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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

As falanges em ação


Meios de comunicação promovem a censura, com noticiários seletivos sobre manifestações, reforma política, sonegação da Globo ou democratização da mídia. Temas que ou omitem, ou distorcem.

por Lalo Leal.

Final de tarde no Rio de Janeiro. Dia da chegada do papa ao Brasil. No Largo do Machado, reduto histórico de manifestações políticas, entre o Catete e as Laranjeiras, o clima assemelha-se a um happening. Em cantos diferentes da praça reúnem-se jovens católicos de várias partes do mundo, militantes do PSTU, ativistas dos movimentos LGBT (algumas moças com seios à mostra), outros com bandeiras anarquistas e, claro, os policiais em trajes de guerra. Mas cada um no seu canto, com suas armas, cartazes e palavras de ordem. Sem confrontos.

Caminho sem preocupações entre os grupos quando outro tipo de gente chama a minha atenção: homens fortes, com idade entre 30 e 40 anos, camisetas justas, circulam pela praça. Um está de luvas, outro se enrola na bandeira da CTB, uma das centrais sindicais brasileiras. Muito estranho.

Os jovens católicos continuam a cantar nas escadarias da igreja. O grupo com as bandeiras do movimento gay aproxima-se e depois segue com os demais manifestantes rumo ao Palácio Guanabara, onde Francisco é recebido. Perco-os de vista. Mais tarde soube dos tumultos às portas do palácio. Uma bomba caseira foi atirada contra os policiais. Claro que a culpa é logo atribuída pela mídia conservadora aos manifestantes.

O desmentido chega num vídeo postado na internet que revela a ação de agentes policiais à paisana provocando tumultos. A maior surpresa vem a seguir. Lá estava em frente ao palácio, sendo dobrada por um policial, a bandeira da CTB vista por mim horas antes no Largo do Machado.

A ação dos policiais infiltrados, os chamados P2, não aparece na TV. Esta, além disso, dá proteção total aos fardados. A GloboNews afirmou que um repórter da agência de notícias France Presse, visto com a cabeça sangrando em frente ao Guanabara, havia sido atingido por um coquetel molotov. O jornalista fora vítima, porém, de uma cacetada desferida por um policial. O canal reconheceu o erro muitas horas depois, quando o estrago já estava feito. Pude ouvir pessoas nas ruas atribuindo essa violência aos manifestantes, sem saber da verdade.

A reação do governo do Rio foi a pior possível. Por decreto instituiu a Comissão Especial de Investigações de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas, com poderes até para exigir das empresas de telefonia e de servidores da internet a entrega de dados das comunicações feitas por qualquer pessoa. Recuou diante das reações desfavoráveis. O advogado Técio Lins e Silva chegou a comparar o decreto com as comissões de inquérito criadas na ditadura. “Está entre o delírio e o abuso de poder. É caso de impeachment, há uma violação clara de direitos constitucionais.”

quinta-feira, 7 de março de 2013

A resposta ideal que os venezuelanos poderiam dar a Globo

A melhor resposta que o povo venezuelano poderia dar a rede Globo pela sua cobertura sobre os fatos e acontecimentos que envolvem o  seu país, está neste vídeo, já conheicido de muitos, em que, Leonel Brizola, desmascara, sem rodeios,  seu sórdido e nojento   papel.  Ou então, na célebre  frase de Millôr Fernandes pronunciada em 2006:

"“A imprensa brasileira sempre foi canalha. Eu acredito que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter uma influência realmente maravilhosa sobre o País. Acho que uma das grandes culpadas das condições do País, mais do que as forças que o dominam politicamente, é nossa imprensa. Repito, apesar de toda a evolução, nossa imprensa é lamentavelmente ruim.  E não quero falar da televisão, que já nasceu  pusilânime”.




professor Jeovane



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