundo, incluindo o Irã.

Entre as figuras assassinadas por este departamento secreto israelense se encontram os cientistas nucleares iranianos e o alto comandante do Movimento de Resistência Islâmica Palestina (HAMAS), Mahmoud al-Mabhouh, este último durante uma operação realizada em 2010, em Dubai (Emirados Árabes Unidos), revela neste domingo a agência palestina de notícias Sama, citando um informe do canal dois da televisão israelense.

Ronen Bergman, importante especialista em agências de inteligência de Israel, em entrevista ao jornal hebreu Yedioth Ahronoth, considerou a Kidon como um pequeno Mossad dentro do Mossad, uma formação que oferece treinamento militar a seus integrantes em um lugar isolado e, inclusive, o restante dos elementos do Mossad não sabem os nomes reais de seus componentes.

Uma das principais tarefas designadas aos agentes da Kidon é levar a cabo missões especiais de sequestro, execução e assassinato, segundo o informe. Entre outras missões do dito departamento estão os homicídios e assassinatos com êxito, tendo como objetivo a dissuasão, a intimidação e a frustração das supostas atividades hostis contra Israel.


De acordo com o documento, Kidon é a única unidade no mundo que leva a cabo oficialmente as tarefas de assassinato e é composta por equipes integradas por uma dúzia de pessoas cada uma.

As autoridades palestinas atribuem, também, à Kidon o assassinato do fundador do movimento Jihad Islâmica Palestina, Fathi Shiqaqi, em 1995.

Os integrantes da unidade de terror do Mossad, a Kidon, que trabalham sob os nomes de personagens fictícios, se encarregam também do assassinato de cientistas nucleares em diferentes pontos do mundo e dos dirigentes nazistas que ainda estão vivos, segundo o informe.

No início deste mês, o ministro israelense de assuntos militares, Moshe Yaalon, admitiu em uma entrevista concedida ao semanário alemão Der Speigel que a inteligência de Israel esteve por trás do assassinato dos cientistas nucleares iranianos, destacando: “Está muito claro, de uma maneira ou outra (…) o programa iraniano tem que ser freado”.

O funcionário israelense ameaçou abertamente com mais ataques a cientistas iranianos ou ações de sabotagem contra os sistemas informáticos do país persa, já que o regime de Tel Aviv “não vai tolerar um Irã armado com bombas atômicas”.

Nos últimos anos, quatro cientistas iranianos vinculados ao programa nuclear pacífico do país perderam a vida em atentados terroristas: Masud Ali Mohamadi (janeiro de 2010), Mayid Shahriari (novembro de 2010), Dariush Rezaineyad (julho de 2011) e Mostafa Ahmadi Roshan (11 de janeiro de 2012).

O regime de Tel Aviv, o principal autor e divulgador da iranofobia no mundo, alega que o programa de energia nuclear iraniana possui dimensões militares e, apesar do recente acordo nuclear obtido entre Teerã e o Grupo 5+1 (EUA, o Reino Unido, França, Rússia, China mais a Alemanha), busca pressionar as partes ocidentais para que bloqueiem um acordo definitivo com o Irã, algo que considera como um “erro estratégico” e uma ameaça para sua sobrevivência.

A negativa israelense a um pacto Irã-G5+1 se dá enquanto oculta em seus arsenais mais de 200 ogivas nucleares e se nega a aderir ao Tratado de Não Proliferação (TNP), tampouco permite inspeções a suas instalações nucleares, apesar das solicitações das Nações Unidas.

Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org/2015/09/04/unidad-israeli-kidon-autor-de-40-operaciones-terroristas-en-el-mundo/

Tradução: Partido comunista Brasileiro (PCB)


Fonte: PCB

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