Marcação a ferro, prática recorrente nas antigas formas de
escravidão (Foto: Reprodução)
Maurício Hashizume-
Além do retorno financeiro obtido
pelo próprio negócio da escravidão transatlântica (que funcionava de modo
bastante similar ao de uma bolsa de valores dos dias de hoje), “investidores”
privados da venda de pessoas ainda foram recompensados com grandiosas indenizaçõesdo governo inglês quando da abolição legal.
Dados tornados públicos a partir
desta quarta-feira (27/02) em um arquivo na internet disponível para consulta
revelam que quantias equivalentes a bilhões de libras esterlinas foram
transferidas dos cofres públicos para “empreendedores” escravagistas, ou seja,
muitas das fortunas de hoje estão diretamente ligadas à abolição da escravidão.
Base de dados está disponível
para consulta no endereço http://www.ucl.ac.uk/lbs/ (Foto: Reprodução)
Pelos cálculos dos responsáveis
pela pesquisa – centralizada na University College, de Londres –, nada menos
que um quinto da riqueza dos britânicos da Era Vitoriana guardava relação com a
escravidão. Entre os beneficiados, encontram-se, por exemplo, parentes do atual
primeiro-ministro inglês, David Cameron, do Partido Conservador, assim como
familiares do escritor George Orwell.





