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sexta-feira, 21 de março de 2014

VENEZUELA- Nova derrota da extrema-direita


A direita não quer perder os privilégios.

Avante- No momento em que escrevemos estas linhas, com risco da própria vida, ouvimos o assobio assassino das balas sobre a cabeça. Vidros estilhaçados saltam por todos os lados, convertidos em milhares de projéteis mortais. E com um bocadinho de imaginação até é possível sentir o trovejar dos canhões não muito longe, ali ao pé da serra. A terra treme. Caracas é um caos. Caracas? Não. A Venezuela! O país arde de Norte a Sul. De Este a Oeste. Estamos à beira da guerra civil!...


Quem se limitar a ver a situação da Venezuela através dos meios de comunicação da burguesia não pode senão acreditar a pés juntos no que acabamos de escrever, que é, diga-se já, uma colossal peta. Uma intrujice que a direita trata de impingir ao mundo – não esqueçamos que 82 jornais da América Latina se confabularam para publicar uma página diária contra o governo Bolivariano – para justificar uma intervenção militar que ponha ponto final ao processo revolucionário, na certeza de que ele é a coluna vertebral do grande movimento nacionalista latino-americano que está a pôr termo ao domínio colonial de Washington sobre todo o subcontinente. Washington, enquanto instrumento político e militar ao serviço das grandes multinacionais, está como sempre disposto a tudo, incluindo uma guerra civil, tal como podemos ver hoje, por exemplo na Síria, onde as contas lhe estão a sair furadas mas com uma enorme destruição das infraestruturas do país.

quarta-feira, 5 de março de 2014

A inclusão social é um dos maiores legados de Chávez

Venezuela – Telesur-  Organizações sociais e comunitárias de toda a América Latina reconhecem que o líder bolivariano, Hugo Chávez, através de suas políticas se encarregou de dar visibilidade aos excluídos da sociedade, povo que agora tem maiores oportunidades.

Uma das políticas que implementou o presidente Hugo Chávez durante seu Governo, foi a inclusão social dos setores mais desprotegidos da população.

Através de programas sociais, o dignitário soube ganhar o carinho e a aceitação de milhões de venezuelanos, que hoje em dia se converteram em promotores do legado que deixou o Líder da Revolução Bolivariana.

Durante uma entrevista exclusiva para a TeleSUR com o jornalista Abraham Istillarte, o porta-voz da comuna "Alexis vive" que funciona na cidade de Caracas (capital venezuelana), Robert Longa, assegurou que o presidente Chávez sempre se preocupou para que a classe humilde e trabalhadora participasse nas decisões do Estado.

Assegurou que graças aos poderes especiais que a Assembleia Nacional outorgou ao comandante Chávez, entrou em vigência um conjunto de leis que ratificou o compromisso de um país que junto a ele, apostou pelo crescimento econômico, social, político e cultural do povo venezuelano.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Caracazzo e a unidade cívico-militar na Venezuela .

                                                                                                                  “A Revolução Bolivariana é pacífica,  pero armada”
                                                                                                                                   Hugo Chávez

Beto Almeida- Há 25 anos,  num 27 de fevereiro de 1989, o então presidente da Venezuela, Carlos Andrés Perez, lançou um pacote neoliberal  explosivo aumentando drasticamente o preço da gasolina e dos alimentos. O povo de Caracas se rebela, sai às ruas,  saqueia supermercados, lojas de roupas, açougues. Perez dá ordens para o exército reprimir com vigor. Centenas de cidadãos são mortos. O número exato ainda está por ser calculado, pois muitos foram enterrados em valas comuns ou atirados nos lixões da cidade.

Quando tive a oportunidade entrevistar o presidente Chávez, no Palácio de Miraflores, ele  contou  que estava em serviço e soube quando a ordem de reprimir  foi dada e as tropas lançaram-se  pelos bairros pobres,  esmagando sem dó nem piedade a rebelião, conhecida com o nome de Caracazzo.  Chávez dizia  que o Caracazzo foi o estopim, a alavanca , o encorajamento fundamental para que o movimento militar bolivariano, cuja construção liderava dentro dos quartéis de toda a nação, se decidira a agir. Aquela repressão havia provocado nas fileiras progressistas e nacionalistas militares muito mais do que uma indignação.

47 segundos versus 10 anos

Quase três anos depois, em 4 de fevereiro de 1992, Chávez comandava uma  insurreição militar  que pretendia colocar um fim no governo neoliberal e corrupto de Andrés Peres e, com o apoio popular, convocar uma Assembleia Nacional Constituinte.  Do ponto de vista militar, a insurreição não foi vitoriosa. Dialeticamente, foi vitoriosa do ponto de vista  político.  Hugo Chávez  comandou  a rendição para poupar vidas, entregou -se,  e foi  preso. Na prisão, transforma-se no homem mais popular da Venezuela. O povo venezuelano identificou naqueles poucos segundos em que Chávez usou a cadeia de rádio e TV  -  exigência para a rendição   -  que aquele homem, meio negro e meio índio,  era um dos seus, que falava sua língua, representava seus anseios largamente reprimidos. Tanto assim que longas filas, diariamente, se formaram  para visitar a Chávez na prisão. Gente proletária, sofrida, humilde, que tinha tido a objetividade histórica de compreender que ali estava preso o seu líder, enquanto os intelectuais pedantes discutiam,  interminavelmente,  se  Chávez era um populista, um golpista, um autoritário ou  um militaresco  fascista.

Certa vez, em debate com um dirigente do Partido Comunista Espanhol, em Madrid, escutei-o dizer que só depois do golpe de 2002, ele tivera certeza de que Chávez era de esquerda. Contra argumentando, assinalei que enquanto ele tinha levado 10 anos para entender a função história de Chávez,  o  povo venezuelano levara apenas 47 segundos para compreendê-lo , tempo exato  daquela declaração do líder da insurreição bolivariana por cadeia para render-se, “por ahora”.

O Caracazzo pariu a Insurreição de 4 de Fevereiro de 1992. Mas, é chocante observar, ainda hoje,  a infinita hipocrisia dos meios de comunicação internacionais e dos governos que os controlam ou manipulam,  diante da crise atual da Venezuela.  Quando o governo venezuelano de 1989 mandou reprimir e matou a rodo  populares nas ruas de Caracas   -   Chávez insistia sempre que eram milhares os mortos   -   esta mídia que faz o maior estardalhaço sobre uma inexistente guerra civil na Venezuela hoje, na época, não fez nenhum escândalo diante da matança aos olhos de todos, nas ruas caraquenhas.  Tampouco os governos ,  como o dos Estados Unidos, que lançam cínicos comunicados de “preocupação com os direitos humanos na Venezuela”, na  época ,  foram os patrocinadores do pacote neoliberal de Carlos Andrés Perez, fizeram o mais criminoso silêncio. O silêncio da cumplicidade com aquela matança.

Maldito seja...

O Caracazzo foi uma rebelião popular  que levou a uma lição fundamental para os militares revolucionários que se organizavam em torno de Chávez, entre eles o Embaixador da Venezuela no Brasil, Almirante Diego Molero. E a lição era a aplicação de uma  das frases de Bolívar mais repetidas pelo próprio Chávez, linha de princípio do movimento que, depois de anos de preparação política doutrinária, preparava-se para agir: “Maldito seja o soldado que aponta seu fuzil contra seu próprio povo!”

Porém, a linha doutrinária, programática, ia muito mais além. Recuperava e atualizava o Simon Bolívar integracionista, reformador social, criando  outra concepção para o papel dos militares: a integração latino-americana, a unidade cívico-militar e a sustentação pela via democrática, porém de armas nas mãos, do processo de mudanças em busca de justiça social. Afinal, a Venezuela, um país tão rico, possuía 85 por cento de pobres e miseráveis, uma maioria de analfabetos, favelas desumanas por todos os lados, enquanto sua burguesia era conhecida por ser uma das maiores consumidoras de  caviar e champanhe do mundo, perdendo apenas para  burguesia francesa.

Hoje, 25 anos depois do Caracazzo, já podemos contabilizar os frutos na Revolução Bolivariana, mesmo assediada, atacada, sabotada, golpeada por mais de 15 anos. O país de Bolívar não tem mais analfabetos, diz a Unesco. Diz a FAO que houve redução drástica da desnutrição e da fome no país. Os trabalhadores já possuem uma lei trabalhista moderna  e foram  universalizados  os direitos previdenciários.  Lá se paga um dos maiores salários mínimos da América Latina, comparativamente falando. E, pela primeira vez  na história do país, o petróleo, que enriqueceu  por décadas uma camarilha insensível e corrupta, agora tem a sua receita aplicada na construção de moradias, de universidades bolivarianas, na sustentação do ensino público gratuito, na instalação de milhares de postos de saúde, com presença  de mais 23 mil médicos cubanos, o que reduziu tremendamente a mortalidade infantil.

Claro que a Venezuela tem muitos outros  desafios a superar, a começar pela economia rentista do petróleo, como disse hoje, em Brasília, o Chanceler Bolivariano, Elias Jaua, bem como enfrentar a criminalidade, que, aliás, não é problema exclusivo venezuelano.  Ele informou sobre os focos de violência orquestrados por pequenos grupos de agentes provocadores , com apoio do  exterior. Enquanto a Venezuela possui 325 municípios, as ações violentas registraram-se em apenas 18 localidades de todo o país. Reveladora é a informação de que os atos violentos ocorrem centralmente nos bairros mais  ricos. Mais reveladora ainda, da condição de classe desses jovens de famílias ricas que agem violentamente, é que optaram por queimar um caminhão do sistema Mercal, um sistema estatal de distribuição de alimentos a baixo custo. Queimaram, mas não saquearam os alimentos. Ou seja, o motivo não era a fome, mas apenas queimar, destruir.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

EUA fazem exigências, Nicolás Maduro responde com expulsão de três diplomatas ianques

Venezuela - Diário Liberdade - O presidente venezuelano demonstra ter bom pulso e ordena a expulsão de três diplomatas norte-americanos envolvidos em planos conspiratórios contra a revolução.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou domingo que vai expulsar três diplomatas norte-americanos, acusados de "tentar legitimar os atos desestabilizadores", em relação aos violentos protestos organizados pela extrema-direita no país desde a última quarta-feira (12).

"Conspiração" e "desestabilização" são as acusações com que Maduro respondeu às pretensas pressões do Departamento de Estado norte-americano, que "exigiu" a libertação dos opositores detidos nos protestos e chegou a ameaçar de graves consequências pela possível prisão de Leopoldo López (líder da extrema-direita opositora) em função dos seus contatos internacionais.

Maduro definiu as exigências dos EUA como "inaceitáveis" e lembrou que o seu governo "não recebe ordens de ninguém", acrescentando que "o monstro decidiu atuar e mostrar o rosto. Isso é um sinal de que detrás do que vivemos está o império que quer atacar a pátria".

Para esta segunda está prevista uma conversa entre os e as presidentas latino-americanas para realziar uma campanha de denúncia contra as ameaças do governo de Obama. Espera-se que a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) se posicione num caso de grave inteferência em assunto interno por parte do governo imperialista ianque.

Três funcionários ianques expulsos

A Chancelaria venezuelana denunciou a presença em solo da Venezuela de norte-americanos a promover a desestabilização social e política, apontando para três funcionários diplomáticos que já foram declarados "persona non grata" por Caracas.

Maduro garantiu que estes funcionários visitaram, durante os últimos meses, diversas universidades privadas de Caracas para oferecer supostos vistos, "mas sabemos o que estão conspirando, temos informações precisas".

sábado, 30 de novembro de 2013

Governo venezuelano dá mais uma resposta à ofensiva econômica

Caracas - Prensa Latina-  O governo venezuelano anunciou nesta semana um novo conjunto de medidas econômicas e avançou assim em sua ofensiva para neutralizar o que considera uma guerra nesse âmbito, atiçada pela direita com o objetivo de desestabilizar o país.

Em virtude dos poderes especiais que lhe outorga a recentemente sancionada Lei Habilitante, o presidente Nicolás Maduro anunciou nesta sexta-feira um decreto para o controle e regulação de arrendamentos no setor do comércio, o qual procura proteger a pequenos e médios atores econômicos.

Sustentou que este setor foi vítima do "latifundismo urbano" e a especulação de um grupo de donos de imóveis.

Esclareceu que o novo regime será transitório e que estará vigente até enquanto se estabeleça uma lei que regule este assunto e "permita desatar as forças produtivas sãs".

Entre outras providências, o decreto estabelece que os cânones de arrendamento de locais comerciais, produtivos ou de serviços não poderão exceder mensalmente os 250 bolívares por metro quadrado.

A disposição deixará sem efeito as cláusulas de contrato que estabeleçam cânones em moedas estrangeiras, ajuste periódicos destas, valorização de ativos intangíveis (reputação, relações, etcétera), pagamentos sobre a base de percentagens por vendas brutas ou netas do arrendatário ou outros como regalias, penalidades, comissões.

Do mesmo modo, proíbe ainda a arbitragem privada em conflitos; a resolução unilateral do convênio de arrendamento; as medidas cautelares de sequestro de bens ou imóveis, e a admissão de contratos de arrendamentos por parte de empresas estrangeiras.

Dispõe também que as controvérsias serão dirimidas através dos mecanismos do Ministério de Comércio.

domingo, 14 de abril de 2013

Pesquisa tracking afirma que Maduro ganha com 53,2% dos votos



A rejeição aos candidatos também é proporcional. Enquanto 50,3% dizem que nunca votariam em Henrique Capriles, 41,1% nunca votariam em Nicolás Maduro

Jonatas Campos

de Caracas (Venezuela)

O ComunicaSul teve acesso aos dados da última pesquisa tracking do Instituto Consultores 30.11 realizada entre os dias 10 e 12 de abril com 82.060 venezuelanos maiores de 18 anos em 72 regiões habitacionais do país, incluindo o distrito capital. Na pesquisa feita por telefone foi constatada a intenção de 83,4% dos venezuelanos em votar. Desses, 53,2% disseram votar por Nicolás Maduro, enquanto 42,7% afirmaram que votam em Henrique Capriles Radonski. O restante, 4,1%, não sabe.

A rejeição aos candidatos também é proporcional. Enquanto 50,3% dizem que nunca votariam em Henrique Capriles, 41,1% nunca votariam em Nicolás Maduro.

A pesquisa mostra que a folga do candidato do governo para seu opositor diminuiu, mas que não ameaça uma vitória do chavismo.  A segurança do voto é uma das explicações, já que o Consultores 30.11 afirma que 95% dos eleitores estão certos de seu voto.  “Tomaremos com cenário mais provável, em virtude dos dados dessa tracking, que a abstenção definitiva se repartirá de forma equivalente entre ambas opções, é dizer, que para o 14 de abril a certeza do voto será equivalente para ambas as opções”, afirmam.

"A margem de diferença está localizada em 8% se a tendência a diminuição se deter, o cenário mais provável", diz o levantamento.

A divulgação de pesquisas eleitorais é proibida alguns dias antes dentro do território venezuelano.

Fonte: site Brasil de Fato.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Chávez promoverá 147 militares venezuelanos.


Caracas-  O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, promoverá hoje nesta capital 147 integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) a graus de oficiais generais e almirantes.

  A cerimônia ocorrerá no Pátio de Honra da Universidade Militar Bolivariana, no Forte Tiuna, na capital, segundo comunicou o Comando Estratégico Operacional da instituição armada.

 O Comandante em Chefe da FANB promoverá 10 integrantes ao grau de general de divisão, cinco a vice-almirante, 93 a generais de brigada e 39 a contra-almirantes.

 No Exército Bolivariano serão promovidos cinco membros a generais de divisão: Eliseo Lugo, Francisco Catarí, Tomás Martínez, José Vermelhas e Argenis Martínez; e 42 a generais de brigada.

 A Marinha Bolivariana contará com cinco novos vice-almirantes: Jamil Arandia, José Franco, Alberto Quiroga, Alfredo Echezuria e Juan Hernández; bem como 39 profissionais que serão promovidos a contra-almirantes.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Religiosa manifesta temor pela vida de Hugo Chávez


Teresa Forcades, monja beneditina, disse que teme que “os interesses geopolíticos dos poderosos tirem a vida do presidente venezuelano



A monja beneditina, teóloga e doutora em medicina, Teresa Forcades, expressou pela primeira vez a admiração pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, defendendo que o mesmo “está fazendo um bem imenso a seu país e ao mundo” e disse que teme que “os interesses geopolíticos dos poderosos tirem a vida do presidente”.

Seu posicionamento público a favor da política de Chavez é uma das opiniões que Forcades expressa em seu livro “Converses amb Teresa Forcades”, escrito a seis mãos entre a jornalista Eulália Tort, o editor Ton Barnils e a própria religiosa, conhecida por suas críticas à indústria farmacêutica e por opor-se à vacinação durante a gripe aviária.

No livro, lançado na última quinta-feira (15) em Barcelona, Forcades falou abertamente sobre política, economia, medicina e religião, direcionando suas críticas ao funcionamento “pouco democrático” da Igreja e reivindicando o papel da mulher na instituição.

Forcades explicou que pela primeira vez expressou sua opinião favorável a Chávez, mesmo com o risco de que lhe chamem de “chavista”.

segunda-feira, 30 de abril de 2012


E os  bons  exemplos, nitidamente  de viés socialista,  vem mais uma vez da vizinha Venezuela.  É a revolução Bolivariana que está em curso naquele país.   Entrementes a grande mídia do país  vocifera   contrária a tais tipos de expedientes.   Tornar-se claro e óbvio que não poderia ser diferente.

O grande capital, em seus mais diversos e poderosos tentáculos se vê desnudado.  A velocidade como esse fenômeno vem ocorrendo  está deixando os  lacaios  e seus suseranos, lotados nos Eua a perderem o sono.


Algo impressionante  está em curso na Venezuela.  Obama  sabe que  este será mais um de seus  desígnios, e não será   dos pequenos.


A aproximação do DIA DO TRABALHADOR,  neste 1° de Maio,  terá grande repercussão em todo o mundo e, em especial,  na Venezuela de Hugo Chávez   que  vem provocando  e fomentando importantes debates, em  diversas regiões do país, sobre  a  verdadeira caracterização que envolve as diferenças entre  as Técnicas ou Meios de Produção e Modos de Produção.         Tais  questões, em sociedade  dominadas e governadas por sagazes representantes da burguesia  “nativa “ e “externa”, são praticamente impossíveis.  


domingo, 18 de dezembro de 2011

Sobre a ideologia da Revolução Bolivariana.


Uma interessante   análise  sobre a trajetória    da Revolução  Bolivariana. A propósito, mesmo  diante de   adversidades  de   cunho   estratégico,  sobre  a maneira como se devem processar as transformações sociais  que se fazem  necessárias, que    prosseguem e que  devem, substituir o desmoralizado   modelo   capitalista, os acontecimentos   narrados  pelo autor  sugerem expectativas  surpreendentes  para os defensores do Socialismo do século XXI. 




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por Miguel Urbano Rodrigues

No final de Novembro e início de Dezembro participei a convite do Ministério da Cultura da Venezuela no VI Foro Internacional de Filosofia de Maracaibo, que se desdobrou pelos 23 Estados do país e cuja sessão de encerramento se realizou em Caracas.

 O título do evento pode confundir porque muitos dos participantes (metade venezuelanos) e dos estrangeiros, vindos de quase trinta países da América, Ásia, África e Europa eram sociólogos, historiadores e escritores.

 Não foram apresentadas comunicações. O Foro promoveu debates em quatro Mesas sobre o tema central do Encontro: Estado, Revolução e Construção de Hegemonia.

 Tudo foi atípico numa iniciativa que reuniu intelectuais com formações muito diferentes que encaram as transformações da sociedade, as rupturas revolucionárias e o socialismo como alternativa ao capitalismo sob perspectivas não coincidentes.

 O Foro, dedicado a Frantz Fanon, abriu com uma conferência de Garcia Linera, o vice-presidente da Bolívia, e fechou com a aprovação de uma Declaração Final numa sessão presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Direita fascista venezuelana está tentando desestabilizar governo de Hugo Chávez.


Tudo indica que Hugo Chavez vencerá as eleições do próximo ano.   A direita apoiada pelos EUA, aristocratas, amplos setores da burguesia financeira e outros tipos de parasitas, tentarão de todas as maneiras contê-lo .  A  reeleição do líder da Revolução Bolivariana, todavia, parece bem encaminhada.

Os avanços da sociedade venezuelana são encontrados e detectados em vários setores .  A Educação, Saúde,Transporte, Habitação, dentre outros setores  de menor monta, tem merecido grande destaque do governo bolivariano.   Tudo isso logicamente  num contexto onde a riqueza do petróleo, fornece  subsídios espetaculares para impulsionar essas  mudanças.

 Apesar de seus opositores tentarem dizer o contrário com calúnias e falácias, o povo , a cada dia, se aproxima mais do presidente  demonstrando  forte apoio em sua maneira de governar.        Os poderosos o odeiam por isso.       Não poderia ser diferente.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Presidente Hugo Chavéz prossegue com a Revolução Bolivariana.

frota de Sidney. Empresa Estatal que atua há 135 anos.

Hugo Chavez prossegue com sua política de Nacionalização dos Meios de Produção na Venezuela. O Socialismo chavista, como tem reiteradas vezes frisado os seguidores e defensores de seu governo, prossegue com mais nacionalizações. Desta feita trata-se da empresa de balsas Conferry. Esta empresa faz o trajeto de Puerto La Cruz e La Guaira até a ilha de Margarita. Esta região é muito procurada por veranistas que buscam em suas praias, extremamente bonitas, o que não encontram noutros lugares. As menções sobre Margarita estão presentes em vários circuitos do hemisfério norte incluindo-se os EUA.

Há muito, moradores que utilizavam os serviços controlados pela empresa, reclamavam dos atrasos freqüentes e dos problemas técnicos que levaram órgãos do governo a emitir multas por descaso. E isso não ocorreu apenas uma vez. O presidente Chavéz foi contundente ao dizer que não havia mais condições da empresa em continuar prestando serviços tão precários ao povo e que este, merecia ser respeitado. Disse ainda tratar-se de uma afronta e que portanto seria nacionalizada imediatamente.

A empresa era controlada por uma família de “ ricos” que desde os anos 50, do século XX, vinha operando no setor. Os descasos todavia com as embarcações acabaram por culminar com o decreto presidencial. Certamente há quem não concorde.

Defensores das medidas de Chavéz, que não são poucos, reforçam a idéia defendendo a existência de empresas públicas citando como exemplo as existentes em países como Holanda e Austrália controladas pelo governo e que oferecem um serviço de excelente qualidade , sendo que em algumas dessas localidades, como na Holanda, o transporte é plenamente gratuito.

As medidas do presidente, é interessante destacar, têm o respaldo da maioria do povo venezuelano que em recentes pesquisas aprovam a forma como o presidente conduz a economia do país. Interessante destacar que a Venezuela vem experimentando avanços notáveis na área social sendo que na Educação, Saúde e Habitação foram realizadas ações assaz nítidas que anunciam um aclive, com excelentes indicadores, nestas áreas sensíveis da economia.

domingo, 3 de julho de 2011

A Força da juventude e das novas jovens idéias que, um dia revolucionaram e prosseguem nos convidando, aqui ou noutros lugares, para lutarmos pelas transformações que tanto acreditamos.

foto -crédito- Franklin Rodriues.


O notável antropologista Franz Boas no cabedal de sua vastíssima Inteligência nos legou proezas que jamais cairão no esquecimento. Nunca a natureza humana havia sido estudada com tanta sofreguidão e profundidade. Em certa ocasião, ele disparou: “ somos o último elo de uma cadeia que progrediu no sentido do aperfeiçoamento cerebral (...) só existe uma raça a humana e por mais que tentem compreender diferente, os indícios, todos eles, caminham para tal conclusão”.

Os europeus sempre procuraram olhar para os outros continentes com o desdém, que lhes ensinaram, característico de sua história e embasamento cultural. Não hesitaram, em momento algum tentar, na maioria das vezes com sucesso, impor suas concepções de mundo. Profundamente mergulhada nas águas culturais dos primórdios do cristianismo, não tardou a produzir desconfianças e indagações diversas.

Custou para esse “homem moderno” abandonar a idéia de que fenômenos da natureza- da terra- e daqueles que nela evoluíram, eram governados por deuses apaixonados e caprichosos. Aqui, e acolá, no desfilar dos séculos, encontramos alguns pensadores ousados que desafiaram as opiniões tradicionais- aquelas que denominavam de ortodoxas.

Muitos desses fenômenos, que sejam biológicos físicos e ou naturais sempre foram observados pelos homens através do véu do misticismo e de superstições infindáveis. Acusaram, certa época, o proeminente Sócrates de impiedade por ensinar que as nuvens eram emanações físicas e não seres divinos.

Essas, digamos, vicissitudes, todavia, não se podem comparar aos embates que as ciências sociais, em especial aquelas que se preocupam com o progresso dos povos, tem travado, e ao que parece, ainda travam em várias frentes.

Aos antigos hebreus, que muito legaram a cultura européia, por outro lado, era impossível qualquer progresso nesse terreno porque eles atribuíam todos os fenômenos, incluindo os sociais, ao seu deus, Jeová. As manifestações calamitosas da natureza eram tidas como sinais da cólera divina. De um terremoto diziam que: “ Olhando Jeová para a terra ela treme”. “ Jeová fez chover fogo e enxofre do céu sobre Sodoma e Gomorra”. Inúmeros fenômenos sociais que, encontravam as suas raízes nas contradições humanas, tinham que se contentar com explicações como essa.

Aristóteles que viveu no século IV AC começou, devagar a ruir com tais tipos de perspectivas. Suas apreciações eram mais inteligentes e bem menos temperadas por concepções religiosas. Na seara dos estudos da terra, das intervenções humanas no planeta, e suas espetaculares projeções ele, Aristóteles, já assinalava, naqueles idos, os tambores de uma nova Era.

As coisas não acontecem na velocidade daqueles que a desejam. Mas, antes tarde do que nunca. Eis que elas surgem. Arrebatadoras, convulsivas e não menos apaixonantes. Novas concepções de encarar e ver o mundo, embora gizadas e concatenadas durante o século XVIII, e, já naqueles idos assaz atraentes para os que sabiam ouvi-las e também heterodoxas, brotam agora na América Latina com magnífica força e arregimentadas pelos braços da juventude que, devagar, rompe com os padrões culturais impostos pelas elites detentoras dos meios de produção, anunciando um novo tempo. É, é assim que tudo começa.

Uma nova Era para a população que sempre fora estigmatizada e aviltada pelos brancos europeus ( caucasianos superiores como se auto intitulavam ) e que já não conseguem mais segurar aquilo que é, pelas manifestações das massas, insubstituível e inexorável: o desejo de viver socialmente bem com paz e liberdade de expressar seus anseios e vontades. A transformação do status quo está em andamento, e ela parece ter pressa. Há muito por recuperar. Há muito por dividir.

Na Venezuela milhares de jovens trilham pelas ruas envoltos em bandeiras de luta expressando a defesa do regime, ao lado dum modelo econômico que vem devolvendo-lhes, nitidamente, o direito a vida e a dignidade humana que, outrora, tinha sido roubada pelos algozes que constituem a elite que, a propósito, odeia a revolução Bolivariana então em corajoso avanço.

Vivamos o bicentenário de independência de nossos irmãos venezuelanos. E que as riquezas, encravadas que estão em solo que um dia Bolívar pisou, se convertam em benesses e sirvam para acalentar o choro de nossos filhos e jovens de nossa grande e sofrida América Latina. Viva o Socialismo! Fora o Imperialismo! Que rufem os tambores !!!!

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