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domingo, 12 de abril de 2015

Humanidade ultrapassa 4 das 9 fronteiras planetárias.

Equipe Akatu.- A humanidade já ultrapassou 4 das 9 fronteiras planetárias e entra em uma “zona de perigo”, segundo uma pesquisa publicada este ano na revista Science. Um quadro com nove “limites planetários” - espaço operacional seguro para a manutenção da humanidade – foi definido em 2009 por um grupo de cientistas ambientais liderado por Johan Rockström do Stockholm Resilience Centre, na Suécia, e Will Steffen, da Universidade Nacional Australiana. Como uma pré-condição para o desenvolvimento sustentável e a manutenção da humanidade, os cientistas identificaram nove processos e sistemas da Terra, bem como suas fronteiras que marcam a zona segura para o planeta. 

O estudo atualizado das fronteiras planetárias, publicado na revista Science em janeiro de 2015, revelou que já foram ultrapassadas as fronteiras de mudanças climáticas, de perda de integridade da biosfera, de mudança do sistema terrestre e de alteração de ciclos biogeoquímicos (fósforo e nitrogênio). Duas destas fronteiras - mudanças climáticas e integridade da biosfera - são consideradas pelos cientistas como “fronteiras fundamentais”.


Ao alterar significativamente uma destas fronteiras, o planeta pode ser impulsionado para um novo estado. No novo estudo, embora o quadro mantenha os mesmos processos originais de 2009, dois deles passaram a ter novos nomes, para melhor refletir o que eles representam. Ainda, outros foram avaliados em um nível regional. "A perda de biodiversidade" é agora chamada de "Perda da integridade da biosfera". A diversidade biológica é de vital importância, mas o quadro agora enfatiza o impacto dos seres humanos sobre o funcionamento do ecossistema.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Concentração de gases do efeito estufa registrou novo recorde em 2012

ICB-A presença do CO2 na atmosfera chegou a 393,1 partes por milhão em 2012, 41% a mais do que antes da era industrial.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) acaba de divulgar o Boletim Anual sobre Gases do Efeito Estufa e alerta que a quantidade desses elementos na atmosfera segue subindo, "estimulando a mudança climática que transformará o futuro do planeta por milhares de anos".

Segundo a OMM, entre 1990 e 2012 houve um aumento de 32% na chamada força radioativa – o efeito do aquecimento sobre o clima – devido às concentrações crescentes de dióxido de carbono (CO2), do metano (CH4) e do óxido nitroso (N2O) na atmosfera.

Desde o começo da era industrial, em 1750, a concentração média de CO2 teria aumentado 41%, a de CH4, 160%, e a do N2O, 20%.

"Nossas observações mostram, mais uma vez, como as atividades humanas estão desequilibrando a natureza de nossa atmosfera e são um importante contribuinte para as mudanças climáticas", afirmou Michel Jarraud, secretário-geral da OMM.

"O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) em seu quinto relatório esclareceu que as concentrações atmosféricas do dióxido de carbono, metano e óxido nitroso estão acima dos níveis vistos nos últimos 800 mil anos. Como resultado disto, nosso clima está se transformando, ficando mais extremo, e as geleiras estão derretendo, elevando o nível dos oceanos", completou.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dióxido de carbono atinge maior concentração atmosférica na História…e pode piorar muito


Eventos climáticos extremos, como a seca 2012-2013 no Nordeste brasileiro podem se agravar em níveis sem precedentes caso níveis de CO² continuem aumentando no ritmo atual Foto: Wellington Macedo

Em época de forte seca no Nordeste e outros extremos climáticos pelo mundo, a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera do Hemisfério Norte superou pela primeira vez na história recente a fronteira simbólica das 400 partes por milhão (ppm). Os dados foram divulgados na sexta-feira (10) pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

O número representa um preocupante  marco já que foi registrado em Mauna Loa, no Havaí, a estação de medição de dióxido de carbono contínua mais antiga do planeta e que é considerado o principal local de medição de gases do efeito estufa desde que começou a operar em 1958. “É impossível parar a chegada do CO2 aos níveis de 400 partes por milhão. Isso já é um fato. Mas o que acontece a partir de agora ainda importa para o planeta e está sob nosso controle”, afirmou Ralph Keeling, geoquímico do Centro Oceanográfico de San Diego, no comunicado da NOAA.

Os cientistas determinaram que, antes da revolução industrial do século 19, os níveis de CO2 eram de 280 partes por milhão. A taxa de aumento se acelerou desde que começaram as análises contínuas em 1958, ao passar de cerca de 0,7 partes por milhão ao ano naquela época a uma média de 2,1 partes por milhão ao ano na última década.

domingo, 6 de maio de 2012

CO 2 : O novo tráfico de indulgências.


                                                 Umberto Mazzei 
O elemento essencial das indulgências é a cessão a favor de uma pessoa dos méritos realizados por outros. A doutrina básica era que a oração e as boas obras têm um valor acumulável que constitui o "Tesouro da Igreja", uma conta corrente no outro mundo. O depósito inicial seriam os méritos de Jesus, a seguir contribuíram os santos e milhares de conventos e milhões de devotos que elevam suas rezas [1] . Essas santas emissões somaram à igreja uns "milhões de milhões" em misericórdia celestial. A igreja girava sobre essa conta divina a favor dos pecadores que faziam a boa obra de dar à igreja dinheiro soante e deste mundo.

 A História conta-nos como esse truque ávido criou um mercado conhecido como "Tráfico de Indulgências". Um tráfico que foi uma das mais graves acusações esgrimidas pela rebelião protestante e que obrigou a própria Igreja Católica a reformar a utilização das suas indulgências.

 Agora fala-se outra vez do céu e outra vez de indulgências. Os ricos compram uns "Títulos de Carbono", que lhes perdoam as suas emissões e que obrigam os países em desenvolvimento a não aumentar as suas. O efeito é congelar a má repartição da riqueza mundial. Como na Organização Mundial de Comércio (OMC), com subsídios à agricultura dos ricos que arruínam a agricultura dos pobres. Mais uma vez os pobres devem salvar o planeta e redimir os pecadores ricos. O pior é que a histeria criada em torno do CO2, um gás benéfico, desvia para um fantasma futuro a atenção que exige a presente e muito real contaminação ambiental.

 A verdadeira contaminação ambiental

 O planeta está contaminado e continua a contaminar-se. A culpa é em parte da ignorância, mas a causa maior é a cobiça, o sermão do lucro como fim supremo. O estimular do consumo para ganhar mais e poupar gastos deixando o ar, a terra ou o mar impregnados de resíduos tóxicos. Mineração a céu aberto. Lagos, ricos e praias negras de petróleo. Pesca excessiva. Florestas abatidas para plantações de soja e óleo de palma. Plásticos e resíduos tóxicos lançados ao mar. Lixo indiscriminado. Resíduos tóxicos despejados em aquíferos. Munição radioativa da NATO provocando bebés deformados. Bombas de fragmentação israelenses que matam crianças libanesas. A lista é muito longo e não se convoca nenhuma cimeira mundial para saná-la.

 Quase tudo o que foi sujado pode ser limpo e recuperado, com esforço. A Europa já recuperou muitos lagos, rios e florestas. O alto nível de educação e uma consciência pública ambiental obrigou seus políticos a atuarem, sem deixar de ser uma grande potência industrial. O país mais contaminador com restos tóxicos são os Estados Unidos (que além disso produzem 30% do CO2 mundial), mas isso quase não se diz. O Pentágono contamina o mundo inteiro com a sua guerra sem fim e a partir de umas 800 bases, mas essas emissões não contam. Os Estados Unidos pedem em todas as negociações – Quioto ou Copenhague – que a contaminação do Pentágono fique excluída [2] , que não seja medida; por razões de segurança, naturalmente.

 A diabolização do CO2

 Mais uma vez a pureza do céu é assediada por um demónio. Mais uma vez o diabo é um anjo caído: o CO2, o gás com que a fotossíntese produz oxigénio. As plantas definham se o CO2 baixa a 220 ppm (3) e morrem com 160 ppm. O nível óptimo é cerca de 1000 ppm.

 O ar é uma mistura de gases, 78% de nitrogénio, 21% de oxigénio e 1% de outros gases, dentre eles o CO2 [4] . Essa ínfima parte de CO2 oscila com os oceanos: a água fria absorve CO2 e a água quente liberta-o. Os oceanos armazenam uns 25% do CO2 para plantas e seres marinhos. O CO2 é parte da respiração humana. Cuidado, que em breve nos cobram por respirar.

 Há uma campanha para culpar o CO2 por um aumento da temperatura terrestre. O trombeteiro mais notório desta acusação é Al Gore, que não é um cientista e sim um político norte-americano. O seu documentário "Uma verdade inconveniente" manipula a partir do próprio título. O seu erro mais claro é dizer que os mares aquecem devido às emissões de CO2, quando é o inverso: o mar primeiro aquece-se e a seguir emite mais CO2. É um facto básico conhecido e explica a coincidência das curvas ascendentes de temperatura e CO2. Receio que seja outro caso de etiquetar com o contrário para vender malfeitorias: uma mentira conveniente.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Mudanças climáticas podem levar 600 espécies de aves tropicais à extinção

O quetzal resplandecente, que era venerado por Maias e Astecas como o “deus do ar”, é uma das espécies em perigo - Foto de toryporter / Flickr

Pode haver menos aves para os ornitólogos verem no mundo à medida que o planeta aquece. As mudanças climáticas, em combinação com o desmatamento, podem levar entre 100 e 2.500 espécies de aves tropicais à extinção antes do final do século, de acordo com nova investigação publicada no Biological Conservation. Por Jeremy Hance


 A ampla gama de espécies depende da extensão do clima e de quanto habitat será perdido, mas os investigadores dizem que a gama mais provável de extinção é entre 600 e 900 espécies, o que significa 10 a14% das aves tropicais, excluindo as espécies migratórias.

 “As aves são um sinal perfeito para mostrar os efeitos das mudanças globais nos ecossistemas mundiais e nas pessoas que dependem desses ecossistemas”, disse o principal autor e ornitólogo Çağan Şekercioğlu, da Universidade de Utah.

 “Comparadas às espécies de clima temperado, que frequentemente experimentam uma ampla faixa de temperatura numa base anual, as espécies tropicais, especialmente aquelas limitadas a florestas tropicais com climas estáveis, são menos propensas a acompanhar as mudanças climáticas rápidas.”

 Şekercioğlu e os seus colegas investigaram 200 estudos científicos relacionados com aves tropicais e mudanças climáticas para desenvolver a sua estimativa, que acompanha estimativas anteriores do declínio de aves ligado ao aquecimento do planeta.

 As aves mais suscetíveis aos impactos das mudanças climáticas incluem espécies de altitudes elevadas, que podem literalmente ficar sem habitat, e as já restritas a faixas pequenas. Um aumento nos eventos climáticos extremos, como secas e tempestades, pode também colocar em perigo algumas espécies.

 A intensidade crescente de furacões, mesmo se a frequência diminuir, pode ameaçar aves costeiras, enquanto longas secas podem prejudicar a capacidade das aves de encontrar alimento durante a estação de reprodução. A Amazónia, por exemplo, sofreu duas secas recordes nos últimos sete anos, levando muitos cientistas a temer pela flexibilidade ecossistémica frente às mudanças climáticas.


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