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segunda-feira, 9 de maio de 2011

E a OTAN prossegue com os ataques criminosos atingindo alvos residenciais na Líbia! Até quando!



Informações de várias partes do mundo, partes evidentemente que procuram mostrar tais acontecimentos em perspectivas que não tuteladas pela agências noticiosas ocidentais pró Eua, denunciam os intensos ataques que foram efetuados contra alvos líbios atingindo regiões residenciais. Violentos e crueis ataques, neste domingo, foram efetuados em Misratah e em Trípoli, capital Líbia.

O governo líbio confirmou que alguns desses ataques obtiveram êxito atingindo todavia bairros residenciais. Não se falou, nesse caso, em baixas todavia há indicadores que demonstram que várias pessoas ficaram feridas.
O setor oeste de Trípoli, neste mesmo domingo, foi fortemente bombardeado por aviões da OTAN. Enquanto os combates prosseguem matando centenas de pessoas, a grande mídia permanece distante dos acontecimentos o que demonstra um comportamento estranho diante das ações criminosas da Otan quando alvos civis, são atingidos tirando a vida portanto, de seres humanos dentre crianças e adultos.

Na verdade a operação que até agora envolveu 14 países, todos membros da Otan: Eua, França, Reino Unido, Espanha, Canadá, Itália, Holanda, Bélgica,Dinamarca, Noruega, Turquia, Grécia Romênia e Bulgária, conta com 205 aviões, a maioria dos Eua, e 21 navios. Tal operação é criminosa sim, pois a OTAN e a ONU não têm o direito de invadirem um Estado,- a Líbia é um Estado, democrático ou não tem um governante que aceitemos ou não, existe. Cabe ao povo daquele país encontrar os meios para fazer a modificações que julgarem necessárias e só a eles cabe tal prerrogativa pelo menos nas circunstâncias vigentes. Há um ordenamento Jurídico Internacional, e todos sabem disso, que precisa ser respeitado.

A verdade todavia é bem outra. Rebeldes da recém formada CNT- Conselho Nacional de Transição- estão realizando transações financeiras questionáveis e perigosas com representantes dos interesses europeus e estadunidenses em contas bancárias em Abu Dhabi. Tais rebeldes, que contam com tais dólares, afirmam que eles não serão usados para finalidades bélicas.

E a Otan tem a capacidade de dizer que está lá para defender os civis, que na condição de vítimas, precisam de ajuda. Convenhamos, uma retórica verdadeiramente européia.
Foi em contextos parecidos com esse, em diferentes períodos da história, que certas “Nações Civilizadas, como apregoam essas que fazem parte da força operacional da Otan, lançaram a humanidade em guerras violentas que se arrastaram por décadas envolvendo vários Estados e tirando, em seus longos e macabros dias, a vida de milhões de seres vivos. Com ações dessa magnitude, ambas, a OTAN e a ONU co-responsáveis pelas mortes até então na Líbia, estão simplesmente alimentando a violência e, por conseguinte, a perspectiva de mais mortes e assassinatos.

De todas as persistentes abusões que infestam o “espírito” do homem, nenhuma, quiçá, seja mais daninha do que as que dizem respeito a raça. Nestes últimos anos, uma vaga de fanatismo racial, infundado e fora de lugar, engolfa a humanidade, e os seus preconceitos mais vulgares e absurdos, campeiam na alma de povos inteiros. Fiados nisso, por exemplo, vários povos europeus se lançaram arvoradamente sobre terras africanas e asiáticas para surrupiar suas riquezas.
O atual “espírito” de raça é uma fixação de ardentes orgulhos nacionais, os mesmos que guiaram toda a sorte de crimes cometidos por povos diversos em diferentes momentos. Não há pelo visto, campo de conhecimento que se dêem provas de mais desvanecida ignorância, mais perversa crueldade, mais arrogante dogmatismo. É a morada da mistificação, em que vive e medra a maioria semi-civilizada do gênero humano. Rebater essas idéias grosseiras e desastrosas não é fácil, na verdade essa é a verdadeira tarefa da ciência.

Ao que parece tais pressupostos vazios ainda sobrevivem em pleno século XXI e podem levar a espécie humana de volta a intermitentes, perversos e mortais confrontos simplesmente e meramente alusivos, a estúpidas teses de superioridade e de domínio.

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