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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Não deixemos que imprensa burguesa manipule as manifestações



PCO- A imprensa burguesa modificou seu discurso de quinta-feira passada para ontem. Aparentemente, a mudança foi radical. A baderna, a arruaça, passou a ser considerada uma livre manifestação da democracia.
 Até quinta-feira, a orientação era chamar os manifestantes de baderneiros e de ignorantes, mostrando apenas vidros quebrados, lixo queimado. Procurou-se mostrar também que o movimento era despropositado e que era impossível reduzir o preço da passagem, alegando-se que, qualquer que fosse a redução, seria o próprio povo a pagar por ela.

 O discurso de ontem passou a ser o da "democracia". O próprio governador, que vinha chamando os manifestantes de criminosos, passou a elogiar a manifestação, a democracia e a ordem com que ocorreram as passeatas. O comentarista do Jornal da Globo, Arnaldo Jabor, abandonou sua notória arrogância para "reconhecer" a legitimidade do movimento.

 É preciso, no entanto, ressaltar que essa mudança de discurso, provocada pela enormidade dessa última manifestação, não foi apenas um recuo. Trata-se sim de um recuo, mas de um recuo planejado. A ideia era aproveitar-se do movimento para caracterizá-lo como um movimento ordeiro, contra a corrupção.
 Lemos, nessas palavras, um movimento contra o PT, contra a PEC 37. Vez ou outra, mencionou-se os gastos para a Copa do Mundo. A imprensa tenta passar a mensagem de que as reivindicações populares são contra o governo central e contra o PT.

 E, quando a manifestação dirigiu-se contra o poder legislativo, com a tomada do Congresso Nacional, em Brasília, e o ataque à ALERJ, no Rio de Janeiro, essas movimentações foram tratadas com a mesma linguagem anteriormente usada contra todo o movimento.

 A jogada da direita, agora, é tentar manipular o movimento, colocando palavras de ordem nele, como "abaixo a corrupção", "punição aos mensaleiros" e, com isso, atraindo grupos de direita para o movimento. No Facebook, por exemplo, já existe um abaixo-assinado pedindo a renúncia de Dilma.

 Fora isso, há ainda a ideia de tentar descaracterizar o movimento como um ato político. Algumas pessoas gritavam, na manifestação de ontem, que não queriam partidos políticos ali. Hoje, o próprio presidente do PSDB, de Alckmin, foi aos jornais para dizer que o povo rejeita os partidos políticos (leia-se, partidos politicos de ESQUERDA; os de direita, sim, esses podem participar alegremente do movimento).

 Precisamos tomar cuidado com tudo isso; precisamos repudiar e denunciar a tentativa da direita de manipular e de tomar conta do movimento; e convocar todos os partidos de esquerda para que participem do movimento erguendo bem alto todas as suas bandeiras.

Fonte: site PCO  foto: Internet

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