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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Tucanos investiram R$ 208 milhões a menos no metrô.


Neste momento em que todos ainda vivemos o rescaldo do primeiro grande acidente entre dois trens na história de 36 anos do metrô de São Paulo - que levou 103 pessoas a buscarem atendimento em hospitais e postos da região - não há como não fazer uma triste constatação: os tucanos deixaram de investir nada menos que R$ 208 milhões na manutenção, ampliação e modernização enfim, do metrô só no ano passado.

Os números foram levantados pela assessoria técnico-econômica da bancada do PT na Assembleia Legislativa, com base numa comparação entre o balanço do Metrô e o Orçamento do Estado, que inclui os investimentos nas empresas públicas e/ou mistas.

O levantamento aponta que estes R$ 208 milhões representam 31% do orçado inicialmente para investimento no Metrô paulistano em 2011. Só na Linha 3 – Vermelha, onde ocorreu o acidente nesta 4ª feira (ontem) o governo tucano de Geraldo Alckmin deixou de investir mais de R$ 65 milhões, o equivalente a 25% do programado no orçamento para o sistema metroviário.

Dos R$ 4,5 bi orçados para 2011, só R$ 1,16 bi foi executado

Conforme balanço feito na liderança da bancada na Assembleia, se forem levados em consideração os investimentos na rede atual e os relativos a obras de ampliação, o resultado é ainda mais assustador: dos R$ 4,5 bi orçados para 2011, só foi executado R$ 1,16 bi, ou seja, houve um corte de quase 74%.

De 1999 a 2011 deixaram de ser investidos R$ 10,3 bi no Metrô de São Paulo, suficientes para ampliar sua rede em 25,8 km (preços do próprio metrô estabelecem um custo de R$ 400 milhões/km do sistema).

O estudo indica, ainda, ser absolutamente improcedente a informação - passada em nota oficial à Folha de S.Paulo pela Secretaria de Transportes do Estado -, segundo a qual não há repasses do governo federal para investimentos no metrô da capital paulista.

Governos Lula e Dilma investiram muito mais no metrô paulistano


O Governo Federal, com os presidentes Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011/2012) à frente, investiu em média o suficiente para a construção de 3,24 km de metrô por ano em São Paulo, enquanto o Governo Federal tucano do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) investiu apenas o equivalente 0,5 km por ano.

Para tanto, os governos Lula e Dilma autorizaram cerca de R$ 15 bi para a rede metroferroviária junto ao BNDES, Caixa Econômica Federal (CEF), Banco Japonês para Cooperação Internacional (JBIC), Banco Mundial (BIRD) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em comparação, FHC autorizou em oito anos pouco mais de R$ 4 bi.

Ou seja, o PT à frente do Governo Federal emprestou e autorizou empréstimos em volume 226% superior ao autorizado pelos dois governos tucanos de FHC para obras de expansão do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os presidentes Lula e Dilma incluíram, ainda, R$ 167 milhões para a CPTM e o Metrô nos orçamentos anuais, e mais R$ 40 milhões para a linha 18 – Bronze do sistema metropolitano.

Vejam e comparem esses investimentos. Chegarão à mesma constatação a que cheguei: quem deixou mesmo de investir no Metrô de São Paulo e na CPTM foram os governos do PSDB, há 30 anos à frente do Executivo do Estado, se contarmos desde o primeiro, de Franco Montoro (a partir de 1983). Faltou investimento em ampliação das redes, manutenção, modernização e na prevenção e controle de acidentes. Só poderia ter dado neste espetáculo lamentável que temos tetemunhado cotidianamente.

fonte: blog Tecedora e  blog do Zé Dirceu

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