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quinta-feira, 5 de junho de 2014

O López venezuelano e o López porto-riquenho: um contraste esclarecedor

Atilio A. Boron
A imprensa do “establishment” nas Américas e Europa há meses vem exaltando a figura de Leopoldo López Mendoza, líder do partido Voluntad Popular (1% nas últimas eleições municipais venezuelanas), como um virtuoso estadista opositor, matreiramente encarcerado pelo governo de Nicolás Maduro. Mas a verdade é outra: Lopez Mendoza é qualquer coisa, menos um dissidente democrático. É líder de uma facção sediciosa da direita da Venezuela – entre cujos dirigentes se encontra a intragável Maria Corina Machado – que em fevereiro de 2014 se propôs a alterar pela força a ordem constitucional vigente no país e derrubar o governo venezuelano.

Os sequazes de López (a maioria deles mercenários pagos pelos EUA, segundo inapeláveis testemunhos que saíram recentemente à luz) fizeram uso de toda forma imaginável de violência, como incêndios de edifícios públicos e meios de transporte públicos e privados, ataques violentos a universidades e centros de saúde, barreiras nas ruas, espancamento de chavistas e assassinatos.

Como produto desses desmandos, perderam a vida quase 50 pessoas, a maioria delas chavistas ou pessoal das forças de segurança do Estado. López Mendoza foi preso pelo cometimento de tais crimes, incluindo vários de homicídio. Antes que um dissidente detido por suas ideias ou projetos políticos, o personagem de outrora é um delinquente que perpetrou crimes que em qualquer Estado se purgam com condenações extensas e, em alguns países, pena de morte (1).

Mesmo assim, para a imprensa do sistema López é um herói, um democrata perseguido por uma feroz tirania que na Venezuela teria violado todas as liberdades. Se esse personagem fizesse nos Estados Unidos o que fez em seu país seria encarcerado pelo resto da vida, em prisão de segurança máxima. É exatamente o que ocorreu a outro López, Oscar López Rivera, patriota da independência porto-riquenha, que por muito menos do que fez o “López ruim” está preso há 33 anos nos EUA. Para as rameiras midiáticas do império, este López, o bom, não merece uma linha: ao seu injusto encarceramento se agrega o castigo cotidiano do silêncio e a sistemática indiferença a sua condição.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Freedom House ou White House? Sobre a liberdade de imprensa na América Latina

América Latina - Juan Manuel Karg, tradução do Diário Liberdade- Recentemente se deu a conhecer um novo estudo de uma ONG estadunidense, Freedom House, na qual se analisa por países a liberdade de imprensa a nível mundial, dando ênfase especial na situação dos países da América Latina.



Alguns meios de comunicação privados do nosso continente velozmente publicaram conclusões da Freedom House, a qual catalogaram como "organização independente". Agora, que níveis de independência há detrás dessa ONG? Qual é sua principal fonte de financiamento? A que países seu relatório questiona?

Em sua edição impressa do último dia 2 de maio, o diário argentino Clarín informava sobre o estudo da Freedom House, dando conta de que o relatório dessa ONG adverte sobre o "clima altamente polarizado" no país governado por Cristina Fernández Kirchner, enquanto sentencia que na Argentina há "liberdade de imprensa parcial". Para o Clarín, a Freedom House é uma "organização independente", tal como informa na mesma data, para logo depois esclarecer que a informação apresentada teve a "particularidade de ser difundida na sede do Departamento de Estado e com um funcionário de Barack Obama entre os expositores".


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Alvo da espionagem ianque, Dilma nem sequer cogita suspender relações diplomáticas com os EUA!


LBI A presidente Dilma foi alvo de espionagem dos EUA via monitoramento das informações telefônicas e de internet pela CIA/NSA. Não se trata de informações colhidas somente na época do governo FHC como revelou anteriormente a mídia “murdochiana”, mas durante todo o governo da frente popular, incluindo conversas e trocas de e-mails entre ministros e assessores, o que obviamente inclui os dois mandatos de Lula.

Como já havíamos denunciado anteriormente, quando os noticiários deram bastante destaque às revelações do ex-agente Edward Snowden sobre a existência de bases de monitoramento eletrônico instaladas em Brasília no período do governo tucano, a espionagem estava plenamente ativa e detalha decisões do atual governo petista e contatos para decisões estratégicas. As atuais informações vieram à tona via o jornalista do The Gardian, Glenn Greenwald, que teve seu companheiro sequestrado em Londres no mês passado justamente porque o serviço secreto britânico, a serviço da CIA, desejava confiscar seu telefone e notebook para impedir que novas informações viessem a público.

Diante das denúncias veiculadas pela Rede Globo, o próprio embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, em visita nesta segunda-feira (02/08) ao novo ministro das relações exteriores Luiz Eduardo Figueiredo negou que o programa de monitoramento sediado no Brasil (com abrangência para toda a América Latina) tenha sido executado para fins de “espionagem de cidadãos e da presidente” como já havia feito anteriormente.

O ministro da Justiça, Eduardo Cardoso, declarou que o fato é “inaceitável” e só! O novo chanceler Figueiredo se pronunciou que "aguarda explicações" mostrando que segue o mesmo estilo servil de Antônio (nada) Patriota. A própria Dilma chamou uma reunião de emergência para decidir o que fazer, mas nada anunciou além de se mostrar "indignada". Não temos a menor dúvida que sua resolução será no máximo fazer uma declaração formal contra a ingerência de nossa soberania e solicitar novas explicações, não estando sequer colocada no horizonte do governo da frente popular cancelar a viagem como chefe de Estado que Dilma irá fazer aos EUA em outubro como forma de protesto e, muito menos, suspender relações diplomáticas e comerciais com os EUA!

sábado, 31 de agosto de 2013

Os governantes e a pobreza.


Os   mais recentes casos envolvendo  pedidos  de  asilo político,  Assange, Snowden – demonstraram  de forma assaz clara o tipo de poder que  o IV  Reich  ainda exerce  sobre a política mundial.  Evidentemente, e não poderia ser de outra forma,  com os requintes tradicionais de sua  natureza e orbe.  O comportamento criminoso  dos EUA, todavia, não salta aos olhos  de qualquer observador.  É  necessário muita “agudeza” de espírito para enxergar  tais trivialidades. 

 Assange  se encontra   impedido do exercício pleno de suas  atividades  na embaixada equatoriana  no território de um dos colaboradores mais próximos do Império e Snowden, ainda que    de forma provisória,  consegue  respirar e atuar   em melhores condições.  A seara russa  não é das melhores  para Snowden.  O destino poderia ter lhe reservado  algo melhor.  Ambos não são e nunca foram partidários de atividades criminosas.   Muito distante disso.  Prestaram  eminentes serviços  a Imprensa  do mundo clareando  as tentativas, estas sim, de criminosos  contumazes  contra as liberdades individuais.


Pedidos  de asilo a  vários  Estados democráticos   foram disparados por Edward Snowden  em vão.   Inclui-se nessa lista o Brasil.   Todavia vozes se levantaram  em várias regiões  em sua defesa. Pouquíssimas, é de se lamentar,  foram de chefes de governo desses  Estados democráticos.      Teria tido ele  um destino diferente se fosse um gangster ou assassino de crianças?!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A NSA e os seus prestativos ajudantes.



por Edward Snowden
entrevistado por Jacob Appelbaum e Laura Poitra

Numa entrevista efectuada através de emails encriptados, o denunciante Edward Snowden discute o poder da NSA, como está "na cama junto com os alemães" e o vasto âmbito da espionagem da Internet efectuada pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha. 

 Pouco antes de se tornar um nome familiar em todo o mundo, como denunciante, Edward Snowden respondeu a uma lista abrangente de perguntas. Elas foram feita por Jacob Appelbaum, 30, um programador de software de encriptação e segurança. Appelbaum proporciona treino a grupos internacionais de direitos humanos e jornalistas sobre como utilizar a Internet de modo anónimo.

 Appelbaum tornou-se mais conhecido do público depois de falar em nome do fundador da WikiLeaks, Julian Assange, numa conferência hacker em Nova York em 2010. Juntamente com Assange e outros co-autores, Appelbaum divulgou recentemente uma compilação de entrevistas em forma de livro sob o título Cypherpunks: Freedom and the Future of the Internet.

 Appelbaum caiu no radar das autoridades americanas no decorrer da sua investigação das revelações da WikiLeaks. Desde então elas apresentaram ordens legais à Twitter, Google e Sonic para transferirem informação acerca das suas contas. Mas Appelbaum descreve seu relacionamento com a WikiLeaks como "ambíguo" e explica aqui como conseguiu apresentar perguntas a Snowden.

 "Em meados de Maio, a autora de filmes documentários Laura Poitras contactou-me", disse Appelbaum. "Contou-me que estava em contacto com uma possível fonte anónima da National Security Agency (NSA) que havia concordado em ser entrevistado por ela".

 "Ela estava em vias de apresentar as perguntas e pensou que colocar algumas questões técnicas específicas era uma parte importante do processo de verificação da fonte. Um dos objectivos era determinar se estávamos realmente a tratar com um denunciante da NSA. Eu tinha profundas preocupações com armadilhas estilo COINTELPRO. Enviámos nossas perguntas encriptadas de forma segura à nossa fonte. Eu não tinha conhecimento da identidade de Edward Snowden antes de ele a revelar ao mundo em Hong Kong. Ele também não sabia quem era eu. A minha expectativa era que quando o anonimato fosse removido encontraríamos um homem com cerca de 60 anos".

 "As perguntas a seguir são fragmentos de uma entrevista maior que cobriu numerosos tópicos, muitos do quais são de natureza altamente técnica. Algumas das perguntas foram reordenadas a fim de proporcionar o contexto necessário. As perguntas concentram-se quase inteiramente nas capacidades e actividades da NSA. É crítico entender que estas perguntas não foram feitas no contexto de reacção aos acontecimentos desta semana ou mesmo deste mês. Foram feitas num período relativamente tranquilo, quando Snowden provavelmente desfrutava seus últimos momentos num paraíso hawaiano – um paraíso que ele abandonou a fim de que toda pessoa no planeta possa vir a entender a situação actual tal como ele".

 "Posteriormente, também tive contacto directo com Edward Snowden em que revelei a minha própria identidade. Naquela ocasião, ele exprimiu o desejo de ter os seus sentimentos e observações sobre estes tópicos publicados quando eu pensasse que fosse o momento certo.

 Nota do editor: Os excertos a seguir são retirados da entrevista original em inglês. Potenciais diferenças de linguagem entre as versões em alemão e inglês podem ser explicada pelo facto de que preservámos muito os termos técnicos utilizados por Snowden nesta transcrição. Explicações de uma parte da terminologia utilizada por Snowden bem como notas do editor são apresentadas em notas de rodapé.

 Entrevistador:  Em que consiste a missão da National Security Agency (NSA) da América e como é que este trabalho se compatibiliza com a regra a lei?

 Snowden: Eles querem saber tudo de importante que acontece fora dos Estados Unidos. Isso é um desafio significativo. Quando se dá a impressão que se deve saber tudo sobre todo o mundo, começa-se a acreditar que se pode evadir as regras. Uma vez que as pessoas o odeiam por evadir aquelas regras, rompê-las torna-se uma questão de sobrevivência.

 Entrevistador:  Estão as autoridades ou os políticos alemães envolvidos no sistema de vigilância da NSA?

 Snowden:  Sim, naturalmente. Nós [1] estamos na cama junto com os alemães assim como com a maior parte dos outros países ocidentais. Por exemplo, nós [2] lhe damos a dica de quando alguém que queremos está a voar através dos seus aeroportos (o que soubemos, por exemplo, através do telefone celular da namorada de hacker suspeito num terceiro país totalmente não relacionado – e eles entregam-no para nós. Eles [3] não pedem para justificarmos como soubemos alguma coisa e vice-versa, para isolar os seus líderes políticos da reacção adversa  (backlash)  de saber quão gravemente estão a violar a privacidade global.

 Entrevistador:  "Mas se agora forem revelados pormenores acerca deste sistema, quem será acusado?

 Snowden:  Frente a tribunais dos EUA? Acho que você não está a ser sério. Diante de uma investigação que descobrisse as pessoas específicas que autorizaram a intercepção sem permissão de milhões e milhões de comunicações, o que em consequência resultaria nas maiores sentenças da história mundial, os nossos mais altos responsáveis simplesmente pediriam que a investigação fosse suspensa. Quem "pode" ser levado à acusação é irrelevante quando a regra da lei não é respeitada. As leis são significativas para você, não para eles.

 Entrevistador:  O NSA faz parceria com outros países, como Israel?

 Snowden:  Sim. O tempo todo. A NSA tem um corpo maciço responsável por isto: é o FAD, o Foreign Affairs Directorate.

 Entrevistador:  A NSA ajudou a criar o Stuxnet?  (Stuxnet é o verme de computador utilizado contra o programa nuclear iraniano).

 Snowden:  A NSA e Israel escreveram-no em conjunto.

 Entrevistador:  Quais são alguns dos grandes programas de vigilância que hoje estão activos e como os parceiros internacionais ajudam a NSA?

 Snowden:  Em alguns casos, os assim chamados Five Eye Partners [4] vão além do que faz a própria NSA. Por exemplo, a General Communications Headquarters (GCHQ) do Reino Unido tem um sistema chamado TEMPORA. Na comunidade da inteligência de sinais o TEMPORA é primeiro buffer de Internet que é "tomador total"  ("full-take")  não se importando com o tipo de conteúdo e prestando apenas atenção marginal à Lei de Direitos Humanos. Ele rouba tudo, num buffer constante para permitir investigação retroactiva sem que falte um único bit. Exactamente agora o buffer pode guardar três dias de tráfego, mas isso está a ser melhorado. Três dias pode não parecer muito, mas lembre-se que não se trata de metadados. "Full-take" significa que não perde nada e engole a totalidade de cada capacidade de circuito. Se você enviar um único pacote ICMP [5] e ele andar através do Reino Unido, nós o obtemos. Se você descarregar alguma coisa e acontece o CDN (Content Delivery Network) ter o servidor no Reino Unido, nós o obtemos. Se os registos médicos da sua filha doente forem processados num call center de Londres ... bem, você fica com a ideia.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Sob os governos da Frente Popular continuam as bases de espionagem da CIA no Brasil


Se no Itamaraty realmente existisse algum brio do justo patriotismo anti-imperialista, o chanceler (nada) Patriota se colocaria à disposição de Snowden para lhe oferecer o asilo político pedido ao Brasil, inclusive oferecendo um avião do governo para sua busca na Rússia. Mas a Frente Popular seguirá fingindo indignação com a espionagem da CIA, enquanto cretinamente renova os tratados de cooperação militar com os EUA, que por sua vez seguirão jurando “inocência” no caso das bases de monitoramento em Brasília. Cabe aos genuínos combatentes anti-imperialistas levantar a bandeira da expulsão dos agentes (civis e militares) ianques em toda América Latina, assim como a dos grandes trustes econômicos norte-americanos que trazem exploração e miséria ao nosso povo.


LBI-QI- Os noticiários da mídia “murdochiana” deram bastante destaque às revelações do ex-agente Edward Snowden (abrigado provisoriamente na Rússia) sobre a existência de bases de monitoramento eletrônico pertencentes a CIA/NSA, instaladas em Brasília no período do governo FHC. As atuais informações fornecidas por Snowden datam no máximo ao ano de 2002 e, portanto, seriam relacionadas a fatos do passado, nada tendo a ver com a atualidade dos governos da Frente Popular, é o que tenta provar a mídia no afã de tranquilizar a opinião pública nacional. Diante das denúncias o próprio embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, em visita nesta segunda-feira (08/07) ao ministro das comunicações negou que o programa de monitoramento sediado no Brasil (com abrangência para toda a América do Sul) tenha sido executado para fins de “espionagem de nossos cidadãos”. 


A verdade é que os convênios oficiais de cooperação assinados entre a NSA (Agência de Segurança Nacional - EUA) e o governo brasileiro na gestão FHC, permanecem vigentes até hoje.Na realidade são estes acordos bilaterais para fins de " inteligência" que permitem a CIA vasculhar livremente nosso sistema de informações e dados, valendo inclusive para o monitoramento dos computadores do TSE ,responsável pela totalização dos votos da urna “robotrônica”. Mas a presidenta Dilma se finge de indignada e até mesmo o vassalo FHC cobra explicações do governo ianque, a imprensa capitalista não comenta o fato dos acordos com a NSA estarem valendo em plena etapa dos supostos riscos de “terrorismo” nos “grandes eventos” que o Brasil sediará.


Um cinismo sem precedentes marca todo o debate acerca da quebra do sigilo pessoal e corporativo na internet, por parte dos organismos de “inteligência” norte-americanos. Empresas como o Google e Facebook logo se apressaram em afirmar que nunca repassaram dados e informações de seus usuários ao governo Obama. As chamadas “redes sociais” (Face, Twitter, etc...) ou mesmo o protótipo de inteligência artificial que é o Google, foram criadas diretamente pelo Departamento de Estado Ianque como colaterais “privadas” de seus organismos oficiais. Fazem parte de um projeto de monitoramento global dos EUA, integrado à estratégia de consolidar a hegemonia imperialista em um mundo totalmente dependente da internet, seja para troca de dados comerciais e financeiros ou simples informações pessoais.


A “lenda” plantada por Hollywood de que empresas como o Face teriam sido criadas por jovens universitários ou mesmo o Google como produto da “mente brilhante” de empreendedores tecnológicos só pode convencer a pessoas muito tolas. Se os EUA atravessa uma etapa mundial de crise de acumulação capitalista, o que ameaça sua hegemonia planetária, foi forçado a recorrer a sua supremacia tecnológica não somente no campo bélico-militar, mas também no terreno “virtual”. O controle mundial da “grande rede” passa a ser uma questão de sobrevivência para o imperialismo ianque, atropelando as regras formais da diplomacia, inclusive com seus parceiros leais da União Europeia e Japão. Mantendo-se este cenário internacional podemos dizer que a “guerra nas estrelas” pensada por Reagan na década de 80, foi ganha pelos EUA a partir da superioridade de seus satélites, servindo hoje para “gerenciar” a Net muito mais do que para a interceptação de mísseis inimigos.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

“Vazamento” sobre espionagem doméstica desmoraliza Obama e pavimenta caminho do Tea Party


Estados Unidos - LBI-QI - Com a restauração capitalista da URSS e o fim da chamada "Guerra Fria", a partir da queda do Muro de Berlim, ou seja, o desaparecimento do Pacto de Varsóvia que fazia um contraponto político e militar ao imperialismo ianque, ganhou força uma campanha ideológica movida por intelectuais a soldo das potências ocidentais e da grande mídia burguesa, afirmando que o mundo de forma homogênea caminhava para a "democracia" - entenda-se um regime de aparente liberdade civil tendo por base a economia de mercado.

A pequena-burguesia acomodada foi vanguarda em "incorporar" esses valores em nome da sua "liberdade individual", enquanto o proletariado, carente de referência programática e ideológica comunista, foi arrastado para tal armadilha ao mesmo tempo em que era atacado em suas mais elementares conquistas sociais. Passados quase 25 anos do fim da chamada "cortina de ferro", uma referência aos Estados operários do Leste Europeu, vemos que o imperialismo ianque incrementou seu controle político, militar e ideológico sobre o planeta. Neste marco, não causou qualquer surpresa os recentes "escândalos" sobre o monitoramento em massa da vida dos cidadãos estadunidenses pelos órgãos de vigilância internos.


Veio à tona o que já se sabia: o Estado burguês nos EUA, que assume o papel de polícia planetária, é uma verdadeira máquina de guerra para manter sua dominação sobre os povos e nações oprimidas, enquanto vigia seus próprios cidadãos para que nada "saia do controle" em casa. A classe média, fã do Facebook, uma ferramenta de monitoramento controlada pela CIA, crente na falsa "liberdade de expressão" na internet e na comunicação via celular, é que se "chocou" com as informações que vieram a público com as denúncias de Edward Snowden, antigo membro da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos e atual funcionário de uma empresa subcontratada pela Agência de Segurança Nacional ianque (NSA). Tais "vazamentos", que deixam o governo Obama fragilizado frente a sua base social "progressista" no interior dos EUA enquanto o desmoralizam diante da direita que o acusa de incompetente em zelar pela "segurança nacional", pavimentam o caminho para a transição da atual gestão democrata fragilizada para um futuro mandato republicano de corte fascistizante a ser comandado pelo Tea Party.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A quem pertence a Internet?

Internacional
Conjunto de propostas de leis cercam a liberdade de expressão e ampliam o poder da “indústria dos copyrights” e dos Estados Unidos sobre a internet


Eduardo Sales de Lima

Pressão da sociedade e falta de apoio no Congresso estadunidense causaram o adiamento da votação do Sopa (Stop On-line Piracy Act – Pare com a pirataria on-line, em tradução livre) e do Pipa (Protect IP Act – Ato pela proteção da Propriedade Intelectual) em prazo indefinido. As duas propostas visam bloquear o acesso a sites e aplicações na internet que sejam consideradas violadoras da propriedade intelectual estadunidense. Em outros termos, poderão influir no próprio caráter de compartilhamento livre de informação.

“A sociedade estadunidense está insatisfeita com o Congresso e a percepção é que congressistas só ouvem o lobby [da indústria do copyright] e não o interesse público. Hoje apenas 9% dos americanos aprovam o trabalho do Congresso, uma baixa histórica. O Sopa e o Pipa, são exemplos de medidas que justificam essa desaprovação”, afirma Ronaldo Lemos, da Universidade de Princenton e apresentador do Mod MTV.

No início de janeiro, em uma entrevista à TV pública espanhola, o sociólogo Manuel Castells salientava que “conservar o poder requer manter o máximo controle possível sobre a informação, e assegurar, sobretudo, que os canais de comunicação sejam verticais”.

A “indústria dos copyright (dos direitos autorais referentes a filmes, músicas e livros)”, percebeu que não adiantava dizer que é crime compartilhar informações para manter seu poder, como lembrou Castells. “Se eles não conseguem intimidar o cidadão, querem criar um tipo de um bloqueio a Cuba no ciberespaço.

Eles perceberam que têm que agir nos provedores da rede, nos provedores de conexão”, afirma o sociólogo e consultor em comunicação e tecnologia, Sérgio Amadeu da Silveira.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sites da internet fazem 'apagão' em protesto contra lei antipirataria.



A enciclopédia on-line Wikipedia retirou do ar suas páginas em inglês por 24 horas e o gigante da internet Google ocultou seu logo com uma tarja preta no início desta quarta-feira, um dia de protestos contra projetos de lei antipirataria estudados pelo Congresso dos Estados Unidos.

"Atenção estudantes! Façam seus trabalhos a tempo. A Wikipedia irá protestar nesta quarta-feira contra uma lei ruim", escreveu em sua conta do Twitter Jimmy Wales, fundador da enciclopédia participativa on-line.

A Wikipedia, que no dia 15 de janeiro comemorou seu décimo primeiro aniversário, afirma ser a mais importante enciclopédia do mundo, com mais de 20 milhões de artigos publicados em 282 línguas.

"Os últimos detalhes estão em estudo, mas o consenso parece ser o de realizar um 'apagão' total, e não parcial", disse Wales. "Isto será estupendo. Espero que a Wikipedia faça o sistema telefônico de Washington explodir nesta quarta-feira. Passem esta mensagem a todos os seus conhecidos", acrescentou.

Outros provedores populares de serviços da internet nos Estados Unidos, como Reddit e Cheezzburger, se uniriam ao movimento de protesto.

sábado, 8 de outubro de 2011

A "obtenção" de Assange e o enlamear de uma revolução.

por John Pilger

O Tribunal Superior em Londres decidirá em breve se Julian Assange deve ser extraditado para a Suécia a fim de enfrentar acusações de má conduta sexual. Na audiência de apelo, em Julho, Ben Emmerson QC , advogado de defesa, descreveu toda a saga como "louca". O promotor público chefe sueco desistiu da ordem de prisão, dizendo que não havia processo para Assange responder. Ambas as mulheres envolvidas disseram que haviam consentido em fazer sexo. Sobre os fatos alegados, nenhum crime teria sido cometido na Grã-Bretanha.

Contudo, não é o sistema judicial sueco que apresenta um "perigo grave" para Assange, dizem seus advogados, uma disposição legal conhecida como Entrega Temporária (Temporary Surrender), sob a qual ele pode ser enviado da Suécia para os Estados Unidos secretamente e rapidamente. O fundador e editor do WikiLeaks, que publicou a maior fuga de documentos oficiais da história, proporcionando uma percepção única das guerras de rapina e mentiras contadas por governos, é provável encontrar-se num buraco infernal não diferente da masmorra de tormentos que aprisiona o soldado Bradley Manning, o alegado informante. Manning não foi processado, muito menos condenado, mas em 21 de Abril o presidente Barack Obama declarou-o culpado com um displicente "Ele infringiu a lei".

Esta justiça estilo Kafka aguarda Assange quer a Suécia decida ou não processá-lo. Em Dezembro último, o Independent revelou que os EUA e a Suécia já haviam iniciado conversações sobre a extradição de Assange. Ao mesmo tempo, um grande júri secreto – uma relíquia do século XVIII há muito abandonada neste país – reuniu-se exatamente do outro lado do rio de Washington, num canto da Virgínia que é o lar da CIA e da maior parte do establishment segurança nacional da América. O grande júri é um "remendo", contou-me um importante perito legal: ele recorda os júris só de brancos no Sul que condenavam negros automaticamente. Acredita-se existir uma acusação ainda lacrada.

Sob a Constituição dos EUA, a qual garante a liberdade de expressão, Assange deveria, em teoria, ser protegido. Quando concorria à presidência, Obama, ele próprio um constitucionalista, disse: "Informantes fazem parte de uma democracia saudável e devem ser protegidos de represálias". O seu abraço à "guerra ao terror" de George W. Bush mudou tudo isso. Obama tem perseguido mais informantes do que qualquer presidente estadunidense. O problema para a sua administração em "obter" Assange e esmagar o WikiLeaks é que investigadores militares não descobriram conivência ou contacto entre ele e Manning, relata a NBC. Não há crime, de modo que algum tem de ser cozinhado, provavelmente em linha com a absurda descrição de Assange, feita pelo vice-presidente Joe Biden, como um "terrorista hi-tech".

Caso Assange vença seu apelo ao Tribunal Superior de Londres, ele poderá enfrentar a extradição direta para os Estados Unidos. No passado, responsáveis dos EUA sincronizaram autorizações de extradição com a conclusão de um caso pendente. Tal como os seus militares predatórios, a jurisdição americana reconhece poucas fronteiras. O sofrimento de Bradley Manning demonstra, juntamente com o recentemente executado Troy Davis e os esquecidos presos de Guantânamo, grande parte do sistema de justiça criminal dos EUA é corrupto se não ilegal.

Numa carta dirigida ao governo australiano, o mais distinto advogado de direitos humanos da Grã-Bretanha, Gareth Peirce, que agora atua em favor de Assange, escreveu: "Dada a extensão da discussão pública, frequentemente na base de suposições inteiramente falsas... é muito difícil tentar preservar para ele qualquer presunção de inocência. O sr. Assange tem agora pendente sobre si não uma mas duas espadas de Damocles, de potencial extradição para duas diferentes jurisdições por dois diferentes alegados crimes, nenhum dos quais são crimes no seu próprio país e a sua segurança pessoal ficou em risco em circunstâncias que são altamente politicamente carregadas".

Estes fatos, e a perspectiva de uma grotesca perversão de justiça, têm sido afogados numa campanha de injúrias contra o fundador do WikiLeaks. Ataques profundamente pessoais, baixos, pérfidos e desumanos foram lançados contra um homem não acusado de qualquer crime mas mantido isolado, etiquetado e sob prisão domiciliar – condições nem mesmo atribuídas a um acusado que atualmente enfrenta extradição por uma acusação de assassinar a sua esposa.

Foram publicados livros, efetuados contratos de filmes e profissionais dos media lançaram iniciativas com a suposição de que ele está num jogo tolo e demasiado fraco para processo. Pessoas ganharam dinheiro, frequentemente muito dinheiro, enquanto o WikiLeaks luta para sobreviver. Em 16 de Junho, o editor de Canongate Books, Jamie Byng, quando Assange lhe pediu uma garantia de que o boato da publicação não autorizada da sua autobiografia não era verdadeiro, disse: "Não, absolutamente não. Essa não é a posição ... Julian, não se preocupe. Meu desejo número um absoluto é publicar um grande livro com o qual você fique feliz". Em 22 de Setembro, a Canongate divulgou aquilo a que chamo "autobiografia não autorizada" de Assange sem a permissão ou conhecimento do autor. Era um primeiro rascunho de um manuscrito incompleto e não corrigido. "Eles pensaram que eu estava a ir para a prisão e isso os teria incomodado", contou-me ele. "É como se eu agora fosse uma mercadoria que representa um estímulo para qualquer oportunista".

O editor do Guardian, Alan Rusbridger, considerou as revelações do WikLeaks como "um dos maiores furos jornalísticos dos últimos 30 anos". Na verdade, isto faz parte da sua atual promoção de marketing a fim de justificar o aumento do preço de capa do Guardian. Mas o furo pertence a Assange, não ao Guardian. Compare-se a atitude do jornal em relação a Assange com o seu apoio firme ao repórter ameaçado de processo sob a Lei dos Segredos Oficiais (Official Secrets Act) por revelar as iniquidades do Hackgate. Editoriais e primeiras páginas apresentavam emocionantes mensagens de solidariedade até mesmo do Sunday Times de Murdoch. Em 29 de Setembro, [o jornalista] Carl Bernstein era trazido dos EUA para Londres a fim de comparar tudo isto com o seu triunfo do Watergate. Infelizmente, a mensagem do icônico compadre não foi coerente com o seu passado investigador. "É importante não ser injusto com Murdoch", disse ele, porque "é o mais sagaz empresário dos media do nosso tempo", pois "colocou The Simpsons no ar" e portanto "mostrou que podia entender o consumidor de informação".

O contraste com o tratamento dado a um genuíno pioneiro de uma revolução jornalística, que ousou enfrentar a América desenfreada, apresentar a verdade acerca de como funciona a grande potência, é notável. Um gotejamento de hostilidades transpira do Guardian, tornando difícil aos leitores interpretar o fenômeno WikiLeaks e assumir algo diferente do que o pior acerca do seu fundador. David Leigh, o "editor de investigações" do Guardian, disse a estudantes de jornalismo na Cidade Universitária que Assange era um "monstro Frankenstein" o qual "não costuma lavar-se muito frequentemente" e era "um bocado demente". Quando um estudante confundido perguntou porque dizia isso, Leigh replicou: "Porque ele não entende os parâmetros do jornalismo convencional. Ele e o seu círculo têm um profundo desprezo pelo que chamam os media de referência". Segundo Leigh, estes "parâmetros" foram exemplificados por Bill Keller quando, como editor do New York Times, co-publicou a revelações do WikiLeaks junto com o Guardian. Keller, disse Leigh, era "uma pessoa seriamente ponderada em jornalismo" que tinha de tratar com "uma espécie de hacker sujo e excêntrico de Melbourne".

Em Novembro último, o "seriamente ponderado" Keller jactou-se à BBC de que havia entregue todos os registros de guerra do WikiLeaks à Casa Branca de modo a que o governo pudesse aprová-los e editá-los. Na preparação para a guerra do Iraque, o New York Times publicou, sabe-se agora, uma série de afirmações inspiradas pela CIA de que existiam armas de destruição maciça. Tais são os "parâmetros" que tornaram tantas pessoas cínicas acerca dos chamados media de referência.

Leigh chegou ao ponto de ridicularizar o perigo de que, uma vez extraditado para a América, Assange acabasse por usar "um fato laranja". Trata-se de coisas que "ele e o seu advogado andam a dizer a fim de alimentar a sua paranóia". A "paranóia" é partilhada pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos o qual congelou extradições de "segurança nacional" do Reino Unido para os EUA pois o extremo isolamento e as longas sentenças que os acusados podem esperar equivalem a tortura e tratamento desumano.

Perguntei a Leigh porque ele e o Guardian haviam adaptado uma atitude sistematicamente hostil em relação a Assange desde que se separaram. Ele respondeu: "Onde você, tendenciosamente, afirma detectar um 'dedo hostil', outros podem meramente ver objetividade bem informada".

É difícil encontrar objetividade bem informada no livro do Guardian sobre Assange, vendido lucrativamente a Hollywood, no qual Assange é descrito infundadamente como uma "personalidade danificada" e "rígida" ("callous"). No livro, Leigh revelou a password secreta que Assange havia dado ao jornal. Destinada a proteger um ficheiro digital contendo telegramas de embaixadas dos EUA, sua revelação pôs a funcionar uma cadeia de eventos que levou à divulgação de todos os ficheiros. O Guardian nega "totalmente" que fosse responsável pela divulgação. Por que, então, publicar a password?

As revelações do Hackgate do Guardian foram um grande feito jornalístico; o império Murdoch pode desintegrar-se em consequência. Mas, com ou sem Murdoch, há um consenso dos media que faz eco, desde a BBC até ao Sun, à política corrupta e belicista do establishment. O crime de Assange foi ameaçar este consenso: aqueles que fixam os "parâmetros" das notícias e ideias políticas e cuja autoridade como comissários dos media é desafiada pela revolução da Internet.



O antigo jornalista premiado Jonathan Cook, do Guardian, tem experiência em ambos os mundos. "Os media, pelo menos a componente supostamente de esquerda deles", escreve, "deveriam estar a aplaudir esta revolução... Contudo, eles estão sobretudo a tentar cooptá-la, amansá-la ou subvertê-la e [mesmo] a desacreditar e ridicularizar os precursores da nova era... Alguns [da campanha contra Assange] refletem claramente um choque de personalidades e egos, mas isso também parece subrepticimanente como se a rixa decorresse de uma luta ideológica mais profunda [acerca] de como a informação deveria ser controlada daqui a uma geração [e] com os guardas da portaria a manterem o seu controle".
por John Pilger
O original encontra-se em www.johnpilger.com/...

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Wikileaks torna público documentos que comprovam o caráter questionável da dissidente blogueira cubana.


Ao que tudo indica foi desmascarada mais um dos expedientes, ao que sugere de rotina, portanto veementemente condenável envolvendo a blogueira Yoani Sánchez-dissidente cubana- quando da oportunidade de uma entrevista concedida pelo presidente Obama em novembro de 2009. Na ocasião foi feito grande alarde por ter sido o seu blog o único do mundo a receber tal tratamento e tamanha deferência.


Agora o Wikileaks vem a público, e demonstra de forma assaz clara, como tem feito até então, que tudo não passou de uma armação da blogueira que já possui em sua lista de feitos, várias ações e artifícios imorais eminentemente nefastos para atingir seus propósitos declaradamente torpes. Yoani tem se dedicado a tentar nos últimos anos, a denegrir a imagem do governo cubano junto a comunidade internacional. Há muito que vários jornalistas sérios vêm relatando os métodos pouco éticos que ela tem empregado em seus expedientes.


A escandalosa fraude no entanto parece não ser a única envolvendo a blogueira. Com a ajuda de poderosos “patrocinadores” internacionais seu blog tem se destacado e, amiúde, vem se deparando com denúncias de internautas que afirmam ser ela uma espécie de mercenária da imprensa e a porta voz de seus mecenas mais afoitos.



O episódio no mínimo sugere-nos algumas reflexões. Recentemente o jornalista João Carlos Magalhães, em entrevista com o militante Cesare Battisti, despudoradamente e de forma vil, publicou inverdades e infâmias sobre suas perspectivas e história, numa tentativa ardil de prejudicar o entrevistado. As semelhanças metodológicas e ideológicas com os da blogueira Sánchez, são notórias.. Mais uma pouco atrás, também noticiado por este blog, o episódio ocorrido no Hotel Nahoum envolvendo o repórter Gustavo Nogueira Ribeiro durante a invasão do apartamento onde estava hospedado José Dirceu, demonstra que tais atos são realizados com uma freqüência muito elevada e já se tornou, não é de hoje, uma prática criminosa da imprensa mercenária que envergonha o bom jornalismo que ainda, felizmente, é encontrado- referência esta feita aos blogs cognominados de “ sujos”- que existem aqui e alhures.



Profissionais, se é que assim podemos denominá-los, como os senhores Carlos Guimarães, da Folha de São Paulo, Gustavo Nogueira da revista Veja e Yoani Sánchez do blog Generación Y, envergonham o jornalismo. Suas perspectivas e produções intelectuais nascem a partir de, certos atrativos, “ingredientes econômicos” onde se misturam com freqüência determinados indícios, em sua maioria a priori, á obscuridade; oferecendo-nos com a luz de suas obtemperações, aspectos nebulosos de coisas que tornam-se incompreensíveis, fato que se deve, as suas lastimáveis produções que são, decididamente, dolosas. Assim pois deveriam responder aos seus “feitos”, se assim forem as circunstâncias, com o direito ao contraditório previsto em lei.

sábado, 23 de abril de 2011

A segurança do Império: Obama busca impor uma internet de baixo controle com identificação obrigatória!


Reproduzo aqui excelente matéria do sítio contrainjerencia, onde nos deparamos com a mais nova lógica dos Eua na busca, senão do controle, ou na criação de um poderoso filtro de identificação para aqueles que buscam na web, não então somente a realização de suas necessidades transacionais financeiras online, mas notícias que não saem na "grande imprensa", cujo Dna, nasceu com os Rotschield na ocasião da Reuters-inicialmente uma espécie de espia de detecção de rumos de mercado-e, em seguida super filtro de fatos diversos não então somente de âmbito financeiro.
Pois bem, vamos aos fatos. Muitos falam dos planos que os Eua tem para este ano na seara da Internet. Com um nome estranho o projeto é chamado de "cidadão Cibernético" ou coisa parecida. Na verdade é uma espécie, como disse anteriormente, de filtro que identificará quem está acessando a internet, algo bem diferente do que ocorre hoje com o sistema existente. O presidente Obama lideraria tal ideia e que seria aprovada este ano para ser colocada em prática no início do ano que vem. O que seria: Um sitema de identificação para entrar na Internet com o pretexto de solucionar problemas de segurança, porém com uma contrapartida óbvia e gravíssima: para começar, retirando o direito ao caráter privado de cada cidadão, que busca tal expediente.
Este programa nasceu de uma ideia lançada no ano passado como uma espécie de solução para o roubo de identidades online mediante o qual cada cidadão deveria ter um sistema de identificação idêntico ao nacional, tal sistema permitiria ao governo, por certo, identificar cada cidadão por uma espécie de "porta traseira".
Este sistema serviria ao departamento de governo dos Eua supondo-se que protegeria a informação de cada cidadão na rede. Um método que não necessitaria de contrasenhas de identificação, mas sim de um suporte físico individual, uma espécie de tarjeta inteligente( poderia ser um dispositivo físico pequeno via Smartphone) como aqueles que permitem acessar grande quantidade de dados pessoais.
Em certas situações já existem várias empresas que têm,ou estão criando, dispositivos que poderiam converterem-se em Sistemas de Identificação. A Siemens está desenvolvendo um sitema híbrido de tarjeta inteligente com capacidade para reconhecer os dígitos, métodos que se aceitaria para aprovação em transações online.
Desde a "Casa Branca" , até o presidente Obama falam bem do projeto!
Com transações em linha " mais confiáveis" e com melhor proteção da privacidade evitaremoas gastos elevados com delitos, renovaremos a confiança nas empresas e nos consumidores e impulsionaremos o crescimento e a inovação. É por isso que essa inciativa é tão importante para nossa Economia. O consumidor pode usar a sua credencial para ingressar em qualquer site da web, com a maior segurança do que prevêem as chaves de acesso. Os consumidores poderão usar suas credenciais para provar suas identidades quando estiverem realizando transações delicadas, como as financeiras e podem manterem-se anônimas. A internet tem trazido novos desafios como fraudes em linhas e roubo de identidade que lesam os consumidores e custam milhões por ano.
Os Eua vendem o programa afirmando que não existirá centralização nem registros de outras preocupações, que não sejam as relevantes e que ensejam tal tipo de expediente. Você acredita nisso?! ____ Nem eu!
Se aprovado o NISTIC, nome do sistema, ele traria, ou trará, uma série de polêmicas. Estamos diante sim, de uma tentativa sórdida do governo imperialista de insistir em manter a velha, e já desnudada, pauta única tão bem asenhorada pelas UPI, AP,REUTERS,... O que parece ocorrer com essa preocupação dos Eua em "resguardar os direitos de liberdade dos cidadãos" é mais uma falácia maquiavélica que não possui outro propósito, senão o de invadir a privacidade de pessoas principalmente de profissionais da área de informação, como o caso recente do wikileaks, que presta , até que se prove o contrário,grande serviço a humanidade divulgando dados e detalhes que,não sairiam ,ou não saem na mídia controlada por esses falsos democratas.

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