
Não querer enxergar que no movimento sindical brasileiro há peleguismo, traições e outros tipos de fenômenos desprezíveis e inaceitáveis é no mínimo ignorância dos fatos ou cumplicidade. Mesmo que esta seja, digamos, ”inconsciente”. Será??
O combate que a maioria
esmagadora dos sindicatos de
trabalhadores realizam contra o capital e a exploração oriunda de sua
concentração é exageradamente oblíquo e profundamente
danoso aos trabalhadores. A distância entre o discurso e a prática é
abissal. Ele é sim imoral e deveria ser inaceitável para todos aqueles que
fazem ou fizeram parte da construção da estrutura sindical.
O sindicato dos professores do ensino oficial
do estado de SP, lamentavelmente, se enquadra nesse contexto decadente e deletério. Contribui sim, para a destruição dos sonhos de
muitos que acreditam na liberdade e na democracia verdadeira no universo de uma Educação Pública de qualidade e
revolucionária.
A matéria que segue nos faz refletir sobre esse
triste e célere processo que precisa ser reavaliado e, se assim for, banido. Vamos a ela.
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PCO- Burocracia mente alegando que
documento é a favor da redução da jornada, mas o mesmo apoia Parecer que propõe
negociar e dar mais tempo para os governos como os do PSDB de SP e MG que não
cumprem Lei em vigor desde 2009, abrindo mão de direito dos docentes
Em outubro passado, a Câmara de
Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação), aprovou o Parecer
18/2012, que teve como relatora a conselheira do CNE e presidente da APEOESP,
Maria Isabel Noronha (“Bebel”, do PT) também vice-presidente daquela Câmara.
O Parecer que aguarda homologação
do ministro da Educação, Aloízio Mercadante (também do PT) teve o aval da quase
totalidade dos sindicalistas representados em sua maioria pela Confederação
Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), presidida por Roberto Franklin
de Leão (exdirigente) da Apeoesp, também do PT) que avalizou seus
termos, juntamente, com os dirigentes do Conselho Nacional dos Secretários
Estaduais de Educação (CONSED), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de
Educação (UNDIME) e do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação
(FNCEE).
O Parecer foi aprovado foi
aprovado “por unanimidade” na Câmara o que significa que não só teve o apoio
dos sindicalistas (que deveriam representar os trabalhadores) como também dos
representantes dos governos dos mais diversos partidos
burgueses (do PSDB ao PT) e dos representantes dos tubarões do ensino privado.
Sobre o que eles se “entenderam”
O Parecer tem como objetivo
anunciado o “Reexame do Parecer CNE/CEB nº 9/2012, que trata da implantação da
Lei nº 11.738/2008, que institui o piso salarial profissional nacional para os
profissionais do magistério público da Educação Básica” que foi apresentado
como uma “vitória” da burocracia, mesmo não tendo nenhum efeito prático, por
ter reafirmado a validade da Lei que estabelece um piso miserável de R$ 1450
(atuais) para os professores do ensino básico – que não é pago na maioria dos
estados e municípios – e manda que a jornada máxima do professor seja de 40h
semanais, com 1/3 destas sendo destinadas a atividades extraclasse, ou seja,
para estudos, planejamento e avaliação.





