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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Tradutor oficial de Yoani Sánchez em italiano: 'Ela só pensa no dinheiro'

Para aqueles que insistiam em acreditar  nas mentiras da blogueira Yoani Sanchez, aqui está algo que a desmascara de vez.    Mais para fascista do que humanista e democrática   a  contrarrevolucionária cubana finalmente foi desnudada.     É o que parece.     Disso tudo o mais grave é que Yoani não está sozinha.

Há centenas de  mercenários como ela que, financiados por  criminosos que vivem  em  várias regiões do globo, não hesitam em  disparar suas maldades.  Estas, acobertadas por organizações,  mídias  e  personalidades de caráter similar, prosseguem envergonhando  o verdadeiro  jornalismo.


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Cuba - Desde mi ínsula - Vincenzo Basile, tradução do Diário Liberdade- Yoani Sánchez rescindiu seu contrato com La Stampa e me converteu em um homem livre que até ontem não podia dizer o que pensava, já que a traduzia (...) Tenho a culpa de ter acreditado na luta de Yoani Sánchez (...), uma luta que partia da base para golpear o poder (...).

Foto: Yoani Sánchez e Gordiano Lupi, no jornal italiano La Stampa.

Tive que me informar – a golpes de amargas decepções – que a oposição de Yoani Sánchez era letra-morta (...), me dei conta de que tratei com uma pessoa que dá a máxima prioridade a interesses nada idealistas. Uma blogueira que vive sua vida tranquila, que em Cuba ninguém conhece e ninguém persegue, que não é ameaçada, presa, silenciada, que não tem problemas para entrar e sair de seu país."

Com essas palavras, na última sexta-feira, o jornalista, escritor e tradutor italiano Gordiano Lupi começava uma carta aberta dirigida à conhecida blogueira cubana Yoani Sánchez.

Lupi, que nos últimos seis anos esteve traduzindo – para o jornal italiano La Stampa – o blog da midiática contrarrevolucionária cubana, se lançava em um veemente desabafo contra Yoani Sánchez e mostrava sua frustração e decepção por descobrir o verdadeiro rosto de uma mulher que, até então, o havia despertado ideias ambiciosas e sonhos democráticos, corretos ou incorretos.

A decepção de Lupi ficava muito clara em outros fragmentos de sua carta aberta que mais se parecia a um mais ou menos velado mea culpa por ter considerado a blogueira como companheira de uma luta na qual o jornalista italiano parecia – e parece – acreditar autenticamente.

"Por defendê-la, recebi ofensas e ameaças de castristas e comunistas italianos, por compartilhar uma luta inexistente, um sonho de liberdade desejado por muitos, mas não por ela, que só pensava no dinheiro proveniente de prêmios e contratos. (...) Acreditei em uma luta ideal que não existia. Na realidade, o objetivo de Yoani Sánchez sempre foi o de ser rica e famosa. Agora ela conseguiu. (...) Agora Yoani Sánchez lançará um jornal mentiroso (...), junto aos seus amiguinhos, que em Cuba ninguém lerá (...). Mas, o que importa a Yoani? Ela só necessita que alguém a financie, que seja lida em Miami, muito na Espanha, que a comunidade cubana siga tendo ilusões com uma paladina inexistente. (...) Até o momento temos viajado juntos, querida Yoani. Mas já basta. Minha viagem continua por si só, longe dos teus objetivos. (...) Fidel Castro disse que a história decidirá. Vamos ver a quem ela absolverá."

Seguramente há que considerar louvável um gesto de semelhante honestidade intelectual por parte de uma pessoa que verdadeiramente demonstra acreditar em sua causa e que também demonstra ter a humildade de reconhecer seus erros. No entanto, tal honestidade, para resultar completamente autêntica, requereria pelos menos ser acompanhada por outras duas cartas abertas: uma dirigida a todos os leitores italianos, a todas essas pessoas cujas opiniões, durante os últimos seis anos, foram forjadas – e manipuladas – com notícias absolutistas que agora convertem-se em fruto de um erro de avaliação do jornalista e impostas por vínculos contratuais e editoriais; e outra dirigida a todos os que nesses anos têm tentado conversar, em vão, com o senhor Gordiano Lupi sobre as contradições da blogueira e que somente receberam – e ao ler suas palavras seguem recebendo – a anacrônica e redutiva etiqueta de pró-castristas.


FONTE:  Diario Liberdade

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