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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Trabalhadores da Saúde no Chile iniciam paralisação.


É impressionante as similaridades entre o modelo econômico, levado a termo por Piñera no Chile, e o que vem sendo desenvolvido pelos tucanos desde 1995- governos de Covas-Alkmin-Serra-Alkmin- no estado de São Paulo. O estado se transformou no simbolismo do atraso e da vergonha nacional. Seu nome é Neoliberalismo e suas principais vitimas são os servidores públicos estejam eles em qualquer das três esferas de governo.

Trata-se do mesmo modus operandi. Privatizar os serviços onde o Estado teria a obrigatoriedade de executá-los ,sobretudo em face as questões acerca da arrecadação de impostos e de sua distribuição previstas na forma da lei, entregando-os a “empresários” que só têm olhos para os fáceis e gigantescos lucros. A receita não muda. É a mesma desde os primórdios do nefasto Capitalismo.

A destruição de tais setores tem uma íntima relação coma sobrevivência e o sucesso imoral e perverso do mencionado modelo. Eles não largarão o osso assim tão fácil. Ao menos por enquanto.

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Santiago do Chile (Prensa Latina) Os trabalhadores de atenção primária da saúde no Chile iniciam hoje uma paralisação trabalhista de 48 horas contra as políticas privatizadoras no setor.

Dirigentes da Confederação Nacional de Servidores públicos da Saúde Municipalizada, organização coordenadora do protesto, denunciaram a privatização dos serviços sanitários através das compras e concessões a empresas privadas.

A externalização de serviços busca fazer crescer a privatização, o que significa fazer que o lucro se apodere dos sistemas de saúde, assinalou Carolina Espinoza, presidenta da citada organização.

A dirigente sindical considerou que o sistema público deve ser fortalecido mediante a injeção de maiores recursos por parte do Estado e favorecer desse modo uma atenção de maior qualidade à população.

Sobre o tema, o deputado do opositor Partido pela Democracia Enrique Accorsi estimou que o sistema de saúde no Chile está voltado para pessoas jovens que não adoecem.

O Chile, manifestou o parlamentar, é o único país no qual seus hospitais públicos funcionam a metade do dia e 80 por cento dos especialistas estão no setor privado, onde são atendidos dois milhões de pessoas.

Os outros 15 milhões que completam a população chilena devem ser atendidos por 20 por cento restante.

Como parte da jornada de protesto hoje os trabalhadores da saúde marcharão da Praça dos Heróis de Santiago até o Ministério de Saúde, demonstração à qual também se somarão os estudantes universitários.

A profundidade do problema da saúde no Chile é o mesmo que o da educação e por isso apoiamos suas demandas, sustentaram os líderes da Confederação de Estudantes do Chile.

mv/tpa/es

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