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sábado, 12 de outubro de 2013

Após atacar o movimento operário, chacal Santos prepara ofensiva militar sobre as FARC, sob o signo das “negociações de paz”


Em tempos de manifestações    em prol de  direitos  históricos, muitos desses, sabemos,   escandalosamente claros e  axiomaticamente  inquestionáveis,    é necessário   que  sejamos menos oblíquos em nossas análises sobre  fatos e feitos   antigos.  O direito a liberdade e  a  dignidade  assaltado   das massas pelos “poderosos”, é uma delas.

 Lendo a matéria que segue, reportei, ainda que superficialmente, a  luta que os trabalhadores  travam pelo mundo contra  seus algozes, muitos desses identificados. A luta de professores e de outros profissionais  se enquadra nesse contexto da mesma forma que a  luta  dos corajosos revolucionários das FARC  contra  governos fantoches sustentados por grupos e   instituições seculares e não menos criminosas.  A luta das FARC  prossegue firme e, infelizmente,   boicotada pelos grandes veículos de Comunicação.   Bem, isso não poderia ser diferente.  Aqueles que se  dedicam  aos ideais de liberdade sempre pagaram um elevado preço  pela sua concepção de mundo e humanismo.  São estes que  se lançam, sem medo, contra   o status quo,  seus beneficiários e criminosos que assaltaram o Estado.   O que se vê na Colômbia hoje vai de encontro a isso.   

A  história do povo colombiano não  será a mesma depois das  FARC. Pela primeira vez  essa está sendo assentada em suas bases reais, não como uma narrativa de conflitos, baixas,  enfim, guerras e pazes.  Alguma coisa mais dialética está em  desenvolvimento. Aquela perspectiva  de genealogias régias  e econômicas  com datas soltas em  consonância com governos  criminosos  não cabem mais. A suprema e “revelada” interpretação da história legada pelos textos  religiosos  em   harmonia com os desejos e vontades  dos “criminosos”  históricos  que, há séculos,   detém os Meios de Produção, não tem, como foi  dito, lugar na história  desse país  da América do Sul.

A luta  dos que se dedicam aos ideais revolucionários é  corajosa  e penosa.   Ela   Impressiona. Ela é  dignificante. Infelizmente   de difícil  visibilidade  para muitos  devido, ao poderoso controle da produção cultural, então realizada pelos capitalistas sobre todos aqueles que tentam desnudá-los.   Os beneficiários desse  sistema  sórdido  sabem disso  e  não cessam   com  seus  ardis.  Na verdade sempre estão em busca de aperfeiçoá-los. É necessário, para derrota-los,  desembaraçar-nos  dos ensaios  ineptos, embora hegemônicos, que eles possuem  e buscar novas perspectivas.        É bem verdade que  não há passe de magia ou  conjuro que possa metamorfosear o mundo .    Todavia, como disse alguém muito recentemente,    “ Mudando os Modos de Produção a sociedade muda suas relações sociais”.    Com tal assertiva, certamente,  a verdade   virá  avassaladora e revolucionária.                A matéria que segue nos sugere  tal  reflexão.

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LBI-O facínora Juan Manuel Santos, atual presidente da Colômbia, declarou nesta quarta-feira (9/10) que irá incrementar a ofensiva contra as Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (FARC). Uma operação de guerra arquitetada desde as salas acarpetadas do Pentágono que está mobilizando uma “força tarefa” que congrega mais de 50 mil homens treinados para atacar os acampamentos das FARC na zona mais oriental e o sul da Colômbia, onde a guerrilha está atuante e concentrada. Santos anunciou para tanto a criação de um novo comando, chamado “Espada de Honor 2”.

Esta ofensiva acontece precisamente após os massivos protestos camponeses, contra os tratados de “livre comércio” impostos pelo imperialismo ianque, que sacudiram o país há cerca de dois meses, quando Santos praticamente militarizou a capital Bogotá e outros importantes centros urbanos para assim reprimir várias passeatas de apoio aos agricultores pobres: trabalhadores, estudantes e servidores públicos ocuparam a Praça Simón Bolívar no centro histórico da capital em solidariedade à luta camponesa. A repressão foi brutal, a tal ponto que provocou uma crise no governo quando dezesseis membros do gabinete de Santos renunciaram.

Os protestos, bloqueios de rua e estradas estavam ameaçando a reeleição do atual governo, cujo fascista ministro de Defesa Juan Carlos Pinzón, como não poderia deixar de ser, acusou as FARC de estarem por trás das manifestações populares. A extrema-direita, encabeçada pelo ex-presidente narcotraficante Álvaro Uribe e um setor da burguesia colombiana exigiram que Santos agisse com mão de ferro a fim de impor medidas duras para conter o movimento “Marcha Patriótica” e as radicalizadas manifestações de massas no campo e na cidade. É neste contexto de recrudescimento do regime que o chacal Santos deseja se credenciar perante a burguesia e o imperialismo para levar adiante seu segundo mandato presidencial, cujas eleições estão previstas para maio do ano que vem.


Este operativo de guerra acontece paradoxalmente enquanto são levados adiante os famigerados “acordos de paz” (de cemitério) entre a guerrilha e o governo pró-imperialista de Santos, cretinamente apoiados pela esquerda mundial. No entanto, só um lado vem cumprindo com os “acordos” e vem desgraçadamente pagando por esta decisão: dezenas de guerrilheiros já foram covardemente assassinados (muitos executados sumariamente), vários colocados nos cárceres em condições subumanas... Ou seja, um cessar-fogo jamais foi colocado à mesa por parte do governo no correr das “negociações”. As “negociações de paz” são na realidade uma grande farsa montada para desarmar e eliminar fisicamente a guerrilha, uma vez que ao regime político narcotraficante colombiano não interessa nem sequer a conversão em partido político das FARC, apenas a sua completa extinção, muito embora a direção da guerrilha acredite na possibilidade de “legalização”.

 As dezenas de guerrilheiros mortos são a demonstração cabal de que a Casa Branca está por trás desta nova ofensiva contra as FARC, como parte integrante de uma ofensiva global do imperialismo contra as forças políticas e regimes que se opõem a seus interesses de rapinagem colonialista, a exemplo da destruição da Líbia, da preparação da intervenção militar na Síria e futuramente no Irã.

O atual mandatário da Casa de Nariño (Palácio presidencial em Bogotá) vem recrudescendo o regime político em resposta às críticas que Uribe e setores das FFAA vinham fazendo a seu governo, que estaria cedendo às “imposições” das FARC nas rodadas de negociações realizadas em Havana. Uribe, ao lado das mais retrógradas oligarquias colombianas e do exército (este diretamente controlado pelo Pentágono) aspira capitalizar eleitoralmente o desgaste político de Santos diante das crises sociais que abalam o país. Em resposta, Santos persegue implacavelmente a guerrilha, assassinando mais de 150 companheiros em ataques a acampamentos das FARC e do ELN, mesmo porque nos próximos dias a classe dominante deve decidir sobre seu candidato preferencial à presidência e em novembro findam-se as rodadas de “negociações” que devem garantir a reeleição de Santos.

 Aproveitando-se do cessar-fogo unilateral da guerrilha, o chacal Santos vem sistematicamente ordenando sangrentos massacres de acampamentos das FARC em várias regiões do país. Em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo (10/10), Santos ameaça sem meios termos a guerrilha: “Com a ofensiva no sul do país, cujo principal objetivo é desmantelar os blocos sul e leste das FARC e da luta como ‘alvos de alto valor’ dos comandantes Carlos Antonio Lozada, Romana, Fabian Ramirez, o ‘Paisa’ e ‘Joaquín Gómez’”. Como se poder ver, o objetivo da operação é eliminar o alto comando da guerrilha.

O regime narcotraficante a serviço do imperialismo ianque aperta o cerco à guerrilha. Diante da maior fragilidade em que se encontram as FARC, os marxistas revolucionários se colocam incondicionalmente ao lado da guerrilha face a qualquer ataque militar levado a cabo pela Casa Branca e seu títere Santos. Concomitantemente, no entanto, é necessário apontarmos os limites programáticos da estratégia reformista da direção das FARC que se baliza pela política de reconciliação nacional com a burguesia e nas ilusões na democracia dos ricos. A única forma de honrar os milhares de guerrilheiros que tombaram nestes 50 anos de luta e seus comandantes mais destacados como Afonso Cano, Manuel Marulanda, Mono Jojoy, Guillermo Pequeño, que morreram heroicamente em combate contra o regime de exploração, é defender a alternativa programática da estratégia da revolução socialista que liquide o Estado capitalista e suas marionetes, como Santos, sem tecer a menor ilusão no regime democrático burguês.

Fonte LBI

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