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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Monsanto consegue a patente do brócolis


Desacato- Em junho, o Escritório Europeu de Patentes, em Munique, concedeu uma patente sobre o cultivo convencional de brócolis. Seminis, uma empresa que é de propriedade da Monsanto, recebeu a patente (EP 1597965) do brócolis derivado do melhoramento convencional. As plantas, que se supõe que tenham as colheitas melhoradas, derivam do cruzamento e seleção tradicional. A patente abrange as plantas, as sementes e a “cabeça de brócolis cortada”.         

Além disso, abrange uma “pluralidade de plantas de brócolis… cultivadas em um campo de brócolis. “O Parlamento Europeu e o Parlamento alemão foram muito críticos com este tipo de patente. Recentemente, dois milhões de assinaturas foram coletadas numa petição em favor da proibição das patentes sobre o cultivo convencional. A organização Não às patentes sobre sementes! está iniciando uma oposição contra esta última patente da Monsanto.

“Fazemos um chamado para demonstrar oposição contra a patente sobre o brócolis. O Escritório Europeu de Patentes e a Monsanto estão em um caminho de confronto com a sociedade europeia”, disse Christoph Then da organização Não às Patentes sobre Sementes!. “Temos a intenção de transmitir um claro sinal de que não vamos deixar que nossa comida seja monopolizada”.

Todas as organizações que também estão fazendo exigências aos políticos europeus, motivam para que estes assumam o controle do Escritório Europeu de Patentes, com a finalidade de mudar a interpretação da lei atual de patentes por meio do Conselho de Administração do Escritório Europeu de Patentes, que é o conjunto dos Estados membros.

Como se desprende de um documento de trabalho publicado pela Organização Mundial de Alimentos da FAO, a indústria está planejando explorar as patentes sobre o cultivo convencional. Segundo os números, as vendas globais de plantas patenteadas, derivadas da reprodução convencional, aumentarão de cerca de 700 milhões de dólares para 3 bilhões de dólares estadunidenses, em 2020. Estes números se baseiam também nas patentes concedidas pelo Escritório Europeu de Patentes.

sábado, 25 de maio de 2013

Hungria destrói todas as plantações da Monsanto


De acordo com o o secretário de estado húngaro e Ministro do Desenvolvimento Rural Lajos Bognar, ao contrário de muitos países europeus (como Portugal) a Hungria é uma nação onde as sementes geneticamente modificadas estão banidas e proibidas, tomando uma posição semelhante ao Peru que instituiu uma lei que bane e proibe as sementes e alimentos geneticamente modificados por pelo menos 10 anos.

Os quase 500 hectares de milho destruídos estavam espalhados pelo território húngaro e haviam sido plantados há pouco tempo, explica o Ministro Lajos Bognar, o que quer dizer que o pólen venenoso do milho ainda não estava a ser dispersado.

Ao contrário dos membros da União Europeia, a Hungria baniu todas as sementes OGM. As buscas continuam pois como disse Bognar os produtores são obrigados a certificarem-se que as sementes que usam não são geneticamente modificadas. Durante a investigação os fiscais descobriram que a Monsanto havia injectado produtos da Pioneer Monsanto entre as sementes a plantar, possivelmente com o intuito de disseminar aquela cultura.

O movimento de livre trânsito de produtos dentro dos estados da União Europeia impede que as autoridades investiguem como estas sementes chegaram à Hungria, mas doravante irão certificar-se da validade das culturas em solo húngaro, assegurou o ministro. Uma rádio regional revelou que as duas maiores produtoras de sementes geneticamente modificadas foram afectadas com este acto mas que existem milhares de hectares nestas condições.

Os agricultores defenderam-se com a ideia de que não sabiam tratar-se de sementes OGM. Com a estação já a meio, é tarde demais para plantarem novas sementes por isso a colheita deste ano foi completamente perdida. E para piorar o cenário aos agricultores, a companhia que distribuiu estas sementes no condado de Baranya abriu falência o que impede que recebam compensação.

Haja mais Hungrias e Húngaros pela Europa e pelo mundo!



Fontes: NaturalSociety e RealFarmacy http://portugalmundial.com/2013/05/hungria-destroi-todas-as-plantacoes-da-monsanto   e Desacato.info

terça-feira, 21 de maio de 2013

Governo dos EUA promove sementes transgênicas no exterior, conclui relatório


Segundo documentos do Wikileaks, em viagens oficiais, Hillary Clinton fazia lobby para a venda de produtos da Monsanto. Análise do Observatório dos Alimentos & Água é baseado em documentos internos do governo.

Um relatório do Observatório dos Alimentos & Água (Food & Water Watch) concluiu que o Departamento de Estado dos Estados Unidos tem uma estratégia para promover o uso de sementes transgênicas em outros países. A denúncia é feita pelo blogueiro norte-americano Tom Philpott.

Segundo o blogueiro, o governo estadunidense funciona como um “braço do marketing da indústria agrícola de biotecnologia”. Para ele, essa política global de promoção de transgênicos visa gerar um superávit comercial para os Estados Unidos.

A denúncia parte de telegramas diplomáticos, de 2005 a 2009, lançados no grande vazamento de documentos do Wikileaks, em 2010.

De acordo com o relatório, em viagens oficiais, a antiga Secretária de Estado Hillary Clinton fazia lobby para que países em desenvolvimento comprassem produtos da transnacional Monsanto. A prática tem como objetivo fazer com que os governos estrangeiros adotem políticas que abram caminho para o uso de transgênicos nos cultivos agrícolas.

Entre as situações relatadas, está a viagem de uma delegação do governo polonês, patrocinada pelos estadunidenses, em 2008. A comitiva foi se encontrar com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e visitou universidades norte-americanas.

Na época, a embaixada dos Estados Unidos tentava impedir que a Polônia aprovasse uma proibição de rações biotecnológicas.

Fonte: Radioagência NP, Daniele Silveira.

sábado, 13 de abril de 2013

Entidades alertam para investida da Monsanto sobre patentes na Europa.


Tomate-monstro, em protesto, representa o desenvolvimento de transgênicos pela Monsanto na Europa. (Foto: Divulgação / “no patents on foods”)

O grupo “no patents on foods”, articulação conjunta de mais de 300 organizações e movimentos sociais, alerta para a possibilidade de o Instituto Europeu de Patentes (EPO, sigla em inglês) conceder, nos próximos dias, autorização para multinacionais do ramo da biotecnologia e produtoras de sementes transgênicas patentearem genes de plantas e animais. A iniciativa é capitaneada pela Monsanto, segundo as organizações.




Segundo as entidades civis, isso faria com que estas empresas pudessem passar a controlar a propriedade intelectual exclusiva de vários alimentos, o que levaria a um monopólio sobre a produção mundial de comida, de modo que milhares de agricultores teriam de se submeter a essas corporações. O alerta é tema de um abaixo-assinado, organizadopela Avaaz, que pretende recolher adesões para pressionar os governos de Alemanha, França e Holanda, estados-membros do EPO, a se posicionar contra tal monopólio da produção de comida e votar no sentido proibir a concessão de mais patentes de gêneros alimentícios.


De acordo com levantamento do “no patents on foods”, a Monsanto possui, hoje, cerca de 36% das variedades de sementes de tomate registradas na agência europeia que administra os direitos sobre variedades vegetais, bem como 32% das espécies de pimenta e 49% das de couve-flor. Junto com a Syngenta, segunda maior corporação no ramo, as duas concentram mais de 50% dos direitos de propriedade intelectual destes três vegetais.

O estudo com as informações compiladas sobre o tema na Europa está disponível aqui, em inglês.


Fonte: site repórterbrasil.org


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Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 2.5 Brasil.