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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Estagiários são demitidos por protestarem contra Alckmin

Mais uma do PSDB.  Não é de hoje que, a maioria das pessoas  sabem,  os tucanos fazem perseguição político-ideológica  contra cidadãos, estejam eles onde  estiverem manifestando suas perspectivas e exercendo seus direitos inalienáveis.        Com eles tudo é proibido.  Vozes contrárias  são caladas  com punição.  Muitas dessas, em certas ocasiões, são precedidas por atos  violentos.             O fenômeno Pinheirinho foi um exemplo clássico do tucanato operando.

Na Educação ficou célebre e na memória de muitos professores,  as demissões, levadas a cabo, pelo tucano Covas contra professores da rede oficial de ensino quando estes se manifestavam, livremente, durante uma, de várias greves, que os professores da rede pública tiveram que construir  em virtude do abandono e do sucateamento da Educação  Pública no estado de São Paulo.    Tudo resultado do modelo gerencial neoliberal dos “próceres de grande plumagem”

 Os tucanos se mostram assim.  Eles sucateiam e destroem tudo que tocam.  (... )  “Eles são assim mesmo” , dizia Brizola, “imitam e parecem  com  seus familiares ramfastídeos” .  O velho Brizola, como de costume, acertava em cheio.

 Foram dezenas de greves contra o estilo fascistóide do tucanato paulista.  Uma marca que parece ser indestrutível , e que é, e isto denota-se  com obviedade, forte e  identificada imediatamente nos feitos dos tucanos.    Eles são assim  mesmo.     Perseguidores e muito  profícuos no assédio moral.

A matéria que segue  ratifica tais ponderações..                    Vamos a ela. 



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Integrantes da Fundação Seade, vinculada ao governo do estado de São Paulo, perderam o trabalho por gritarem “Pinheirinho” e “Assassino” ao governador

   por Aline Scarso,





Uma manifestação contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) por causa da reintegração de posse do Pinheirinho rendeu a demissão de quatro estagiários da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) no último dia 30. Veja vídeo com depoimentos dos estagiários demitidos



O órgão, vinculado à Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional do estado, recebeu a visita surpresa do governador no último dia 26. Segundo contam os demitidos, uma dezena de estagiários do prédio localizado na Avenida Cásper Líbero, em São Paulo (SP), manifestaram-se de forma espontânea contra a presença de Alckmin no local.

Aos gritos de “Pinheirinho” e “Assassino”, os manifestantes conseguiram ser ouvidos pelas pessoas que estavam na calçada do prédio, onde o governador posava para as fotos e se preparava para deixar o local. “Mais pessoas foram às janelas, mas supostamente só os estagiários do 7º andar foram vistos gritando”, conta Wallace de Andrade, um dos demitidos.

“A nossa intenção era de que o governador soubesse que lá havia pessoas que estavam indignadas com o que estava acontecendo, mas a gente não combinou nada”, explica Mona Perlingeiro, outra demitida.

Os gritos causaram alvoroço entre supervisores e a diretora executiva do órgão, Felícia Reicher Madeira. Segundo os demitidos, Felícia, que é mulher do ex-deputado federal Arnaldo Madeira (PSDB), disse que ficou chocada com o ato dos estudantes. “Ela perguntava: ‘Por que vocês estão chamando Geraldo Alckmin de assassino? Ele é uma pessoa maravilhosa’”, conta Mona.

“A gente não falou da pessoa do Geraldo Alckmin, mas questionamos as políticas do governo PSDB com Pinheirinho, cracolândia, USP”, complementa.

Além de Mona e Wallace, os estudantes Danielson Ramos de Oliveira e Leandro Alves de Souza perderam o trabalho por causa da manifestação. Todos cursam Ciências Sociais. Wallace e Daniel na USP (Universidade de São Paulo) e Mona e Leandro na Unifesp. Na carta de demissão que receberam, foi alegado que eles cometeram um ato doloso contra a imagem e reputação do Seade.

Perseguição?

“As pessoas que estavam na sala no momento em que a diretoria chegou era muito maior que nós quatro. Tinha umas dez pessoas lá, e a maioria havia se manifestado”, afirma a estagiária, que busca saber por que apenas ela e os três colegas foram demitidos.

Por meio da assessoria de imprensa, a Fundação Seade informou que “as decisões foram tomadas com base no campo estritamente administrativo” e que “o fato de qualquer transeunte ser ofendido por pessoa ligada à Fundação, a partir de suas dependências, é motivo de desligamento”.

A Fundação não respondeu, entretanto, qual critério utilizado para demitir quatro e não todos os manifestantes.

Já os estudantes suspeitam de que houve perseguição política. Wallace e Danielson, por exemplo, acreditam que o fato de serem dois dos 73 estudantes presos por causa da ocupação da reitoria da USP, em 8 novembro de 2011, tenha motivado a demissão.
Wallace no momento em que deixa a reitoria.
Em um dos cartazes lê-se os dizeres "A luta é social"


“O governo do PSDB vem reprimindo as manifestações populares feitas por pessoas insatisfeitas com as políticas por ele implantadas”, afirma Wallace. A prisão dele, segundo o estudante, chegou a ser comentada durante a reunião com a diretoria e supervisores.

“Outra coisa que deve ter causado nossa demissão é a insatisfação com o trabalho”, explica Leandro.

Segundo essa tese, Leandro e Mona podem ter sido cortados por questionarem constantemente a supervisão sobre o tipo de trabalho realizado pelos estagiários. De acordo com eles, as tarefas que executam na Fundação Seade não têm relação alguma com o curso de Ciências Sociais, o que contraria a Lei do Estagiário (Lei 11.788).

Eles contam que o trabalho lembra o de um telemarkting. Mensalmente, eles precisam ligar para cerca de 150 pequenas e microempresas e coletar dados como faturamento, número de sócios e funcionários e folha de salário.

Além disso, os estudantes denunciam que não possuem acompanhamento do trabalho por profissional da mesma área de formação e as atividades não contribuem para a competência acadêmica.

Indagada sobre as denúncias de violação da Lei do Estagiário, a Fundação Seade preferiu não comentar.


fonte site Brasil de Fato


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